Acordei com a luz do amanhecer invadindo o quarto pelas cortinas mal fechadas. Meu corpo ainda estava relaxado, mas meu braço estava preso sob algo incrivelmente confortável. Demorei alguns segundos para perceber que era Isabela, dormindo em meu peito.
Ela estava deitada de lado, os cabelos bagunçados espalhados por meu ombro e parte do travesseiro. Sua respiração era suave e ritmada, o que criava uma sensação estranha de paz em meio ao caos da última noite. Não conseguia evitar o sorriso que apareceu no canto dos meus lábios.
Como alguém podia ser tão linda até dormindo?
Meu olhar desceu pelo rosto dela. A curva delicada de seus cílios, o nariz pequeno e elegante, os lábios ligeiramente entreabertos, que pareciam pedir um beijo mesmo enquanto ela sonhava. Seu rosto estava relaxado, completamente sereno, como se o mundo lá fora não tivesse nenhuma importância.
Minha mão, como se tivesse vontade própria, começou a deslizar lentamente por suas costas nuas, traçando círculos leves na pele macia. Não queria acordá-la, mas também não conseguia parar de tocá-la. Era como se o simples fato de ela estar aqui, comigo, tornasse tudo ao meu redor um pouco mais brilhante.
Era estranho.
Não deveria estar pensando essas coisas. Isabela era... Isabela. A garota cheia de opinião, que me desafiava, me fazia rir e, às vezes, me deixava completamente sem palavras. Ela não era só bonita; ela era magnética. Tinha algo nela que puxava as pessoas para perto, que fazia qualquer um querer mais.
Enquanto a observava, me peguei pensando no quanto ela havia mudado as coisas para mim. Nunca fui o tipo de cara que acordava pensando em alguém. Meu mundo era o vôlei, as competições, os treinos intermináveis. Mas, com Isabela, tudo parecia diferente. Ela era como uma tempestade que passava e mudava tudo por onde ia — caótica, mas impossível de ignorar.
Ela se mexeu levemente, aconchegando-se mais em mim, e eu ri baixo, tentando não acordá-la. Meu peito se apertou ao perceber que, naquele momento, eu não queria estar em nenhum outro lugar. Ela era como um mistério que eu ainda estava tentando desvendar, mas, ao mesmo tempo, sabia que já estava completamente preso a ela.
Inclinei-me levemente e deixei um beijo suave em sua testa. Não sabia o que viria a seguir, mas, por ora, bastava tê-la aqui, assim, em meus braços.
Isabela começou a se mexer levemente contra meu peito, soltando um murmúrio sonolento antes de abrir os olhos lentamente. Ela piscou algumas vezes, parecendo confusa por um momento, até que seu olhar encontrou o meu.
— Bom dia, dorminhoca, — murmurei, o sorriso brincando nos meus lábios.
Ela esfregou os olhos e sorriu de volta, aquela expressão preguiçosa e suave que fazia meu coração acelerar.
— Bom dia... — ela respondeu, a voz rouca de sono, mas incrivelmente sexy. — Que horas são?
— Não faço ideia. Mas não importa. — Puxei-a mais para perto, enterrando meu rosto em seu cabelo bagunçado, que tinha o cheiro doce e único dela. — Você dormiu bem?
— Como uma pedra. — Ela riu baixo, olhando para mim com um brilho divertido nos olhos. — E você?
— Com você nos meus braços? Melhor impossível.
O sorriso dela se alargou, mas então ela se afastou ligeiramente, sentando-se na cama. O lençol deslizou pelo corpo dela, revelando a curva dos seus ombros e o desenho da pele nua sob a luz da manhã. Era uma visão que eu poderia passar o dia inteiro admirando.
— Acho que preciso de um banho, — ela disse, se alongando preguiçosamente e me olhando por cima do ombro.
— Então eu vou com você. — Não dei tempo para ela protestar, já me levantando da cama e pegando sua mão.
— Você é sempre assim, tão convencido? — Ela perguntou, rindo enquanto me deixava guiá-la até o banheiro.
— Só quando sei que não vou ouvir um “não” como resposta. — Pisquei para ela, vendo-a revirar os olhos, mas o sorriso travesso ainda estava lá.
Abrimos o chuveiro, e o vapor começou a preencher o pequeno espaço, criando uma atmosfera quente e íntima. Entrei primeiro, deixando a água escorrer pelo meu corpo, mas logo me virei para estender a mão a ela.
Quando Isabela entrou no box, a visão dela sob a luz úmida e difusa foi quase o suficiente para me tirar o fôlego. A água escorria por sua pele como se ela fosse uma escultura viva, cada gota ressaltando cada curva perfeita.
Eu não resisti. Puxei-a para perto, colando nossos corpos sob o jato quente. Minhas mãos deslizaram por sua cintura enquanto nossas bocas se encontravam novamente em um beijo que começou lento, mas logo se tornou intenso.
— Você é inacreditável, — murmurei contra seus lábios, minha mão subindo para segurar sua nuca e inclinar sua cabeça para trás, aprofundando o beijo.
Ela respondeu deslizando as mãos molhadas pelo meu peito, traçando os músculos com uma lentidão provocante antes de envolver meus ombros, puxando-me ainda mais para perto.
— E você fala demais, — ela sussurrou antes de mordiscar meu lábio inferior.
Soltei uma risada baixa, deslizando minha boca para seu pescoço, beijando e mordiscando levemente enquanto minhas mãos exploravam cada centímetro de sua pele molhada. Ela soltou um suspiro que soou como música aos meus ouvidos, seu corpo se arqueando contra o meu.
A água continuava caindo, criando uma sinfonia suave ao fundo enquanto eu a erguia ligeiramente, suas pernas se enrolando em minha cintura. Nossas bocas se encontravam repetidamente, como se não pudéssemos nos saciar um do outro, cada toque, cada beijo intensificando o desejo entre nós.
Ali, sob o chuveiro, com a água quente e nossos corpos colados, parecia que o mundo inteiro havia desaparecido, deixando apenas nós dois. Eu sabia que jamais esqueceria aquela manhã com Isabela. Ela era tudo o que eu precisava e mais um pouco.
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Atualizado até capítulo 29
Comments
Maria Lima De Souza
Essa autora sabe escrever histórias de todas as maneiras, sem enrolação, escrita perfeita
Parabéns!
2025-01-21
1
Fatima Maria
PARABÉNS 🎊 MINHA LINDA AUTORA VC É SHOW. ESTÁ SENSACIONAL A SUA HISTORIA.
2025-02-26
0
Paty Helena
Mto bom esse rolo todo 🥂🔥🔥🔥🔥
2025-01-05
1