Benjamin hesitou e acabou que aceitando. Ele simplesmente fez um gesto que sim e foi até um armário onde pegou uma garrafa que presumiu ser whisky e dois copos.
- Sempre bebo isso quando estou precisando pensar... – ele contou indo em direção a cozinha, onde viu o colocar gelo nos copos e lhe entregou um assim que encheu os copos pela metade. – É o meu melhor whisky, então aproveita.
- Sério?
- É Chivas Regal 18 anos. Vai por mim... é muito bom.
Natalie sorriu e bebeu um gole da bebida, desceu queimando na garganta, mas realmente ele tinha razão, era muito bom.
- Será que estão sentindo a nossa falta?
- Não faço ideia. Mas a minha mãe já deve estar se perguntando aonde eu estou. – ele respondeu e bebeu um gole da bebida. – Quer um doce?
- Doce com Whisky?
- Nunca tomou whisky com mel?
- Não.
Benjamin foi até o barzinho e tirou uma garrafa de lá, era outro Whisky. Observou-o trazer até a bancada, pegou um coqueteleira, colocou gelo, a bebida e mel.
- Se quer encher a cara que seja com bebidas boas. – ele disse.
- Não gosta de tequila?
- Sou muito fã não. – ele parou de sacudir e lhe serviu da bebida. – Toma ai... e você vai deixar a tequila de lado.
Natalie pegou o copo e tomou um gole, ele tinha razão era uma delicia.
- Muito bom! – ela sorriu, acrescentou. – Vou acabar ficando especialista em bebidas destiladas.
- Não fica não. Vai acabar montando um bar na sua casa.
- Ou acabar sempre um porre.
Ele riu assentindo e bebeu um gole da bebida.
- Nunca tive esse tipo de momento com ninguém. – ela por fim disse.
- Sério?
- Ah como eu pude ser tão cega. Namorei um cara por dois anos, ele nunca dormiu no meu apartamento, não gosta dos meus amigos e... no trabalho quase ninguém sabe que namoramos. – ela confessou, e bebeu um gole grande da bebida. – Como pude ser tão idiota.
- É sério que ele nunca dormiu no seu apartamento?
- Sim. Dizia que não se sentia confortável com meus amigos. – ela contou. – Quando eu disse que queria muitas coisas... acho que eu sei o que quero realmente.
Uma risada estranha os interrompeu. Era Tess e Rob que acabavam de entrar e ambos pararam assim que os viu.
- Ah pensei que vocês estavam... – Tess parou ao ver que Benjamin fez cara de pouco caso. – O que estão fazendo?
- Bebendo. – Natalie mostrou o copo de bebida e sorriu. – Aonde vocês dois estavam indo?
- Só vim pegar uma aspirina. Minha mãe está com dor de cabeça. – Tess contou ao pegar a aspirina na bolsa dela. – Não vão voltar para a festa?
- Eu estou bem aqui... – Natalie se dirigiu a ele. - Ben?
Ele olhou para cada um e deu de ombros.
- Nós estamos bem aqui...conversando.
- Ok.
- Juízo.
Ambos saíram deixando os sozinhos novamente. Natalie bebeu o resto da bebida. E Benjamin não tirou os olhos de cima dela, o que foi constrangedor.
- O que eu ia dizer mesmo?
- Você estava falando do seu ex namorado.
- Oh é mesmo. Acho que vou fazer uma lista do que quero. – ela falou procurando por algo e encarou o. – Já fez algo inusitado?
- Tipo?
Ela sorriu.
- Quer saber da minha vida íntima?
- Só se você quiser contar?
- Fizemos uma rapidinha na adega, não é algo inusitado para você? – ele disse desencostando do balcão.
- Sim. Mas não tivemos algo... intenso. – ela gaguejou. – Quero dizer eu não vi nada... seu.
- Isso é um convite?
- E você aceitaria?
Ele suspirou, colocou o copo no balcão e a encarou com as sobrancelhas arqueadas. Aquele silêncio estava acabando com ela, deveria ter ficado quieta. Proposta indecente para um cara que já havia feito sexo, mesmo por ter sido algo rápido ainda sentia o desejo de tê-lo para si, seus pensamentos impróprios é que a incomodava.
- Ok... eu já entendi. – ela disse levantando quando o viu dar um passo. – Obrigada pela... bebida.
- Natalie... não me entenda mau. – ele disse ao dar mais um passo. – Eu tentei não me envolver contigo, por que não quero ter nenhum problema emocional... e fiquei feliz de saber um pouco mais sobre você. – ele abaixou a cabeça envergonhado e ergueu, dizendo. – E gostaria de dizer que não...
Natalie o interrompeu colocando o dedo sobre seus lábios silenciando-o. Em seguida, por uma fração de segundos pensou em exatamente nada, mas sabia que precisava daquilo mais do que qualquer coisa.
Encostou seus lábios nos dele, apenas um roçar de lábios quando se deu conta Benjamin a fez entreabrir a boca para um beijo mais profundo, o gosto da bebida era inebriante e não resistiu em colocar os braços em volta do pescoço dele para senti-lo tão próximo.
O desejo cresceu e não pode deixar de perceber que ele sentia o mesmo em relação há ela, o que era muito bom. Natalie segurou o rosto dele e encarou-o por alguns segundos.
- Por favor... só me de o que quero. – sussurrou com a voz rouca.
- Eu não sei o que você quer.
Ela sorriu e o beijou.
- Isso... eu quero isso. – ela pediu. – Eu só quero... você.
No dia seguinte, ao acordar fez careta ao lembrar que havia bebido demais, e sua cabeça não estava latejando – era sinal que não estava bêbada – o que era bom, mas ao perceber que não estava sozinha na cama lembrou claramente da noite anterior de ter bebido com Benjamin e de ter implorado para que ele fizesse sexo com ela.
Estava mesmo se tornando uma vadia. Nunca tinha feito isso com homem nenhum, mas o que sentia por aquele homem ela desconhecia, queria tê-lo todos os dias e seu corpo pedia isso sem conseguir se controlar. Remexeu na cama, deu uma olhada no relógio de cabeceira, era quase cinco horas da manhã e deveria estar dormindo e não acordada.
Olhou para o lado e Benjamin dormia – o que achou ótimo - levantou-se lentamente e estava nua. Vestiu a primeira peça que encontrou e foi ao banheiro. Se olhou no espelho e se viu radiante como nunca tinha visto.
Natalie sorriu, estava feliz por ter conseguido o que realmente queria. O amor parece nunca ser fácil, mas desta vez acho que é impossível. A gente até tenta escolher a quem amar, mas o coração é teimoso e traiçoeiro. De repente se vê amando alguém com quem não pode ter um relacionamento. Como isso foi acontecer?
Em que momento passei a gostar justamente de Benjamin? Eu não sei dizer, não consigo entender. E esse sentimento vem me consumindo, não consigo pensar em outra coisa, a não ser nele. Eu queria que a gente pudesse viver esta história, que não fosse uma paixão proibida, mas é. O que devo fazer então? Passar por cima desse sentimento e seguir em frente, o tempo é o melhor dos remédios.
Eu tenho aquela mania de me apaixonar por quem eu não devo. De sofrer por quem nunca me quis bem. Eu tenho essa mania de querer botar todo mundo no coração... Eu não sei amar na medida certa.
Ajeitou o cabelo e umedeceu os lábios com um sorriso no canto quando se deu conta que não estava sozinha no banheiro.
- Bom dia.
- Bom dia. – ela respondeu encostando no balcão da pia toda sem graça. – Eu não ia fugir.
Benjamin hesitou e sorriu.
- Que bom. – ele desencostou do batente da porta descruzando os braços fortes e se aproximou. – É sinal que não está arrependida.
- Eu não... vou me arrepender. – falou olhando para aquele peito bem definido e depois para ele, por um segundo pensou em fugir envergonhada por ter agido como uma mulher faminta de sexo, e mau sabia ele que estava mesmo faminta de sexo. – Podíamos... quer saber deixa para lá.
Natalie deixando sua vergonha de lado e o beijou com todo desespero que havia nela, não tinha como resistir aquele homem seminu no banheiro que a comia com os olhos.
Se ele soubesse que o que eu quero repetir: eu tenho sorte por tê-lo. Não importa como, onde ou quando. O importante mesmo é saber que ele existe em mim e que eu existo para ele. O importante mesmo é Benjamin existir e fazer parte da minha vida, me fazendo assim, absurdamente feliz.
- Benjamin... – sussurrou ao vê-lo sorrir.
Ele a beijou, com suavidade, e Natalie passou os braços em torno do pescoço dele. Então, sentiu os braços fortes de Benjamin puxando-a para junto dele num movimento que nada tinha de delicado. Por alguns segundos Natalie resistiu, mas o calor dos lábios de Benjamin a fez esquecer a inibição e ela retribuiu seus beijos com ardor, muito ardor.
Ela mal podia respirar, mas isso não era importante. O prazer era imenso. Contudo Benjamin apenas a comprimia mais, as mãos firmes nos quadris. Apertando a de encontro a si, fazendo-a sentir toda sua virilidade. Benjamin não se conteve e começou a afagar-lhe os seios com a ponta dos dedos.
Era uma sensação maravilhosa. Não excepcional, melhor que qualquer fantasia. Contudo, não queria que tivesse que ser assim.
- Natalie... – sussurrou Benjamin, depois voltou a beijá-la.
A eletricidade entre os dois era surpreendente. Natalie o desejava por inteiro. Entretanto, sabia que havia algo mais aterrorizante do que desejo.
Por mais que eu tente, não existem palavras capazes de descrever como o meu sentimento por ele é grande e como sou feliz por estar ao seu lado. Apesar de ser um sentimento imenso, ele permanece crescendo a cada dia um pouquinho mais...
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Atualizado até capítulo 20
Comments
Marneide Wanderley
Agora sim, fogo no parquinho, kkkk
2024-12-05
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