Capítulo 9

Como ele havia dito, terminou em quinze minutos e ao observa-lo guardar tudo na carroçaria da picape e tirar um galão de agua para lavar as mãos é que a deixou surpresa. Todo esse tempo ele mantinha agua ali atrás e nem para lhe dizer isso.

- Essa água pode beber?

- Eu não aconselho, uso mais para isso mesmo. – sorriu mostrando as mãos que agora estavam limpas. – Você está com sede, eu paro mais para frente e compro água.

- Ok.

Benjamim sorriu e olhou em volta antes de se afastar até um montinho e teve que franzir o cenho ao ver que ele estava mesmo urinando naquele lugar deserto. Nessas horas era bom ser homem, se fosse ela que tivesse nessa situação teria que esperar para chegar num banheiro.

Quando ele voltou deu um sorriso e lavou as mãos novamente e entrou no carro. Suspirou antes de entrar no carro e prosseguirem com a viajem.

Deu uma olhada no celular e já era quase quatro horas da tarde. Havia passado a maior parte do dia ao lado daquele homem irritante, prepotente e lindo demais da conta.

Como ele prometeu, parou num lugarzinho ali e pegou duas garrafas de água e voltou para a estrada, que levou apenas uns quinze minutos. Se não  fosse aquela água ela teria ficado louca, estava suando, seu cabelo já não era o mesmo e nem se quer tinha mais maquiagem no rosto, apenas poeira da estrada.

Assim que chegaram, Tess veio de encontro há ela. Desceu furiosa e nervosa por tudo o que passou, esbravejou.

- Sua louca. Nunca mais faça isso... eu passei o dia inteiro ao lado desse homem e a única coisa que me passou na cabeça foi que eu ia matar você quando chegasse.

- Ah Na... aconteceu alguma coisa?

- Nada. Apenas tivemos que se suportar por horas na estrada, negociar um bolo e para completar passar sede enquanto trocava um pneu furado numa estrada deserta.

Tess olhou para ele, confusa.

- Ela está exagerando.

- Não estou não. – toda bicuda.

- Nossa, eu nunca a vi fazendo birra dessa maneira. – Uma voz conhecida surgiu do nada. Alan estava ali.

- Alan!

Ela gritou toda eufórica e correu para o amigo, como nunca tinha feito aquilo na vida, pulou para o colo dele agarrando o pelo pescoço.

- Ah quanto tempo você chegou aqui? – ela perguntou mantendo uma distância entre ambos.

- Há uma hora.

- E a sua entrevista?

- Foi super rápido por lá. Vão me retornar assim que possível.

- Estou tão feliz por você está aqui.

Alan olhou para Benjamin que observava tudo. Foi então que Tess fez as apresentações, e sentiu um clima estranho entre os dois.

- Ela lhe andou torturando, cara?

- Até que não. – Benjamin a encarou por alguns segundos e acrescentou. – Bem, fique à vontade. Eu tenho que fazer algumas coisas.

Benjamin se afastou e não pode deixar de observa-lo por alguns segundos, quando sentiu os braços de Alan em seu ombro puxando a para entrarem. Tess foi do lado, fazendo perguntas do porque o estresse.

Acabou que pedindo desculpas por ter gritado com ela, foi apenas um momento de calor e estava cansada, precisando de um banho e de uma comida deliciosa. E foi exatamente o que fez, subiu para o seu quarto onde pode tomar um maravilhoso banho de banheira por quase meia hora só relaxando o corpo embaixo da água. Saiu assim que a água começou a esfriar e enrolou se na toalha indo para o quarto mas se assustou ao ver que não estava sozinha. Havia um bicho bem encima da sua cama, só por que ela nem chegará experimentar aquela droga de cama maravilhosa.

Ela gritou abrindo a porta do quarto e Alan apareceu, depois foi Tess para só então Benjamin, mas foi ele que chamou sua atenção. Pelo jeito ele também resolverá tomar banho e trocado de roupa.

- Tira isso daí.

- Como isso entrou aqui? – Tess perguntou dando um passo para trás.

Natalie segurou a toalha com firmeza e sem tirar os olhos de cima de onde um filhote de gambá, andou em passos lentos até alcançar Alan e Benjamin.

- É só um filhote. – Benjamin falou indo até o armário pegando uma toalha e foi até o animal.

- Ele vai soltar o fedo dele. – ela gritou.

- Para de gritar. Ele não faz mal nenhum se você não o ameaçá-lo. – Benjamin comentou se aproximando do animal e pegando o com a toalha, enrolou todo deixando apenas a cabeça de fora e ao se aproximar da porta ela deu um grito se afastando. – Medrosa.

Natalie viu o descer com o bichinho e colocando a mão no coração que palpitava, não sabia se era pelo animal ou por Benjamim ter chegado tão perto.

- Mas que droga! Nem pude experimentar a cama. – ela resmungou.

- E você não dormiu ontem ai? – Tess perguntou.

- Não. Eu dormi no sofá... – ela contou envergonhada. – E não quero ter que dormi lá de novo, é desconfortável.

Ambos a encararam sem entender absolutamente nada, acabou que contando o que aconteceu por ter dormido no sofá quando estava terminando de contar quando Benjamin voltou e a olhou da cabeça ao pés. Teve que disfarçar o seu nervosismo pela conexão que ouve entre ambos e umedeceu os lábios.

- Pronto! Agora pode se trocar.

- Eu não vou ficar nesse quarto de jeito nenhum. – olhou para a cama e fez cara de nojo.

- É só trocar o jogo de cama. – ele insistiu e apontou para o armário. – Ali tem lençóis limpos.

- Já disse que não vou dormir aqui. Se aparecer outro durante a noite. – ela insistiu em arrumar a toalha que ameaçava cair. – Mas que droga! Não tem toalha maior aqui não?

Ela estava frustrada pela viagem não estava sendo o que ela imaginara que seria. Uma tortura atrás da outra e ter que se controlar para não perder todo o seu juízo naquele lugar.

- Ei, podemos trocar de quarto. Eu fico aqui e você vai para o chalé.

- Você vai dormi no chalé com os outros padrinhos? – ela indagou para o amigo chocada.

- Na, aqui só tem três quartos.

- Eu não vou dormi ali... tenho pavor daquilo. – choramingou.

- Olha, eu fico nesse quarto. Não vamos ficar o resto do dia discutindo isso. – Benjamin interferiu e a olhou. – Pode... ficar com o meu quarto.

- Não seria certo fazer isso...

- Eu não ligo de dormi aqui. E você insisti em não dormi aqui, e como... – ele olhou para Alan. – não tem lugar no chalé. Pode ficar no meu quarto.

Ela sorriu toda feliz, porem desfez o sorriso  quando notou que estava sendo observada.

- Lá não vai aparecer bichos?

- Eu posso ser o seu bicho, Nati. – Alan brincou fazendo Tess rir e Benjamin ficar mais sério.

- Isso não tem graça, Alan.

- Eita, está mal humorada. – ele fez careta e fez menção de se afastar. – Eu vou dar uma volta.

- Ok. Eu vou descer para ajudar no coquetel... e amiga vá se vestir antes que a toalha caia.

Sozinhos agora, um olhou para o outro e enrubesceu ao sentir o olhar dele sobre a toalha que com certeza desejou que caísse, aproveitou para ajeitar e foi até a suas coisas – pelo menos ela tentou ir – e voltou ao lembrar que sua mala estava do lado da cama e olhou para Benjamin.

- Pode pegar minhas coisas, por favor.

- É sério? – ele suspirou e foi até a mala e arrastou até ela. – Tem mais alguma coisa que precisa?

- Sim. Minha maleta de maquiagem. – ela apontou onde estava. – Só toma cuidado ao guardar... você não é delicado, vai estragar tudo se jogar desse jeito.

Benjamin praticamente a estava irritando de propósito. Não sabia o quanto aquela maquiagem lhe custou caro e ser jogada daquela forma para dentro da maleta a deixou de coração partido. Ele se aproximou e lhe entregou a maleta, deu um sorriso forçado e faltou um pouquinho assim para ela não gritar com ele.

- Obrigada.

Ele simplesmente ignorou o seu agradecimento e estava na porta quando disse.

- Quer que eu te carregue até o quarto?

- Não.

- Então vem logo antes que eu mude de ideia.

Natalie contou até dez e segurando a toalha para não cair, empurrou a mala e a maleta e saiu andando que nem pinguim até o outro lado da porta que ficava em frente ao seu e engoliu em seco ao ver que ele não estava nem um pouco satisfeito com tudo aquilo. Ele abriu a porta do quarto e deu espaço para que entrasse e notou que ele ria em deboche ao vê-la tentar segurar a toalha enquanto carregava a mala que fez questão de enroscar na porta.

- Mas que merda! – ela resmungou e puxou a mala, e sem saber como aquilo tudo aconteceu, pois foi fração de segundos. Ela tropeçou no carpete, a mala ficou no lugar enquanto ela caiu no chão fazendo com que a toalha abrisse, tentou se cobrir o mais rápido possível, mas os olhos azuis já estavam percorrendo o seu corpo.

Merda! Maldita hora para acontecer essas coisas, justo naquele momento em que não estava de absolutamente  nada.

- Para de olhar para mim. – ela gritou ajeitando a toalha. – Não ajuda também não olha.

- Desculpa.

- Haha pode rir. – ela se recompôs e envergonhada foi até a mala, porém, ele pegou antes mesmo dela pegar.

- Eu te ajudo.

- Depois de me ver caindo e expondo o meu corpo, agora quer me ajudar.

- Eu nem vi nada.

- Haha, imagine se tivesse visto.

- Só reparei na borboleta. – ele contou fazendo a ficar nervosa. – Bela tatuagem. Tem mais alguma?

- Tenho. Na minha bunda.

- Sério?

- Não.

Benjamin fechou a porta do quarto e isso deixou a tremendo da cabeça aos pés. Odiava ficar presa dentro de um quarto com alguém que ela não iria transar, ainda mais com alguém que ela já imaginara coisas proibidas.

Ele se aproximou e todo o seu corpo mudou, mesmo com a toalha pode sentir seu corpo pedindo para ser tocado por aquelas mãos grandes, sua respiração agora estava num ritmo fora do normal, suas mãos suavam e entreabriu os lábios quando Benjamin fixou seus lindos olhos azuis em sua boca e por um segundo pensou que seria beijada.

- Você não faz ideia do que eu queria agora. – sussurrou e abaixou a cabeça como se estivesse envergonhado. – Quer saber, acho melhor você não saber.

Natalie engoliu em seco e sem pensar no que estava fazendo, segurou a camiseta dele entre as mãos e puxou o para perto, foi então que teve coragem de matar a vontade de sentir os lábios dele sobre os seus. Foi um toque sutil, mas Benjamin não se sentiu satisfeito e a fez entreabrir a boca para um beijo mais ansioso e cheio de desejo.

Seu corpo todo vibrou ansioso, se sentiu na necessidade de abraça-lo para sentir seus corpos se torna um só, beijou o com desespero e seus lábios soltou um gemido de prazer quando ele desceu as mãos para os seus seios, a toalha ameaçou cair e nem por isso se importou e continuou a beija-lo, não tinha mais que esconder o seu desejo e atração que sentiam um pelo outro, até Benjamin se afastar desconectado tudo e a encarou.

- Eu... acho melhor não... isso não vai rolar. – ele balbuciou ofegante.

Ela respirou fundo e assentiu.

- Ok.

- Você não entendi...

- Ok.

Benjamin balançou a cabeça e foi até a porta, mas antes de sair disse.

- Sinto muito, Natalie.

 

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Comments

Zete Campos

Zete Campos

tô amando esse casal se apaixone.

2025-01-08

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