...𝐴𝑛𝑛𝑖𝑘𝑎 𝐻𝑎𝑟𝑑𝑒𝑛 ⸙...
HOJE COMPLETAM QUATRO meses desde a minha "briga" dentro desse quarto com Damian Lefèvre, que age como se nada tivesse acontecido. Quatro meses em que aceitei que nada vai mudar o fim da minha trágica história, pois, mesmo que eu conseguisse fugir, a justiça jamais seria feita e logo outra estaria ocupando o meu lugar.
No dia treze de maio — dois dias após o shopping — Damian pareceu tentar se redimir. Veio até meu quarto com a postura de sempre, indiferente, porém pacífica, com as mãos ocupadas por mais de quinze bolsas cheias de roupas e as colocou sobre a cama. Recordo-me que apenas o agradeci e continuei deitada, ainda abalada.
Depois disso, ele não apareceu por uns dias.
No dia dezesseis eu já estava melhor. Me forcei a não me afundar desta vez e já comia normalmente, mas dentro do quarto. Ao menos, isso ele soube respeitar e não exigiu que eu descesse para me sentar à mesa. Naquele dia, no fim da tarde, ele surgiu com uma caixa enorme e a colocou sobre a cama também.
Sentada em frente para a penteadeira, eu o olhei pelo reflexo e perguntei do que se tratava.
— Coisas para você desenhar, imagino que esteja entediada. — Ele disse e eu apenas o agradeci novamente e voltei a pentear meu cabelo.
Aos poucos, fui me acostumando com Damian aparecendo e sendo quase que gentil. Sem muita escolha, decidi manter uma boa vizinhança com o dono da casa.
Certas vezes, eu me esquecia do seu rosto tomado pela fúria e o tratava com gentileza, até mesmo trocava mais de duas frases com ele, mas chegava a hora de dormir e pesadelos em que ele me agredia me atormentavam, como se meu cérebro não me deixasse esquecer quem ele é de verdade.
No dia dezoito ele trouxe uma mulher para me dar aulas de francês e inglês, segundo ele, meu inglês é enferrujado. Anunciou também que o filho dela me ajudaria com o meu desejo de aprimorar meus talentos.
Agradeci como sempre, mas dessa vez genuinamente grata. E desde então procuro sair do quarto apenas para as aulas na biblioteca e de vez em quando para furtar a geladeira, sempre evitando os horários que eu sei que ele está vagando pela casa.
E assim se passaram os dias.
Evoluí rápido demais nas aulas de inglês, e segundo Marlim, meu inglês nunca fora ruim — Damian só é chato —, entretanto, as de francês foram meu tormento. Minha dicção é uma vergonha quando se trata do idioma, mas já consigo formular frases e entender bem.
As aulas de desenho são o meu deleite, mas a parte teórica é sempre a mais difícil. Estudar anatomia é um inferno.
Marcus apontou defeitos nos meus desenhos e pinturas que passavam batidos pelos meus olhos, ele é mais rigoroso que sua mãe. Me obriga a replicar a mesma coisa em diversos desenhos diferentes até que eu não erre mais, e exige muito treino da minha parte.
Mas por enquanto, minhas aulas tiveram uma breve pausa após quatro meses consecutivos sem descanso. Lembro-me que conversaram com Damian ontem à tarde, precisavam resolver algo de família e ele não viu problema em os dispensar por algum tempo e Marcus deixou avisado que, mesmo ausente, quer que eu continue praticando e estudando.
Damian como sempre continuou a aparecer com diversos presentes no meu quarto. Da última vez ele me trouxe um cavalete — que fica na biblioteca, meu quarto já está cheio demais —, e nesse momento ele invadia o meu pequeno espaço com dois homens carregando uma escrivaninha pré-montada.
Encarei-os pelo reflexo do espelho, assustada com a invasão.
— Pode colocar ali. — Ele apontou para o lado do armário e os homens o obedeceram. Damian os dispensou em seguida e parou no meio do quarto com as mãos apoiadas na cintura. — Esse quarto está uma bagunça. — Ele disse encarando as caixas de papelão entulhadas no canto, todas de tinta e canetas que ele me comprou.
— Talvez se você parar de comprar as coisas dê tempo de usar antes de afogar em tinta. — Falei de forma sarcástica — E da próxima vez, vê se bate na porta, eu poderia estar nua. — Avisei e voltei a atenção para o desenho que fazia antes de ser interrompida.
— O que está desenhando? — Ele perguntou se aproximando e inclinando-se sobre mim para olhar o papel, o virei de cabeça para baixo, impedindo de futricar.
— Pode me deixar sozinha? — Pedi, olhando-o pelo espelho.
— Irei apenas porque você disse mais que um obrigado. Espero que goste da sua nova mesa, e na próxima eu bato na porta. — Ele bagunçou o meu cabelo e rumou para fora.
Dei um sorriso incrédulo e virei a folha novamente, encarando a imagem dele no papel, com um olhar maligno e os mesmos dentes brilhantes num sorriso apavorante. Venho fazendo isso há algum tempo, colocando no papel aquilo que não dá para pôr em palavras.
Meu último desenho agradável fora de Vincent vestindo seu macacão jeans enquanto brincava com os cachorros da casa, esta foi a última imagem que tive dele, não o vejo há algum tempo. Até fiz as cadelas adoráveis, dando um desconto para Lili e Lima. Suspirei e joguei o papel dentro da gaveta da penteadeira abarrotada de outros desenhos.
As maquiagens que haviam aqui foram para o lixo junto com as roupas que não me pertenciam.
Estalei meus dedos sentindo dor nas juntas pelas horas que trabalhei nesse desenho. Me levantei da cadeira e estiquei os braços para cima, estalando meus ombros no processo, sentindo um grande alívio. Meu estômago roncou de repente e me lembrei de que não almocei hoje, sequer tomei café, então rumei para fora do quarto e andei pelo corredor até chegar as escadas.
Encontrei Amélie subindo com um cesto de roupas.
— Annika? — Ela estranhou minha presença. — Ele ainda está em casa. — Sussurrou. Nos tornamos mais próximas nos últimos meses, não apenas eu e ela, mas Daniel e eu também. Eles pareceram compadecer do meu sofrimento desde aquele dia, já que ouviram boa parte dos gritos, já o restante dos empregados se mantinham obedientes a regra de Damian.
Dei um sorriso amarelo para ela.
— Eu sei, Amélie, ele passou no meu quarto. — Falei e ela arregalou os olhos.
— A senhorita está bem? — Falou baixinho, a regra de não desviar os funcionários de suas funções ainda é válida, então procurávamos evitar conversar paralelas quando ele está na casa.
— Estou sim, fique tranquila, só vou na cozinha pegar algo para comer. — Ela assentiu e voltou a traçar seu caminho para o andar de cima e eu segui o meu.
Na cozinha encontrei Daniel sentado à mesa anotando alguma coisa em um caderno pequeno, tão concentrado que sequer percebeu a minha presença, até que a porta da geladeira me denunciou. Ele se virou assustado e depois suavizou a expressão.
— Quer me matar do coração? — Ele colocou a mão no peito e eu ri.
— Desculpe, Dan. — Falei. Analisei as prateleiras da geladeira em busca de alguma besteira que distraísse o meu estômago até a hora do jantar. Para a minha sorte, encontrei uma barra de chocolate fechada e tratei de furtá-la, faz tempo que eu não como doce.
Fechei a porta e me sentei junto a Daniel.
— Isso é do senhor Damian, Annika. — Ele alertou, apontando para o doce na minha mão.
— É? — Perguntei ironicamente, rasgando o plástico do chocolate e dando uma mordida no doce.
— Não arrume problemas sem motivos. — Me olhou com os olhos semi cerrados. Revirei os meus e quebrei um pedaço dando a ele que forçou um sorriso em agradecimento.
— O que tanto escreve? — Apoiei os braços na mesa, ficando com parte do meu corpo sobre ela, tentando ler o que ele tanto escrevia.
— Anotando o que está faltando para o jantar de hoje para o Maurice ir buscar. — Ele falou, voltando a se concentrar no papel.
— E o que vai ser o jantar? — Questionei.
— Por algum caralho de razão — Ele sussurrou o palavrão me fazendo rir — ele decidiu de uma hora para a outra que quer comida japonesa para o jantar. — Ele revirou os olhos, parecendo realmente frustrado.
— E qual o problema? — Perguntei curiosa.
— Nenhum, só não gosto quando ele faz isso, o jantar seria macarronada, o mise en place estava pronto, e ele simplesmente mudou de ideia. — Ele disse, nitidamente frustrado, me fazendo balançar a cabeça em negação. — Me pergunto por que você continua aqui, deveria ir embora. — Ele disse e eu desviei o olhar, Daniel não faz ideia do porquê continuo aqui.
Depois de Amélie, Daniel é o meu favorito da casa. Ele se mostrou uma pessoa muito divertida e engraçada apesar de sua aparência carrancuda. Acho que isso se dá devido a intolerância de Damian a felicidade. Daniel veio do Canadá para a França há cinco anos atrás para aprender culinária e se tornar um chefe, mas o destino colocou Damian em seu caminho quando caiu na cozinha de um de seus restaurantes.
Daniel contou que conseguiu o emprego na casa graças ao irmão de Damian — que na época ainda morava aqui —, o rapaz o achou "gatinho", e para fazer a vontade do irmão, Damian o contratou para comandar a cozinha da casa. Cheguei a questionar se algo havia rolado entre ele e o irmão de Damian, mas Daniel negou, pontuando que Victor investiu bastante.
— Você pode entregar isso ao Maurice? Ele está na sala. — Ele destacou o papel do caderno e me entregou.
Larguei meu chocolate na mesa e me levantei, rumando para a sala lendo cada ingrediente do papel. Sorri com o fato de conseguir entender cada palavrinha escrita em francês e também fiquei surpresa com os ingredientes. Caviar? Existe sushi com caviar? Dei de ombros e abri a porta da sala distraidamente
— Maurice, o Daniel pediu para eu te entregar a lista de compras. — Falei ao adentrar o cômodo, dando de cara com Damian conversando com o seu motorista. A atenção de ambos se virou para mim e Maurice pegou a folha da minha mão, dando uma checada rápida antes de agradecer e sair.
Me preparei para dar meia volta e subir para meu quarto, mas fui impedida por Damian segurando em meu braço.
Eu paralisei, assustada com o toque repentino.
— Podemos conversar? — Pediu ele, olhando-me nos olhos. Suspirei, concordando, mesmo que contra minha vontade e me desvencilhei delicadamente de seu toque para me sentar no sofá, Damian me acompanhou e sentou-se na poltrona afastada.
— Me conte sobre o que achou das aulas. Elas foram bem? — Perguntou ele.
— Foram sim. — Fui breve e ele soltou o ar pelo nariz, insatisfeito com a minha vaga resposta. Derrotada, decidi continuar — Tive dificuldade com o francês, a pronúncia é muito complicada, mas com o tempo eu vou melhorar. — Enfeitei mais a minha resposta e ele pareceu satisfeito.
— Mais pouvez-vous comprendre? — Ele me pegou de surpresa com a mudança repentina de idioma que me fez levar uns segundos para compreender. Afirmei com a cabeça. — utilise ta bouche. — Falou gentilmente, deixando-me envergonhada pelo incentivo em falar o idioma.
— Sim, eu consigo entender. — Eu disse, fazendo-o me lançar um olhar tedioso. — Oui, Damian. Je peux parfaitement vous comprendre. — A vergonha tomou cada parte do meu corpo ao findar a frase enrolada, meu rosto inteiro esquentou e Damian sorriu, impressionado.
— Nada mal, você não é tão burra afinal, aprendeu mais rápido do que eu imaginei. — Ele manteve o francês. Fiquei impressionada comigo mesma por conseguir entender, mesmo que ainda lenta nas respostas. — Use o inglês apenas quando não souber algo do francês, okay? — Eu assenti distraidamente. — Não aguentava mais ter que falar esse idioma porco. — Falou enojado.
Fiquei distraída por um segundo o observando falar, notando o quão mais elegante ele se torna em sua língua nativa, até quando me chama de burra parece um elogio. Acho que encarei por tempo demais e quando percebi que ele já havia se calado há algum tempo. Virei o rosto, envergonhada.
— E seus desenhos? Marcus teceu elogios incessantes a você. — Ele sondou, em um tom desconhecido por mim até então. Fiquei surpresa com a informação, já que ele só faz criticar meus desenhos.
— Sério? Ele só faz falar mal de tudo o que eu faço — não escondi o espanto — seus desenhos estão chapados, cadê a simetria. — Repeti as frases de Marcus, revirando meus olhos.
— O que acha dele? — Perguntou, me fazendo questionar internamente o que ele quis dizer com aquilo.
— Ele é um ótimo professor. — Falei, o olhando pelo canto dos olhos, desconfiada.
— E como homem? — A pergunta me fez rir.
Ri ao ponto de me engasgar com o ar e começar a tossir como uma fumante.
— Puta que pariu. — Soltei em minha língua nativa, pois nenhuma outra seria capaz de imprimir o sentimento de indignação. — Em que mundo você vive, cara? — O olhei como se fosse louco.
— Só me certificando de que não precisarei tomar medidas drásticas. — Disse ele com seriedade. — Até porque, você é minha, querendo ou não. — Proferiu as palavras me olhando intensamente.
Engoli em seco, sem saber o que dizer e em choque, fiquei em silêncio olhando para um ponto fixo na sala, louca para poder fugir dessa conversa constrangedora.
— Amanhã, a partir das sete, peço para que não saia do seu quarto. — Mudou completamente de assunto, me deixando aliviada, porém curiosa.
— Por quê?
— Irei receber alguns amigos. — Estranhei isso ao me lembrar de uma frase sua.
— Não entendo, você não pretendia me exibir como troféu? — Não consegui conter o sarcasmo.
— A esses não. Pode voltar para a sua toca agora. — Ele me dispensou como se eu fosse uma funcionária e eu não hesitei em sair do seu campo de visão o mais rápido que pude e subi as escadas correndo.
No quarto, as palavras possessivas de Damian rondaram-me por mais tempo que desejei. Deitada na cama, pensei sobre como fiquei ansiosa com aquele olhar que me lançara. Afugentei os pensamentos confusos e me abracei ao travesseiro, decidindo que cochilar é a melhor opção.
Não demorou muito para que meus olhos se fechassem e eu caísse no mundo dos sonhos.
O som de batidas na porta me despertou, tirando-me do sonho em que estava presa. Sonolenta, rastejei para fora da cama e abri a porta, minha visão um pouco embaçada me permitiu enxergar apenas um vulto passando por mim e invadindo o meu quarto. Fechei a porta e esfreguei os olhos, tentando entender o que se passava.
Pisquei algumas vezes para ter a visão de Damian sentado no meio da minha cama com uma bandeja de comida sobre sua perna.
— O que você quer agora? — Falei lentamente, com os olhos semiabertos.
— Há três meses que você não desce para comer, então decidi subir para entender o porquê do quarto ser melhor que a mesa de jantar. — Ele disse, me deixando ainda mais confusa. Meu cérebro mal acompanhou suas palavras, me perguntei se estou ouvindo corretamente.
— Quatro meses. — Corrigi.
— Ufa, que bom que você corrigiu. — Disse ele, ironicamente.
Rastejei até a cama e me sentei, mantendo uma distância segura entre mim e ele. Olhei para a bandeja ocupada por diferentes peças de sushi e torci o nariz, o cheiro não é muito agradável e eu sei que o gosto é horrível.
— Dispenso. — Falei enojada, apesar de estar muito bonito e colorido, só de imaginar em colocar um peixe cru na minha boca me dá ânsia de vômito.
— Isso é sério? — Me encarou incrédulo.
— Está cru. — Fiz careta, encarando o salmão sobre o arroz. Meu estômago começou a embrulhar ao me lembrar da última experiência que tive com a comida japonesa.
— Você sequer já experimentou alguma vez na sua vida?
— Já, num shopping da minha cidade e quase vomitei em cima do prato. — Meu corpo estremeceu com a lembrança.
— Experimenta. — Ele pegou uma peça e colocou próximo a minha boca.
Desviei o rosto.
— Eu não quero. — Falei enjoada com o cheiro do peixe.
Ele largou a peça por um instante para afastar a bandeja e se aproximou de mim na cama. Pegou aquilo de novo e empurrou contra a minha boca.
— Abre a boca. — Ele ordenou, balancei a cabeça em negação. Eu não vou comer essa merda.
Ele revirou os olhos para a minha relutância e com a mão livre tampou o meu nariz, impedindo a passagem de ar. Me senti como uma criança sendo forçada a tomar remédio quando respirei pela boca e ele enfiou o peixe e a tampou, me impedindo de cuspir.
A textura fez meu estômago revirar, mas quando mastiguei percebi que não era tão ruim assim. O sabor completamente diferente daquele que comi há anos atrás. Tentando não mostrar que Damian estava certo sobre a comida, segurei a cara de nojo por mais tempo.
Ele ficou me encarando, esperando um veredicto da minha parte enquanto eu sustentava a cara de desprezo.
— Não é ruim, mas também não é bom. — Falei, tentando não me dar por vencida. Ele deu um sorriso irônico e pegou de volta a bandeja, colocando-a sobre suas pernas cruzadas. Ele estendeu os hashi de aço para mim e começou a comer em completo silêncio.
Encarei as diversas peças, tentando fugir das que tivessem um pedaço muito grande de peixe, mas estava difícil já que não reconheço metade das coisas dessa bandeja. Optei por pegar um com caviar em cima só para experimentar pela primeira vez as ovas de peixe.
Tentei pegá-lo, mas a falta de habilidade com os hashi fez Damian parar de comer só para prestar atenção em mim desmontando toda a peça no processo. Desisti quando a derrubei pela terceira fez e espetei o palito nela, enfiando na boca.
— Cinco japoneses acabaram de morrer depois dessa atrocidade. — Ele zombou e tomou os hashi da minha mão e arrastou-se na cama para sentar-se ao meu lado.
Instintivamente inclinei o meu corpo para o lado oposto ao sentir seu braço encostar no meu.
— Canhota ou destra? — Ele perguntou e eu levantei a mão esquerda. — Você encaixa um entre a curva do seu dedo e sustenta com o anelar, e o outro você mexe com o indicador e a ponta do dedão. — Ele explicou enquanto colocava os Hashi devidamente posicionados entre meus dedos.
Não consegui acompanhar muito bem, me distrai com a aproximação e com a mão dele praticamente cobrindo a minha.
— Entendeu? — Ele perguntou, olhando para mim.
— Sim, sim. — Falei distraidamente e ele voltou ao lugar em que estava. Tentei reproduzir o que me foi ensinado, falhando nas primeiras vezes.
Assim, comemos em silêncio.
Vez ou outra desviei o olhar para encará-lo e ele se manteve focado na comida a todo momento. Estava sendo difícil me concentrar na comida com os questionamentos sobre Damian. Ele vem tentando ganhar a minha simpatia desde aquele dia, me atolando de presentes, mas vir até o meu quarto para jantar comigo, é algo que jamais passou pela minha cabeça.
Quando terminamos de comer, Damian recolheu as coisas e desejou-me boa noite, não se demorando muito mais no meu quarto.
Ao ser deixada sozinha, me perguntei se o que acabou de acontecer foi real ou se em algum momento eu acordaria do meu cochilo. Enquanto duvidava da realidade, levantei-me e fui ao meu banheiro escovar os dentes para voltar a dormir novamente.
Ao fim da minha pequena tarefa, voltei ao quarto e joguei-me na cama me agarrando ao travesseiro. Me concentrei em manter os olhos fechados até que o sono me pegasse, ignorando todas as vozes dentro da minha cabeça que insistiam para que eu voltasse a pensar sobre Damian.
Logo, afundei num sono profundo.
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Atualizado até capítulo 31
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