Capítulo 18: Eu o Quero Tanto.

ESSE CAPÍTULO CONTÉM CENAS +18

...𝐴𝑛𝑛𝑖𝑘𝑎 𝐻𝑎𝑟𝑑𝑒𝑛 ⸙...

— Foi um prazer te conhecer, Annika, mas não se anime muito sobre a minha bondade. Qualquer passo em falso eu acabo com você antes que possa piscar. — Victor disse enquanto me envolvida num abraço forte e caloroso.

Ri de suas palavras, mas balancei a cabeça de acordo. Ele se aproximou de Damian e deu-lhe um abraço demorado.

— E você se cuide, mantenha seu humor agradável. — Aconselhou, dando-lhe tapinhas nos ombros.

As árvores fora dos muros da casa balançavam incessantemente pela ventania, o céu nublado indicava que uma chuva chegaria a qualquer momento e eu não poderia estar mais feliz. Há meses que estou aqui e não caiu uma gota do céu.

— Procure aparecer mais vezes, você faz falta. — Damian disse. Franzi o cenho ao vê-lo sendo carinhoso por meio de palavras, uma fragilidade inédita.

Acho que até Victor estranhou pela cara que fizera, mas não disse nada, apenas colocou sua última mala na parte de trás do carro e com um leve aceno de mãos, entrou no veículo.

Pensei que Victor ficaria por mais tempo, na verdade, jurei que sequer iria embora pela forma que chegou e pela quantidade de malas que trouxe. E como lembrança, me deixou uma caixa de maquiagens de sua linha, me perguntei o que faria com tudo aquilo, já que minha única habilidade é fazer um delineado sem tremer. Bom, terei tempo o suficiente para praticar.

Entramos em casa quando o carro saiu pelo portão.

Damian pareceu um pouco chateado essa manhã. Acho que devido a ida de seu irmão, mas não perguntei, não quis ser evasiva. Caminhamos juntos até a cozinha praticamente vazia, Damian sentou-se à mesa, calado, parecendo pensativo.

Daniel, que terminava de guardar os pratos me lançou um olhar discreto, como se perguntasse o que estava havendo. Ergui os ombros, sem saber o que dizer.

— Tive um pesadelo essa noite. — Damian quebrou o silêncio, fazendo Daniel e eu nos entreolharmos. É novidade vê-lo verbalizar algo que não seja uma ordem perto de um funcionário. — Não consigo me lembrar muito bem, mas sei que foi um pesadelo.

Puxei uma cadeira para me sentar, pressentindo que algo sério viria.

Daniel guardou o último prato e se retirou da cozinha o mais rápido que pôde, mas não deixou de me olhar preocupado antes de virar na esquina a direita. Damian levou as mãos ao rosto parecendo cansado, hesitante, segurei em seu pulso delicadamente para ter visão do seu rosto.

— Do que você se lembra? — Perguntei, segurando dessa vez em sua mão.

— O dia estava nublado como este e havia uma sensação de vazio, como se faltasse alguma coisa importante, mas eu não consigo saber o que é. — Seus olhos pareceram perdidos.

— Deve ser pela ida do seu irmão, você sabia que ele iria embora hoje e sonhou algo que remetesse ao sentimento da falta dele. — Tentei encontrar uma explicação racional, mas ele balançou a cabeça em negação.

— Era um sentimento muito intenso, quase como o que senti quando perdi meu pai. Eu não sei, eu não consigo lembrar de nada, só dessa sensação. — Ele puxou a mão e esfregou o rosto, frustrado.

— Sabe o que eu acho? — Perguntei, dando um sorriso travesso para a ideia que me surgiu. Ele entreabriu os dedos e me encarou pela fresta — Que está faltando uma tevê na sala de estar. — Eu disse, o fazendo soltar um riso anasalado.

— Espertinha. Eu te dou um beijo e você já acha que manda na casa? — Perguntou sarcástico e eu ergui os ombros.

— O que você tem contra televisão? — Revirei os olhos.

— A única televisão que entrou nessa casa é a que está no meu quarto, e ela só está lá porque meu pai estava doente e eu comprei para distraí-lo. — Ele disse e eu me lembrei daquela caixa velha que ele chama de televisão, aquilo é tão pré-histórico que deve ser preta e branca.

Exagero meu, Damian não é tão velho assim.

— Eu só estou lhe pedindo uma televisãozinha. Não precisa ser o suprassumo da tecnologia, só preciso que funcione. — Falei em tom de súplica. Eu não aguento mais viver dentro dessas paredes encarando um pedaço de papel o dia inteiro, eu só preciso me distrair um pouco.

Ele me encarou por um tempo e suspirou em derrota.

— Mulheres são a ruína dos homens. Vai trocar de roupa e a gente vai comprar essa droga dessa televisão. — Ele mandou e eu não pude ficar mais feliz.

Dei um grito animado e me aproximei dele, dando-lhe um beijo na bochecha antes de correr para o meu quarto. Se eu não posso sair daqui, ao menos eu vou fazer essa casa ganhar um pouco de vida.

Coloquei uma roupa capaz de me proteger de uma possível chuva — calça jeans, jaqueta e nos pés um tênis — e peguei um dos batons que Victor me deu para passar nos lábios. Sorri para o meu reflexo e saí do quarto correndo para o andar de baixo.

Damian me esperava em frente a porta com as mãos no bolso.

— Vamos? — Falei empolgada e ele assentiu.

Saímos de casa e Maurice já estacionava o carro diante de nós, este completamente diferente do que eu estava acostumada. Franzi o cenho quando Maurice deu a volta no carro e entregou a chave a Damian, ele abriu a porta do conversível para mim e depois deu a volta entrando no banco do motorista.

— Você vai dirigir? — Perguntei, é a primeira vez que o vejo pegar no volante. Coloquei o cinto de segurança por precaução, não sei o tipo de motorista que Damian é.

— Qual o problema? — Perguntou ele, colocando o cinto de segurança e dando partida.

— Nenhum, só nunca vi você atrás de um volante. — Dei de ombros e ele sorriu sem mostrar os dentes.

Damian virou à esquerda e caímos na rua principal, pela primeira vez sem tantos carros. Levei meu olhar a ele com uma de suas mãos sobre o volante e a outra na marcha, sua manga dobrada me deu uma boa visão do seu braço cheio de veias.

Mordi o lábio inferior ao lembrar da sua mão na minha cintura na noite passada.

Comecei a delirar sobre como ela ficaria sobre a minha coxa. Droga, já perdi o filtro sobre os meus pensamentos, sequer me arrependo de tê-los. Sua mão ao redor do meu pescoço ao invés da maldita coleira seria muito melhor.

Virei o rosto para a janela e foquei minha atenção nos prédios, se continuar assim esse banco vai ficar encharcado em minutos. Beijar Damian foi como abrir a caixa de Pandora, todos os pensamentos pecaminosos desabrocharam.

Essa noite não tive sonhos, dormi como uma rocha. Quando acordei, estava sozinha na cama. Cheguei a cogitar que havia tido mais um sonho com Damian, este mais vívido que os outros, mas quando me toquei da realidade fiquei revivendo aquele beijo por alguns minutos na cama.

— Por que eu sinto que vou me arrepender? — Ele disse enquanto estacionava o carro ao lado da calçada.

Não esperei por ele e, ansiosa, abri a porta e saltei para fora. Olhei em volta e pude avistar uma placa na esquina com o nome Avenue de la Republique escrito nela.

Subi a calçada ficando ao lado dele, olhei para o céu mais escuro do que antes e torci para que estivéssemos em casa quando a chuva começasse a cair. Senti uma das mãos de Damian agarrando na minha, me pegando completamente desprevenida.

Abaixei a cabeça para encarar seus dedos entrelaçados aos meus e senti aquele maldito frio na barriga.

Não consegui prestar atenção em mais nada e dei sorte de Damian estar fazendo o papel de guia pelas ruas, pois meus olhos simplesmente não se desgrudaram de nossas mãos juntas.

Ele me levou pela calçada até chegarmos no fim da rua para atravessar. Quando a passagem foi dada para pedestres, Damian praticamente me arrastou até o outro lado. Tivemos uma breve caminhada até chegarmos em frente à loja com o nome estampado na entrada.

Ele abriu a porta para mim e entrou logo atrás.

Por dentro a loja se revelou muito maior do que imaginei, a faixada dela me enganou por um breve momento.

Damian me levou pelos corredores de eletrodomésticos de cozinha e meus olhos caíram em uma das geladeiras, travei meu pé no chão, puxando-o na direção contrária a qual ele estava indo. Parei em frente a geladeira da Samsung com uma tela em uma das portas, completamente em choque ao ver uma dessas pessoalmente.

— A gente não ia ver televisão? — Ele indagou quando comecei a mexer na tela da geladeira, o mais próximo que chego de um celular há meses. Todo o layout parece um telefone Samsung.

— Você tem noção que dá pra ver dentro dela pela tela? — Falei enquanto explorava as funções do eletrodoméstico pela primeira vez.

— Vamos! — Ele falou entediado e voltou a me arrastar, fiquei decepcionada, gostaria de ter mais tempo para mexer na geladeira.

Fomos até as televisões e um rapaz de aparência jovem se aproximou de nós com um sorriso simpático nos lábios. Damian mantinha sua expressão séria enquanto o homem se apresentava com educação.

— Boa tarde, me chamo Rodrigo, em que posso ajudar vocês hoje? — Seu francês carregado de sotaque, quase como o meu, indicou não ser nativo daqui e sua aparência também denunciava.

Sua pele um pouco mais escura que a minha e o conjunto dos traços faciais junto do corte de cabelo me deu uma dica de onde ele poderia ser, mas não me atreveria a perguntar.

— Ela quer uma televisão, qualquer uma está bom. — Damian falou ríspido me deixando extremamente envergonhada. Olhei-o em choque e depois dei um sorriso sem graça para o rapaz que pareceu tão chocado quanto eu.

Decidi tomar a frente.

— Prazer Rodrigo, eu me chamo Annika e este é Damian e estamos atrás de uma televisão, não precisa ser nada extraordinário. — Fui simpática para tentar apaziguar, o rapaz me lançou um olhar grato e depois pediu para que o acompanhasse.

O seguimos até onde as televisões menores estavam.

— Temos estas aqui, essas não são Smart. — Ele falou e eu torci o nariz.

Olhei para Damian e ele pareceu entender minha decepção.

— Não é do seu agrado? Escolhe outra. — Ele disse indiferente.

— Pode nos mostrar as melhores, mas que não sejam tão caras. — Eu disse e eu pude ouvir Damian soltar o ar pelo nariz.

O rapaz assentiu e nos levou as televisões mais modernas.

— Temos essa aqui de cinquenta polegadas. — Ele apontou para a televisão gigantesca que foge do que eu havia dito a Damian que queria, olhei para ele novamente e o mesmo apenas deu de ombros.

— Vai ser essa então! — Falei sorridente, arrancando do rapaz um sorriso ainda maior, pediu para que aguardássemos e saiu.

— Simpático, não? — Damian observou, mas sua voz estava carregada. Virei para ele com a sobrancelha arqueada.

— Já você, pra que falar daquele jeito? — O repreendi e ele não disse absolutamente nada, o rapaz já voltava com mais um carregando a caixa lacrada da televisão.

O segundo atendente pediu para que Damian o acompanhasse para fazer o pagamento, ele pareceu hesitar em me deixar sozinha, mas foi, não deixando de me lançar um olhar antes de se afastar.

— Posso lhe fazer uma pergunta? — Rodrigo se direcionou a mim. Assenti para ele — Você não é daqui, não é?

Dei uma risada por ser tão óbvio.

— Não, eu sou brasileira. — Falei

— Eu também sou. — Ele falou em português.

— Eu sabia! Quando eu olhei pra você eu notei, o que veio fazer tão longe? — Perguntei, genuinamente feliz.

— Minha namorada é daqui, me mudei pra cá por causa dela. — Ele disse sorridente — Cara é tão bom encontrar alguém que fale minha língua, mas e você, como veio parar aqui?

Sua pergunta me fez pensar um pouco sobre a resposta, bom, fui enganada, comprada e depois parei na casa de um homem rico e muito bonito, e agora acho que estou gostando dele mais do que deveria. Mas eu jamais me atreveria a dizer isso.

— Vim para estudar e trombei com ele — apontei discretamente para Damian que estava com seu cenho franzido enquanto assinava alguma coisa, sua cabeça virava na minha direção constantemente.

— Seu namorado? — Perguntou, senti um frio na barriga, estranhamente gostei dessa pergunta.

— Marido, na verdade. — Desviei o olhar ao responder sua pergunta, sua expressão foi de completa surpresa.

— Que bacana. Você tem um telefone? Seria legal ter uma amiga para conversar de vez em quando. — Ele disse gentilmente, me colocando numa saia justa.

Damian se aproximou e se colocou ao meu lado segurando em minha mão com certa força.

— Vamos? — A pergunta soou como uma ordem e eu apenas assenti.

— Foi um prazer te conhecer, Rodrigo. Espero esbarrar com você mais vezes. — Falei enquanto o observava pegar a televisão pesada.

— Vocês vieram de carro, imagino. — Ele falou com dificuldade pelo peso.

— Não se preocupe com isso, meu marido leva, ele aguenta. — Falei sem pensar muito nas palavras e Damian me encarou por alguns segundos e depois soltou minha mão para poder pegar a caixa da televisão do chão, sem dificuldade.

Meu marido. Dizer essas palavras em voz alta me fez tão bem.

Agradeci novamente Rodrigo pelo ótimo atendimento e saímos da loja. A visão de Damian carregando uma caixa de televisão pela rua até seu carro foi bem divertida, confesso. Ele colocou a tevê no banco traseiro do carro com cuidado e depois abriu a porta para mim como de costume.

Entrou do outro lado e deu partida.

— Seu marido? — Ele perguntou com uma expressão cínica, revirei os olhos.

— Ele perguntou o que éramos. — Dei de ombros.

— Mentir não pareceu um problema pra você. — Ele sorriu enquanto mantinha seus olhos na rua, ele estava se divertindo.

— Se não estiver satisfeito eu volto lá e retiro o que eu disse.

— Não precisa, esposa. — Disse em tom brincalhão e me olhou rapidamente fazendo meu coração palpitar, como se tivesse errado um degrau de uma escadaria. Desviei o rosto e segurei o sorriso que teimava em tomar conta.

Partimos de volta para casa.

No caminho, Damian praticamente me interrogou sobre a minha conversa com o rapaz da loja de eletrônicos. Sobre o que conversamos e o porquê doo rapaz estar tão entusiasmado como se tivesse alguma intimidade comigo.

— Ele é brasileiro também. Nós somos extrovertidos por natureza, Damian. — Expliquei.

— Também sou muito extrovertido e nem por isso fico sorrindo para quem não conheço. — Ele falou enquanto entrávamos na rua de sua casa. Franzi o cenho.

— Por acaso você está com ciúmes? — Provoquei enquanto ele parava o carro para esperar o portão abrir. Ele não falou nada, apenas ficou calado, mas pude ver seu rosto contorcer num sorriso nitidamente contido.

Damian estava com ciúmes?

......................

Encarei a tevê sobre a lareira orgulhosa, como se tivesse acabado de fazer algo revolucionário. Quem diria que adquirir uma televisão me faria tão feliz como agora? Damian estava sentado no sofá, com a cara nada satisfeita por ter feito todo o trabalho sozinho, e obviamente, por estar colocando dentro de casa algo que ele não suporta.

— E agora? — Ele perguntou enquanto me encarava do sofá.

Olhei para ele, depois para a tevê. E agora? Me fiz a mesma pergunta,

para que funcionasse os canais ele teria que contratar um serviço e para usar a parte smart teria quer ter wi-fi nessa casa. Minha felicidade esvaiu, esqueci dos detalhes mais importantes para se ter uma televisão, logo hoje que fiquei na expectativa de ficar nessa sala o dia inteiro só assistindo alguma besteira.

— Agora você vai ter que pôr wi-fi nessa casa. — Forcei um sorriso para ele que me olhou sem expressão, imagino como ele já deve estar por dentro de tanta raiva.

Soltou um suspiro alto.

— Tudo bem, vejo isso depois.

— Sério? — Perguntei em histeria, ele assentiu enquanto eu batia palmas e dava pulos de felicidade. Meu Deus, estou ficando feliz com a possibilidade de ter uma televisão com wi-fi, acho que cheguei no fundo do poço mesmo.

Terminei minha demonstração excessiva de felicidade quando percebi estar sendo encarada por tempo demais.

Ele se levantou e sem dizer nada trouxe sua mão para a minha nuca, me pegando completamente de surpresa ao me beijar. Sua língua invadiu minha boca sem pedir licença, me envolvendo num beijo desesperado.

O calor da excitação tomou conta do meu corpo em questão de segundos, sua mão, que repousava sobre a minha cintura, agora subia pela lateral do meu corpo lentamente, me deixando completamente cega de desejo.

Ele caminhou para trás, me puxando consigo.

Nossos lábios se separaram brevemente apenas para sentar-se e me puxar para o seu colo, mas a calça jeans apertada me atrapalhou um pouco. Damian resolveu esse problema rapidamente ao me jogar contra o sofá, se deitando sobre mim. Equilibrando seu corpo com a mão direita, enquanto a outra agarrava minha coxa, apertando os dedos fortemente em volta dela.

Gemi sob seus lábios.

Tentei clarear meus pensamentos ao perceber que poderiam entrar aqui a qualquer momento, mas no fundo, não estou me importando caso alguém nos veja. Coloquei minhas pernas em volta da sua cintura e puxei seu quadril para colar ao meu, sentindo seu pênis enrijecido contra o meu jeans.

Ele rosnou contra os meus lábios, me fazendo latejar em desejo.

Inferno, todos os meus princípios desapareceram, minha dignidade já não existe. Eu o quero, eu preciso disso.

Ele desceu os beijos para o meu pescoço me fazendo arfar. Evitou a coleira, descendo seus lábios molhados do meu pescoço para a clavícula. Afastou a alça fina da minha blusa para beijar o meu ombro. Afundei meus dedos em seu cabelo quando seus lábios se direcionaram ao meu colo, próximos aos meus seios.

Meu coração acelerou, ansiando por aquilo, mas o nosso momento não durou o suficiente para que passássemos disso. O grito de Amélie nos interrompeu e por um momento eu quis esganá-la.

— Me perdoem, meu Deus, eu não sabia que ainda estavam aqui. — Ela falou, apavorada e com o rosto vermelho.

Não consegui sentir raiva ao ver sua expressão e cai na risada, sendo acompanhada por Damian que enfiou o rosto no meu pescoço para esconder o riso.

— Tudo bem, Amélie. Eu que peço desculpas. — Damian falou ao levantar o rosto. Amélie pareceu ainda mais chocada com as palavras dele do que com a cena que presenciou e saiu da sala às pressas.

Tapei o meu rosto completamente envergonhada.

— O que foi? — Damian perguntou, puxando minha mão para ter visão do meu rosto.

— Damian, você sabe. — Falei e ele bufou.

— Annika, a gente claramente se deseja, somos adultos, qual o problema? — Franziu a sobrancelha.

— Damian...

Eu tentei explicar, mas fui interrompida.

— Tudo bem, não irei forçar você a fazer o que não se sente confortável — Ele disse e acariciou minha testa com a ponta dos dedos.

O que eu mais desejo agora é tê-lo para mim. Quero que ele seja meu tanto quanto estou disposta a ser sua, mas a constante sensação de estar cometendo um erro não me deixa em paz. Eu quero tê-lo de corpo e alma e tenho medo de que o seu desejo seja o oposto do meu, pois não quero ter que carregar esse sentimento sozinha. Me sinto como uma adolescente estúpida.

Isso tudo parece loucura.

— Preciso tomar um banho. — Falei, ele assentiu e se afastou de mim sentando-se no sofá. — Não vai subir também? — Questionei ao ficar de pé.

— Estou esperando a poeira abaixar. — Ele disse e meu olhos caíram rapidamente para o volume na calça, ri de sua situação e saí da sala.

Ainda consigo sentir o meu corpo fervendo.

Entrei em meu quarto e desabotoei a calça, tirando-a. Passei a mão pelo cabelo ao vê-lo bagunçado no reflexo do espelho da penteadeira. Isso porque foi só um beijo, não consigo imaginar o meu estado caso as coisas tivessem se intensificado um pouco mais, pensei comigo mesma. Fui até o banheiro e retirei minha calcinha, jogando-a no cesto.

Tentei usar o banho para pensar no rumo que minha vida tomou nos últimos tempos, mas tudo o que veio a mente foram os beijos e os toques dele, eu ainda conseguia sentir sua mão sobre a minha coxa, em meu cabelo, seus lábios tocando minha pele e senti-me ficar molhada de novo, mesmo embaixo d'água.

Minha cabeça criou diversos cenários com Damian enquanto estive no boxe, que não resisti a vontade de me tocar.

Acariciei o meu corpo, deslizando minha mão esquerda pelo meu pescoço, descendo-as para os meus seios, apertando-os com demasiada força e com a direita massageei o meu clitóris em movimentos ritmados.

Pressionei os meus dedos na minha coxa imaginando as mãos dele no lugar. Eu o queria aqui, me envolvendo em seus braços, me fazendo gritar de prazer. Imaginei seu rosto entre as minhas pernas e suas mãos apertando minhas coxas enquanto eu gozava em seus lábios.

Chamei por seu nome em meio aos meus gemidos e acelerei os movimentos sentindo minhas pernas estremecerem. Apoiei minha mão na parede quando o ápice me atingiu mais rápido do que gostaria, o gemido ficou preso na garganta enquanto meu corpo tremia em êxtase.

Eu o quero tanto!

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Comments

Andre Santos

Andre Santos

Agora as coisas estão esquentando...

2025-01-24

1

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