Ayla
Ainda é tudo surreal para mim, depois que assinei aquele maldito contrato até o quarto que o meu irmão estava no hospital mudou. Não sei o que Devon fez, mas James agora está em um quarto que tem até um sofá cama. Tem flores, tv e quadros.
Mudaram ele assim que Devon saiu, tive que ligar para os meus pais e contar que James não está mais no mesmo andar de antes e logo eles chegam no hospital preocupados.
— O que aconteceu com o James? — meu pai pergunta.
— Ele piorou? Não vamos mais poder ficar com ele? — minha mãe pergunta.
— Quero que os dois me escutem com atenção! James vai ser operado essa semana.
— Como? — ambos perguntam.
— Eu consegui o dinheiro para a cirurgia dele!
— Ayla, como assim você conseguiu o dinheiro da cirurgia dele? O que você fez? — minha mãe pergunta preocupada.
— O dono do grupo Storn me ofereceu um trabalho extra... — penso em algo rápido para justificar minha ausência nos dias que terei que ficar fora — Vou viajar a trabalho alguns dias da semana. Ele precisa de uma assistente que tenha disponibilidade para viajar e a dele não pode.
— Você vai trabalhar ainda mais? — meu pai pergunta — Não! Não podemos aceitar. Não podemos fazer isso com você.
— Já está feito, pai. Já assinei o contrato de trabalho e começarei logo. A cirurgia também está paga, logo meu irmão será operado.
Eles me olham preocupados e ao mesmo tempo gratos. Vejo emoções em conflito nos rostos deles, mas para tranquilizá-los puxo eles para onde James está.
— Ayla, minha filha, esse quarto é muito caro. — minha mãe olha para todos os lados — Não temos como mantê-lo aqui.
— Cortesia do meu chefe, mãe. Não se preocupe com nada, agora poderá ficar com ele com mais conforto.
— Você está se sacrificando mais uma vez pelo bem da família... O que me preocupa é que só Deus sabe pelo que você vai passar trabalhando tanto. — meu pai parece angustiado.
— Seja o que for que eu vá passar, quero que se preocupem apenas com o James. Eu estou saudável, de pé e bem, ele não. James será nossa prioridade até ficar longe dos braços da morte.
Abraço meus pais e fico ali olhando para o meu irmão. O dia amanhece e eu tenho que passar em casa para ir trabalhar. Na minha sala, na empresa, recebo uma mensagem de texto de Devon com o endereço do consultório da médica, data e hora da consulta.
Só por hoje eu não quero ficar perto desse homem. Estou na minha sala arrumando a agenda do Gaab quando ele entra e parece chateado.
— Gaab? Aconteceu alguma coisa?
— Fui ver seu irmão no hospital hoje de manhã! Ele não está no mesmo quarto e parece que essa semana ainda vai fazer a cirurgia. Tem alguma coisa para me dizer sobre isso?
— Gaab, sinceramente? — ele afirma com a cabeça — Gostaria muito de me abrir com você agora e contar tudo, mas não estou em condições psicológicas para tocar nesse assunto agora. Mas assim que eu estiver mais segura e confiante prometo que conto tudo.
— Acho que não precisa se torturar em me contar a verdade... Eu já conheço essa verdade e ela se chama Devon Storn. Eu sinto muito por te colocar na mira dele, me desculpa.
— Gaab, não se culpe. Tem coisas e situações que estão fora do nosso alcance.
Ele abaixa a cabeça e sai da minha sala. Me sinto péssima por ele saber e me sinto péssima por ele se sentir mal.
No final do dia acabo saindo mais cedo porque Gaab também foi embora antes do horário. Decido ir para o bar encontrar Antonella.
— Precisamos conversar. — falo já me sentando no outro lado menos movimentado do balcão.
— Para você hoje temos rum de cereja. Algo forte e doce ao julgar pela sua cara está precisando.
— Hum, que delícia. É a primeira vez que experimento.
— Esse rum é criação do dono do bar. Ele gosta de bebidas frutadas. Mas vamos lá, desembucha.
Primeiro digo que ela não pode contar para ninguém e depois revelo meu segredo sórdido e o conteúdo do contrato. Estou na minha sétima dose de rum de cereja quando ela puxa meu copo de mim.
— Ei, estou bebendo, me devolve.
— Está ficando maluca? Você assinou um contrato com um Dom e nesse contrato está específico que você não pode beber e está aqui? Ele vai te punir se descobrir.
— Você ouviu tudo o que eu disse?
— Sim! Contrato com um Dom, cirurgia do seu irmão e você agora é uma submissa! Não te sirvo nem mais uma gota, não quero ser responsável pela sua punição.
— Só mais duas doses, por favor, ele não vai ficar sabendo.
Imploro mais um pouco e ela me serve, em algum momento daquela noite sou levada para casa por Antonella. Acordo cedo e com dor de cabeça, aviso para Gaab que vou chegar mais tarde por causa de uma consulta médica.
— Olá, senhorita Lennon, me chamo Marina Sanchez. Tem muito tempo desde a última consulta ginecológica?
— Na verdade, poucos meses! Muito prazer em conhecê-la, doutora.
— Vamos fazer alguns exames e vou te indicar bons métodos contraceptivos. Um dos mais populares no momento é o implante contraceptivo.
— Não conheço. Pode me falar um pouco sobre ele?
— Claro! O implante é um bastonete bastante pequeno inserido sob a pele do braço da mulher para atuar como contraceptivo. Ele é invisível e evita a gravidez por até três anos. O implante libera progestina, um hormônio que impede que os ovários liberem óvulos. A progestina também engrossa o muco no interior do corpo para impedir que os espermatozoides cheguem aos óvulos. Ele deve ser inserido no braço.
— Perfeito, quero esse então.
— Vamos começar pelo preventivo.
Faço os exames e marcamos o dia de colocar o implante contraceptivo. Por aqui tudo certo, mas rezo para os dias passarem bem devagar para que eu não deite na cama de Devon. Mas creio que o dia vai chegar e eu não poderei recusar... Terei que pertencer a ele.
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Atualizado até capítulo 42
Comments
Edinea Lima
pelo que eu saiba, virgens não podem fazer esse tipo de exame.
2025-03-03
4
MINKAH🛐
Gente, virgens não fazem preventivos, pois nunca tiveram relações sexuais com penetração. Se algum médico ou enfermeiro fizer esse procedimento, recuse. É o seu direito.
2025-04-03
0
Josigg Gomes Galdino
Vai sim , esqueceu de quem é submissa,e ainda vai ao médico e depois vai trabalhar, é claro que ele vai saber
2025-04-03
1