Capítulo 15

A brisa quente do Rio de Janeiro soprava levemente enquanto eu estava na varanda do hotel, encarando as luzes da cidade que brilhavam contra o céu escuro. No copo em minha mão, o whisky dourado girava lentamente enquanto eu refletia sobre tudo o que tinha acontecido nas últimas semanas.

Era para ser uma viagem de trabalho, um começo de temporada normal, mas, como tudo na minha vida ultimamente, acabou se tornando um caos. O assalto de ontem ainda estava fresco na memória, e o rosto assustado de Isabela me vinha à mente mais do que eu gostaria de admitir.

Me peguei sorrindo de lado, lembrando de como ela dormiu no meu ombro durante o caminho de volta para o hotel. Eu deveria ter ficado irritado, talvez até incomodado com a situação, mas, estranhamente, não estava. Havia algo nela, algo que fazia meu peito apertar e minha mente se perder em pensamentos que eu normalmente evitava.

Isabela.

Eu não sabia como ou quando isso começou, mas estava claro para mim agora: eu estava começando a gostar dela. De verdade. Não era só uma atração passageira ou a convivência forçada por causa do trabalho. Era algo diferente, mais profundo, que eu não conseguia explicar e, honestamente, que nem sabia se queria sentir.

Ela era teimosa, implicante e sabia exatamente como me tirar do sério. Mas, ao mesmo tempo, era inteligente, dedicada e surpreendentemente engraçada quando baixava a guarda. E, claro, linda de um jeito que fazia qualquer um perder o fôlego.

Soltei um suspiro, levando o copo aos lábios e sentindo o gosto amargo do whisky descer pela garganta. O problema era que ela provavelmente me odiava. Bom, talvez odiar fosse um exagero, mas estava claro que ela não me via da mesma forma.

Eu também sabia que, mesmo se houvesse algo, seria complicado. Trabalhamos juntos, estávamos sempre no mesmo ambiente, e o que menos precisávamos era de mais boatos ou olhares suspeitos.

Mas, mesmo sabendo de tudo isso, não consegui evitar. Eu queria conhecê-la mais, entender o que se passava por trás daqueles olhos determinados e, talvez, descobrir se ela poderia ver em mim algo além do jogador impulsivo que todos enxergavam.

Apertei o copo na mão, frustrado com meus próprios pensamentos. Sentimentos como esse eram um luxo que eu não podia me permitir, não agora.

E, ainda assim, ali estava eu, parado na varanda de um hotel no Rio de Janeiro, com o coração acelerado e a mente cheia dela.

...ᯓᡣ𐭩...

No dia seguinte, decidimos aproveitar um pouco mais do Rio de Janeiro e viemos à praia, que ficava bem em frente ao hotel. O clima estava perfeito: o sol brilhava no céu azul, a brisa fresca vinha do mar e o som das ondas quebrando na areia completava o cenário. Era o tipo de dia que parecia tirado de um cartão-postal.

Os meninos, como não poderia ser diferente, estavam jogando vôlei na areia, atraindo olhares curiosos de quem passava por ali. Enquanto isso, eu preferi ficar mais tranquilo, sentado em um quiosque, apreciando uma bebida que a atendente me recomendou. Chamava-se caipirinha, e, honestamente, era deliciosa.

Além disso, me aventurei a experimentar algumas das comidas típicas que pareciam ser um símbolo do Brasil. Pão de queijo, milho verde, pamonha e até açaí, que nunca tinha provado antes. Cada sabor era uma nova descoberta, e em apenas três dias aqui, fiz questão de experimentar de tudo.

O mais fascinante, no entanto, era perceber como esse país era rico – e não estou falando de dinheiro. A riqueza estava na cultura, na diversidade, na comida, nas pessoas, nas cores, no jeito caloroso e acolhedor de quem vive aqui.

Enquanto tomava a última gota da caipirinha e olhava para o mar, não consegui evitar um sorriso ao ver Isabela caminhar em minha direção com a naturalidade de quem não tinha a menor ideia do impacto que causava. Vestia um biquíni vermelho simples, de amarrar nas laterais, acompanhado de uma saída de praia curta, com um nó improvisado do lado esquerdo. Tudo nela exalava um charme despretensioso que parecia impossível de ignorar.

O corpo bem delineado atraía olhares por onde passava. As pernas longas e bem torneadas contrastavam com as panturrilhas firmes, e os tornozelos delicados terminavam em pés que, de algum modo, pareciam sensuais demais, realçados pelo esmalte vermelho vivo.

Sem pressa, meu olhar subiu, absorvendo cada detalhe como se fosse uma obra de arte em movimento. Os seios naturais se moldavam suavemente sob a parte de cima do biquíni, balançando discretamente com cada passo que ela dava. A luz do sol atravessava a trama fina da saída de praia, criando sombras que dançavam na sua pele clara, levemente bronzeada, onde algumas veias delicadas eram visíveis, um detalhe que só servia para torná-la ainda mais irresistível.

Ela segurava um coco gelado com uma das mãos, o braço flexionado criando uma moldura involuntária para o movimento elegante de seus ombros. Havia algo hipnotizante no contraste entre a simplicidade do gesto e a sensualidade natural que ela carregava.

Eu não fiz questão de disfarçar minha análise detalhada. Era quase impossível. Cada passo, cada curva, cada detalhe parecia feito para roubar minha atenção, como se o mundo ao redor tivesse se tornado um borrão insignificante diante dela.

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Comments

Suzy Bolos

Suzy Bolos

ele fez uma observação minuciosa hein kkkkk....aí caramaba

2024-12-31

1

Paty Helena

Paty Helena

observou todos os detalhes de Bella direitinho heim✌️

2024-12-31

1

Paty Helena

Paty Helena

Agora sim, dando lugar aos vdd sentimentos por Isabela né Nicolas?
Eu shipo kkkk

2025-01-05

1

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