Beleza

[Notificação do Sistema]

Parabéns! Você derrotou a Hidra de Lerna!

Recompensas:

- Título: Matadora de Hidra

- Efeitos: +30% de força ao enfrentar monstros de múltiplas cabeças.

- Buff: Resistência aumentada a venenos e regeneração acelerada por 24 horas após matar uma criatura de rank superior.

- Item raro: Coração da Hidra de Lerna (Ingrediente alquímico de alto nível).

- +5000 Pontos da Torre.

Rubi, ainda ofegante, abriu um largo sorriso ao receber a notificação.

— Matadora de Hidra, hein? Gostei do som disso! — disse enquanto analisava suas novas habilidades. — Nada mal... nada mal mesmo.

Aki, como de costume, permaneceu impassível.

— Um título útil. Agora descanse. Amanhã, avançaremos.

Rubi olhou ao redor da caverna.

— Parece que teremos que passar a noite aqui. Não que eu me importe. — Ela se agachou perto do corpo da Hidra e começou a preparar uma fogueira improvisada com algumas madeiras e ossos.

Enquanto Rubi preparava a comida, Aki se afastou em direção ao fundo da caverna, onde o som suave de água corrente ecoava. Ele encontrou uma fonte termal natural, a água quente borbulhando suavemente em meio ao gelo. Sem hesitar, ele tirou a armadura e as roupas, dobrando-as com precisão meticulosa antes de entrar na água. O calor imediatamente relaxou seus músculos tensionados, e ele fechou os olhos, permitindo-se um raro momento de descanso.

Pouco depois, Rubi, ainda distraída com a comida, notou que ele não estava mais por perto.

— Aki? — chamou, sem resposta. Percebendo que ele havia mencionado algo sobre se banhar, ela se levantou e seguiu o som da água, curiosa.

Quando chegou à fonte termal, o coração de Rubi disparou ao ver Aki ali, completamente nu e mergulhado até os ombros na água cristalina. Seus olhos percorriam involuntariamente o corpo dele, que parecia esculpido por um escultor divino: ombros largos, abdômen definido, músculos perfeitos. Mesmo de costas para ela, a presença dele era avassaladora.

— Ah... — Rubi corou instantaneamente, seu rosto ficando quente. Ela desviou o olhar, mas não conseguia evitar de olhar novamente, furtivamente.

Aki, no entanto, parecia alheio à presença dela. Seus olhos permaneciam fechados, o rosto sereno enquanto a água quente aliviava a tensão acumulada. Ele não demonstrava nenhuma preocupação com a situação.

Rubi mordeu o lábio, incerta. Parte dela queria sair correndo, mas outra parte... não. Não queria parecer covarde.

— Não seja boba, Rubi... ele nem liga. — Pensou, tentando se convencer.

Determinada a não parecer medrosa, ela respirou fundo, tirou a roupa com um movimento rápido e entrou na água, sentindo o calor envolver seu corpo. Ela manteve uma distância respeitosa, sentando-se a cerca de dois metros dele, mas seus olhos não conseguiam se desviar dele.

O silêncio preenchia o ambiente, apenas o som suave da água borbulhando entre eles. Rubi, tentando se acalmar, observava Aki de soslaio, cada detalhe.

A pele pálida dele contrastava com o vapor da água, e os longos cabelos negros caíam levemente sobre os ombros, molhados. Era impossível não admirá-lo.

— Você treina... muito? — A voz dela quebrou o silêncio de forma hesitante, tentando puxar algum assunto para aliviar o constrangimento.

— O suficiente. — Aki respondeu sem abrir os olhos, a voz calma, porém firme. Ele não parecia desconfortável com a presença dela.

Rubi respirou fundo, ainda o observando.

— Você... sempre foi assim tão forte?

Aki abriu um olho, seus olhos rosados brilhando suavemente no vapor.

— Não. Força é construída... passo a passo. — Ele fechou o olho novamente. — O mesmo vale para você. Está ficando mais forte.

Rubi ficou em silêncio por um momento, suas mãos deslizando pela água quente. Nunca havia olhado para Aki de forma tão intensa antes.

— Por que estou pensando nele assim? — pensou, sentindo o coração bater mais rápido. — Não é só respeito... é algo mais.

Ela o observava, admirando a forma como ele permanecia inabalável, como se nada no mundo pudesse perturbá-lo. A serenidade dele era hipnotizante, e pela primeira vez, Rubi se viu pensando nele de uma forma que nunca havia pensado em homem algum antes.

Sem perceber, ela se aproximou alguns centímetros, a curiosidade e admiração crescendo a cada segundo.

— Aki... — chamou, a voz suave, quase um sussurro.

Ele abriu os olhos novamente, dessa vez fixando o olhar nela.

— O que foi?

Rubi hesitou, suas bochechas corando levemente.

— Nada... — desviou o olhar, tentando esconder o constrangimento. — Só... estava pensando... você realmente não sente nada? Nem um pouco?

Aki a observou por um momento, sem responder de imediato.

— Sentir algo... não é uma prioridade agora. — Respondeu finalmente, com honestidade fria.

Rubi sorriu levemente, mesmo que por dentro se sentisse confusa.

— Você é impossível, sabia?

Aki não respondeu, apenas fechou os olhos novamente, relaxando na água. Rubi permaneceu ali, observando-o em silêncio, lutando contra os próprios sentimentos que começavam a crescer de forma inesperada.

O silêncio na fonte termal se alongou, com o vapor denso envolvendo os dois. Aki continuava com os olhos fechados, mas, depois de alguns instantes, quebrou o silêncio de forma inesperada:

— Se serve de algo... — começou ele, a voz baixa e tranquila. — Eu sinto um pouco de vergonha.

Rubi, que ainda o observava de soslaio, ficou surpresa.

— Vergonha? Você? — Ela tentou disfarçar o tom incrédulo.

Aki abriu um dos olhos, os brilhantes olhos rosados reluzindo sob o vapor.

— Sim. — Fechou o olho novamente. — Seu corpo... é bonito. É por isso que estou com os olhos fechados.

Rubi sentiu o rosto esquentar instantaneamente, a cor ruborizando intensamente suas bochechas. Ela abriu a boca para responder, mas as palavras ficaram presas na garganta. Respirou fundo, tentando recuperar a compostura, e forçou um sorriso.

— Oh... isso... é... bom... saber... — murmurou, com a voz trêmula, fingindo que a declaração não a havia abalado completamente.

Mas seu coração batia descontroladamente, e ela não conseguia parar de olhar para ele, mesmo tentando. Os traços perfeitos de Aki, o contraste entre a serenidade do rosto dele e a força esculpida em seu corpo, a deixavam em um estado que nunca havia experimentado antes.

— Você gosta de me admirar? — Aki perguntou de repente, abrindo os olhos e olhando diretamente para ela. Seus olhos rosados pareciam ler sua alma. — Isso causa alguma sensação boa em você?

A pergunta foi direta, como era típico dele, sem malícia ou segundas intenções. Ele apenas queria entender. Mas, para Rubi, as palavras atingiram como uma flecha certeira.

O rosto dela ficou completamente vermelho, o coração batendo tão forte que parecia que todos podiam ouvir.

— Eu... eu... — tentou falar, mas sua mente entrou em pane, e o calor da vergonha tomou conta.

— Rubi? — Aki a observou, confuso com a reação dela.

Antes que pudesse responder, Rubi simplesmente desmaiou, o rosto corado e os olhos fechando suavemente enquanto o vapor da fonte termal a envolvia.

Aki a olhou por alguns segundos, processando a situação. Com um leve suspiro, ele se aproximou e a pegou no colo com cuidado. O calor da pele dela contra a dele fez suas próprias bochechas corarem levemente, mas ele não disse nada. Apenas se levantou, saiu da fonte termal e caminhou de volta para o acampamento.

Depois de secar e vestir suas roupas, Aki colocou as roupas em Rubi com a mesma precisão e cuidado com que dobrava suas próprias roupas. Colocou-a ao lado da fogueira, cobrindo-a com uma manta para protegê-la do frio da caverna.

Ele a observou por um instante, seu rosto ainda levemente corado.

— Humanos... e suas reações... — murmurou para si mesmo, sem entender completamente o que havia acontecido.

Sem dizer mais nada, Aki deitou-se do outro lado da fogueira, fechou os olhos e se permitiu descansar, mesmo que pensamentos confusos ainda rondassem sua mente.

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