Ele se despediu de sua mãe e sobrinho, e entrou na picape. Colocou os óculos escuros antes de manobrar o carro e pegar a pequena estrada de volta para sua casa, foi coisa de cinco minutos parou a picape ao lado do salão e estava para ir a galeria encontrar sua irmã quando a viu andando para lá e para cá com o celular na mão.
Como podia ser tão bonita usando aquelas roupas simples, apesar de tê-la visto muito bem arrumada no dia anterior, a veria sempre como uma simples mulher bonita e amiga do seu amigo. Se aproximou sem ser visto, e sorriu ao lembrar do seu sobrinho que ela era doidinha. Naquele momento ela estava falando sozinha, resmungando na verdade.
- Aí, merda! Só preciso de uma ligação...
- Tudo bem aí?
Ela se virou de repente assustada por ter sido pega falando sozinha.
- Oi. Estou bem sim... Só estava. Aqui não tem nenhuma área boa de rede?
- Tem telefone lá em casa se quiser fazer uma ligação.
- Mas eu ia usar chamada em vídeo. – disse toda sem graça.
- Tem internet lá também.
- Sério? Que idiotice a minha. – Ela meio que falou consigo mesma. – Tem senha?
- No salão não, mas tem que ficar lá dentro para ter uma internet boa.
Ela sorriu.
- Ok. Mas acho que vou fazer uma ligação, preciso ver como o Travis está.
- Travis é seu...
- Gato. Travis é um gato, eu deixei ele com a minha vizinha. Não ficamos longe um do outro por muito tempo.
Ben até relaxou os ombros por ouvir que Travis era apenas um gato, e o medo de saber que ela estaria saindo com alguém depois do namorado. Isso quer dizer que poderia ter uma chance com ela – e é claro que isso não iria acontecer – por que tinha que se focar no trabalho.
- Isso chega até ser fofo.
- É mesmo?
Ele negou zombeteiro.
- Não. Mas entendo que está preocupada. – Ele falou. – Quer saber, eu te dou a senha lá de casa.
Ela pulou de alegria batendo palmas e disse.
- Eu sabia que por baixo disso tudo haveria um cara legal.
- Estou tentando ser amigável.
Natalie sorriu e se aproximou dele.
- Isto me faz se sentir melhor.
Ambos se entreolharam por um tempo, até ele chama-la para saírem dali, andaram um do lado do outro até ela começar a falar de novo.
- Ei, por que me deixou pensar que o garoto era seu filho?
- Ah, você tira as conclusões precipitadas. – respondeu. – Só estava me divertindo com isso.
- Obrigada por me lembrar disso. Vou parar de tirar conclusões precipitadas.
- Tyler é filho da minha irmã. Ele vem para casa só para fugir das obrigações.
- Garoto esperto.
- Minha irmã é rigorosa, não curto muito quando ela castiga ele à toa. – Ele falou, não teria problemas em se abrir um pouco. – Eu gosto quando ele vem para cá.
- Sua irmã mora longe?
- Não. Uns dez minutos daqui de carro. – Ele respondeu e ao se aproximar do salão parou e estendeu a mão. – Posso pegar o seu celular.
Natalie franziu o cenho, confusa por um momento até se dar conta do que ele queria e estendeu o aparelho após desbloquear. Assim que pegou o celular viu a foto do gato dela na tela e colocou a senha do Wi-Fi, para em seguida lhe devolver o aparelho.
- Obrigada.
- Não tem de que. Agora eu...
- Aí que bom que vocês dois estão aí. – Tess apareceu do nada. – Amiga, preciso de você... e de você também.
- Claro, ajudo no que precisar. – Natalie falou.
- Ótimo. A cerimonialista fez uma confusão com o bolo e queria que você fosse lá dar uma conferida para ver se está tudo certo. – Tess contou e se dirigiu há ele. – E você vai levá-la.
- É sério isso?
- Sim. Por favor, me ajudem.
- Mas eu sou péssima com escolha de bolos. Pra mim tudo tem que ter cocô.
- Na, eu vou deixar um papel anotado do jeito que eu quero. E Ben, ajuda ela.
Natalie olhou para ele que ainda estava pensando por que entrará nessas de casamento. E pensar que seria apenas um padrinho e não que tivesse que ajudar com algumas coisas, ainda mais que teria que ficar andando ao lado daquela mulher. Isso se chamava tortura, um tortura além da conta.
- Ok.
- Obrigada. Vocês são os meus melhores padrinhos. – Tess sorriu de orelha a orelha e abraçou a amiga e depois ele. – Espero não estar lhe atrapalhando Ben.
- Eu me ajeito depois. – ele falou e acrescentou. – Eu te espero no carro.
Natalie observou-o se afastar e meio que acabou sorrindo. Ele tinha um andar firme e decidido, além de uma bela bunda que a propósito ficava bem nas calças jeans que usava, isso por que estava sempre com roupas surrada. Se fosse Léo não aprovaria nada daquilo, ele dizia que homem bem vestido eram homens que tinham um estilo de vida decidida.
Agora pensando nisso, era tudo bobagem. Conversa para boi dormir. Aquele homem ali tinha um lugar incrível, e um coração do tamanho de um oceano, ninguém em sã consciência daria um lugar daquele para que o amigo celebrasse o casamento para umas 150 pessoas. Dispor a sua casa para os amigos, tirar sua privacidade por quatro dias e ainda ter que suportar uma noiva pidona e a amiga idiota que não sabia o que queria da vida.
- Ele é lindo né? – Tess.
- Tess, ele é seu padrinho.
- Eu sei. Mas não tem problema em elogiar, e que a propósito ele é solteiro.
Natalie revirou os olhos.
- Tess, eu acabei de sair de um relacionamento.
- Idai. É só afogar as mágoas em outro partido... e que partido.
- Quer saber, eu vou ver logo o seu bolo. – Ela disse já fazendo menção de se afastar. – Espero que isso não seja armação sua.
Tess sorriu.
- Eu nunca faria isso.
- Sei. Me manda o modelo do bolo por mensagem, fica mais fácil. – Ela falou já andando e deixando a amiga para trás.
- Ok. Obrigada amiga.
Natalie fez careta, para sua sorte sua amiga não viu e conforme se aproximava da picape velha seu coração acelerou e suas mãos ficaram suadas, há alguns minutos atrás tinha ficado do mesmo jeito – era só Ben se aproximar e isso a estava a deixando louca – Não podia estar sentindo algo por ele. Estava ainda de coração partido e não podia se envolver com ninguém naquele momento.
Tinha que começar a ser mais sensata, não podia afogar sua mágoa em outra pessoa que provavelmente não queria se envolver.
Ao parar em frente à picape viu que Ben não estava ali, e teve que olhar em volta para encontra-lo, foi então que o viu conversando com uma moça que não tinha uma expressão não muito legal, por fim ele a viu e se despediu da moça e veio até ela.
- Pronta?
- Sim.
Ambos entraram na picape ao mesmo tempo, e tratou de se distrair no celular, enquanto ele colocava os óculos escuros e manobrava o carro para a estrada. Só de ter que ficar por uma hora e meia com aquele homem na estrada e que a deixava incomodada, isso por que era umas nove hora da manhã e que com certeza iriam voltar lá para de tardezinha, já que teriam que conferir o bolo na loja.
Estavam no meio do caminho quando se deu conta de algo e meio que deu um grito fazendo com ele olhasse para ela.
- O que foi?
- Como alguém sai para o centro da cidade e esqueci a bolsa. Que droga! – Ela falou abrindo a capa do celular, ela as vezes deixava um cartão ali dentro, só por precaução. – Mas que merda!
- Tess disse que era só para ir conferir.
Ela revirou os olhos.
- Até parece que vamos lá apenas para conferir... vai que eu goste de alguma coisa? Como vou almoçar? – tagarelou nervosa e ao tirar a capa do celular, sorriu aliviada. – Graças a Deus!
- Você guarda dinheiro ai? – Ele olhou-a de relance.
- Tenho mania de guardar cartões aqui, só por precaução. – sorriu por achar pelo menos um ali. – Agora podemos ir sossegados.
- Eu não ia voltar só por causa disso.
- Ah esqueci que você não paga pelo que come. – Ela não quis ser grossa, mas foi tarde demais.
- Só para você saber, eu pago pelo que como. Inclusive o que você comeu hoje mais cedo foi eu que paguei. – ele falou sério. – Não sou nenhum astro que você vê na emissora, mas tenho orgulho de quem sou.
- Eu não quis desmerecer...
- Não mesmo. E só para você saber, eu não pago por comer naquela lanchonete pelo simples fato de a dona ser minha tia.
- Ah é por que não me contou antes?
- Não sabia que eu tinha que ficar dando satisfação a uma desconhecida.
Natalie fez careta.
- Depois eu que sou grossa. – ela resmungou e acrescentou. – Mas não precisa se preocupar comigo não. Eu sei me virar sozinha.
- Quem sou eu para duvidar disso.
O celular dele tocou interrompendo e acabou atendendo. Ela bufou ao vê-lo com celular e volante ao mesmo tempo. Odiava pessoas que faziam isso, seu pai sofreu acidente assim e não queria ser uma próxima vítima. Tentou fingir que não estava ouvindo a conversa e parecia que se tratava de negócios, que ela fez questão de ficar imaginar em sua cabeça sobre o assunto.
Olhou a paisagem e só agora pode admirar a vista da praia que passavam, e a vontade imensa de parar ali e se refrescar um pouco. Teria que ficar só na vontade mesmo, se ela morasse por ali iria direto na praia só para descansar e esquecer um pouco sua vida que agora ficou mais chata ainda.
- Miserável. – praguejou ao lembrar do ex, porém esqueceu que não estava sozinha e que o motorista não estava mais no celular. – Não... xinguei você. Só estava pensando alto.
- Eu não pensei em nada.
Ela hesitou.
- Essas praias podem nadar?
- Sim.
- Aí que delícia. Não lembro nem qual foi a última vez em que fui na praia. – Ela contou olhando para a janela.
Natalie olhou o de relance e notou que não adiantava puxar assunto, pois pelo jeito ele não estava muito afim de conversar com ela. Mas era uma tortura ficar em silêncio por tão pouco tempo, então deu uma olhada no celular e viu que tinha área e resolveu fazer uma ligação para sua vizinha e para sua sorte conseguiu falar com ela, e seu Travis estava muito bem até uma foto ela mandou dele deitado de barriga para cima e não resistiu em sorrir que nem uma mãe babona.
Assim que terminou de ver o seu gatinho já se aproximavam do centro e pode observar do lado de fora. Apesar de ter menos de 130 quilômetros quadrados e uma população que não passa de um milhão, San Francisco é uma das cidades mais incríveis do mundo. Famosa por construções em estilo vitoriano Grand Dame, bondes, diversidade dinâmica, uma orla linda e uma ponte laranja muito alta, a “Cidade à Beira da Baía” realmente tem de tudo. Uma culinária que dita tendências e vai de vários restaurantes com estrelas Michelin a food trucks incríveis; orquestras sinfônicas, balé, teatro e ópera mundialmente famosos, além de inúmeras aventuras ao ar livre, San Francisco é, merecidamente, uma das cidades que não pode ficar de fora da lista de destinos de qualquer viajante.
O mais difícil é decidir aonde ir primeiro. (Se bem que o clima imprevisível também dificulta bastante a tarefa de fazer as malas.) O Parque da Ponte Golden Gate é um dos locais mais icônicos da cidade, com paisagens espetaculares. Dali, pode atravessar a ponte a pé ou de bicicleta para chegar ao Marin Headlands. E também pode ficar do lado de San Francisco e ir ao Palácio de Belas-Artes de San Francisco, ao Presídio ou ao Lands End, um playground rústico e batido pelos ventos onde pode observar baleias e conhecer as ruínas dos Sutro Baths, um antigo complexo de piscinas.
O Fisherman’s Wharf seduz com a sua atmosfera marítima e restaurantes de frutos do mar espetaculares. Do outro lado da água, se encontra outro destino fascinante e imperdível, a ilha de Alcatraz. As agitadas Union Square e Praça Ghirardelli oferecem compras e mais ótimas opções de restaurantes. A colcha de retalhos formada pela diversidade de bairros — Mission District, Chinatown, North Beach, Haight-Ashbury, Nob Hill e muitos outros — oferecem inúmeras opções de diversão para o dia e a noite.
Era uma pena não poder passear um pouco pela cidade, estava ali apenas para um casamento e além do mais só estava ali no centro por uma causa justa. Iria ver o bolo que sua amiga queria e voltar para a vinícola e o mais chato era ter que aguentar o seu parceiro que parecia mais interessado na estrada do que nela.
- Aonde tem que ir? – Ele perguntou por fim.
- Deixa eu só ver aqui. – Ela falou dando uma olhada no celular aonde sua amiga lhe mandou a mensagem. – Aqui não diz... será que ela não encomendou o bolo?
- A amiga é sua, deveria sabe disso.
- Olha, nós somos amiga sim. Mas eu não sei o que ela anda fazendo no casamento dela, não tenho nenhuma ideia. – falou apavorada. – Vou tentar falar com ela.
- Ok. Só não demora... Não posso parar o carro.
Natalie bufou e ligou para a amiga que atendeu minutos depois e só então o que ela pensou era mesmo verdade, a cerimonialista esqueceu do bolo. É agora ambos teriam que se virar para achar um bolo de casamento de última hora, assim que desligou Ben estava nervoso e bufando, e não tirava a razão dele.
- Eu tenho meus negócios para resolver, não posso ficar brincando de cuidar de casamento. – ele resmungou.
- Entendo. Mas não podemos deixar o casamento sem bolo.
- Eu sei.
Ele coçou a cabeça todo nervoso e parecia praguejar baixinho, quando se deu conta ele parou o carro para dar uma olhada no celular.
- O que está fazendo?
- Dando uma olhada para ver aonde tem confeitarias.
- Pensei que conhecesse a cidade como a palma da sua mão.
- Não frequento confeitarias. – respondeu sem tirar os olhos do celular. – Ok. Já sei onde vamos primeiro.
Ben parou a picape num lugar ali e andaram um do lado do outro por um quarteirão até pararem em frente à uma confeitaria chamada Hayes Valle. Bolos de assinatura incluem Mocha Mi Su, com bolo de cacau genoise e pingando com buttercream, mousse e ganache. Ou prefira mais individualidade, com cupcakes como Joe Cool Chocolate Mint ou Persian Love, com recheio de creme de manteiga de rosas, ponche de açafrão e esmalte de confeiteiro rosa.
Conversaram com a confeitara por uns quinze minutos até ela dizer que não tinha como fazer um bolo assim de última hora sem ter que cobrar caro. Saíram de lá bravos por não conseguirem, Ben a levou em outra que não ficava longe e sem sucesso na segunda resolveram ir em outra chamada Kara's cupcakes e pelo que soube Kara tem uma boa fama em São Francisco para bolinhos frescos e saborosos. Quando se visita a loja em Ghirardelli Square, pode se perguntar se deve se entregar a um cupcake, ou em um sundae de chocolate quente no caminho da famosa loja de sorvetes e sorvetes Ghirardelli. A resposta é que a vida é curta. Você deveria fazer as duas coisas.
Ao entrarem, Natalie não resistiu em olhar os cupcakes na vitrine e lamber os lábios com vontade de comer algum. Enquanto ficava ali dando uma olhada, Ben parecia preocupado em conversar com a confeitaria e quando a mulher surgiu ela foi até eles.
Teve que sorrir, ele era bom em negociar. Só que ela parecia não estar tão certa de conseguir fazer um bolo de três andares assim de última hora, por fim ela pediu para que ela fizesse um orçamento antes e ambos tiveram que esperar.
- Será que ela cobra caro?
- O que você acha?
- Olha essas maravilhas de cupcakes, se der tudo certo vou levar um. – ela saboreou imaginando fazendo o sorrir.
- Espero que dê certo, para a gente almoçar em algum lugar antes de ir embora. – ele falou, e a mulher voltou com o orçamento. – E então?
- Espero que estejam preparados, nunca fiz algo tão em cima da hora e grande. – Ela falou ao entregar o papel.
- Minha nossa! Tess vai nos matar. – Ela disse.
- Se sabe que não tem outro jeito. – ele argumentou. – Não tem como fazer um desconto?
- Vocês querem um bolo de três andares e com um preço mais baixo, infelizmente não posso.
- Ele dá algumas garrafas de vinho em troca.
- Como é que é?
Natalie sorriu ao ouvir ambos perguntarem ao mesmo tempo. Ela estava apavorada por não conseguir ajudar a amiga e a única ideia que teve foi aquela.
- Ben, posso te chamar assim? – Ela indagou ao vê-lo estranhar por ser chamado assim, por fim ele assentiu. – Certo. Olha você é dono de uma vinícola pode oferecer umas garrafas do seu vinho em troca.
- Não posso aceitar isso em meu estabelecimento, troca de favores. – a mulher falou, e acrescentou. – Mas aceito uma garrafa da bebida como entrada de pagamento.
Ela sorriu toda feliz.
- Ok. E o resto vai ficar quanto?
- Quanto vale o vinho?
Ambas olharam para Benjamin que ficou paralisado, que com certeza estava em choque por ela estar tomando as rédeas da negociação. Foi então que ele passou o valor deixando a mulher pensando um pouco e que acabou aceitando a proposta.
Ao terminar de fechar os negócios, Natalie não resistiu em pegar dois cupcakes e saiu comendo um se lambuzando.
- Você é louca, sabia.
- Ah ela vai adorar o vinho, que vai implorar por mais... uau isso está uma delícia, deveria experimentar.
- Não sou fã de doces.
- Por isso é tão azedo. – zombou, e sorriu. – É brincadeira, você nunca sorri ou ri.
- Sou um homem de negócios.
- Grande coisa. Eu sou uma mulher de negócios e sempre que posso dou uma risadinha. – Ela comentou e mordeu o doce. – Deveria ter pegado... mais.
Benjamin balançou a cabeça ao olhá-la e fez um gesto no nariz, dizendo que estava sujo.
- Além de falar com a boca cheia, ainda se lambuza que nem criança.
Ela sorriu.
- Léo odiava isso.
- Seu ex namorado? – ele indagou sem parar de andar.
- Sim.
- Sinceramente, não tiro a razão dele.
Ela bufou.
- Homens. Por que vocês têm essa mania de defender tudo ao redor de vocês.
- Vocês não fazem o mesmo?
- Eu não apoio mulheres que fazem violências dentro de casa ou no trabalho.
- Não apoia ao feminismo?
- Eu concordo em algumas partes, direitos iguais seria bom de vez em quando.
- Sei.
- Eu posso muito bem fazer o que você faz, mas infelizmente eu não ganharia o mesmo que você, por eu ser mulher e vice-versa. – Ela falou. – Não vou discutir meu ponto de vista com você por que sei o que você vai dizer.
Ele parou bruscamente e a encarou.
- Como sabe o que penso?
- Homens são todos iguais. Só mudam o endereço e nome.
- Se você diz.
- Ah, não me diz que pensa diferente?
***Faça o download do NovelToon para desfrutar de uma experiência de leitura melhor!***
Atualizado até capítulo 20
Comments