Azaroth avançou como uma tempestade de sangue e poder, conjurando espadas carmesins feitas de pura magia de sangue. Cada lâmina brilhava com uma energia pulsante, quase viva, sedenta por cortar e destruir tudo em seu caminho. Do outro lado, Belphegor ergueu suas mãos em um gesto lento, mas mortal, invocando uma legião de lanças sombrias que flutuavam ao seu redor como serpentes famintas, prontas para perfurar.
Eles colidiram no ar com uma explosão titânica, suas armas se encontrando em um choque de forças opostas. O impacto destruiu o topo de um prédio, lançando destroços em todas as direções. As lanças de Belphegor dançavam como sombras vivas, atacando Azaroth de todos os ângulos, enquanto ele contra-atacava com precisão cirúrgica, suas espadas carmesins fendendo o ar com cortes precisos e brutais.
Belphegor flutuava com uma serenidade inquietante, movendo-se como se estivesse preso em um sonho lento, mas mortal. Cada ataque dele era calculado, suas lanças de sombras buscando abrir brechas na defesa de Azaroth.
— Você é persistente, Azaroth, mas persistência não vence um pesadelo. — Sua voz ecoou, arrastada, mas carregada de um poder opressivo.
Azaroth desviou de uma sequência de lanças, girando no ar e disparando uma rajada de espadas carmesins que perfuraram o céu noturno de Londres. O céu acima da cidade estava em chamas, tingido de vermelho e negro, como se a própria noite estivesse sangrando.
— Persistência? Não, Belphegor. — Azaroth falou com um sorriso selvagem, seus olhos brilhando com uma luz demoníaca. — Isso é determinação implacável. E eu não descanso até vencer.
Ele mergulhou em direção a Belphegor, uma dança caótica de lâminas e sombras, cada golpe deles rasgando o ar com ondas de choque que destruíam edifícios e quebravam janelas a quilômetros de distância. A gangue London Bridge, que havia preparado uma emboscada, agora corria desesperadamente por suas vidas, mas muitos eram apanhados no fogo cruzado, sendo esmagados pelos destroços ou consumidos pelas energias liberadas na batalha.
Azaroth disparou uma onda massiva de espadas carmesins, cada uma se fragmentando em dezenas de lâminas menores que avançavam como uma tempestade carmesim em direção a Belphegor. O ar ao redor deles crepitava com energia destrutiva, enquanto as lâminas cortavam postes, árvores e até as ruas, que começavam a se partir como papel.
Belphegor ergueu uma mão, e as lanças de sombras se expandiram, formando um escudo negro impenetrável que absorveu o impacto da tempestade de sangue. No entanto, a força de Azaroth conseguiu romper o escudo em alguns pontos, e pedaços de sombra se despedaçaram no ar.
— Impressionante, mas ainda insuficiente. — Belphegor disse, flutuando um pouco para trás, suas sombras começando a se recompor.
Azaroth pousou no topo de um prédio parcialmente destruído, ofegando, mas sem perder a compostura.
— Acha que pode segurar para sempre? Vamos ver quanto tempo você aguenta antes de desmoronar.
Belphegor sorriu, um sorriso calmo e quase complacente. Ele ergueu as mãos novamente, desta vez invocando um vórtice de sombras que começou a sugar a luz ao redor. O vórtice crescia rapidamente, ameaçando consumir Azaroth e tudo ao redor.
Azaroth observou por um segundo, então cravou ambas as mãos no próprio peito, invocando uma magia poderosa. Seu sangue começou a fluir, mas em vez de cair, ele se transformou em uma lâmina colossal feita de pura energia carmesim, pulsante e vibrando com um poder destrutivo.
— Eu não sou apenas o Rei dos Vampiros, Belphegor... — Ele ergueu a espada com ambas as mãos. — Eu sou a calamidade que irá varrer sua existência.
Com um salto impossível, Azaroth avançou para o vórtice, a lâmina carmesim em mãos, cortando o próprio tecido da realidade enquanto se chocava com o poder das sombras. O impacto criou uma explosão colossal, uma onda de choque que varreu quarteirões inteiros de Londres, demolindo edifícios, postes e veículos.
Enquanto a destruição se desenrolava, Harua, que havia ficado para proteger os civis, desviava com maestria cada pedaço de destroço que ameaçava os inocentes. Com sua esgrima aprimorada, ele guiava as pessoas para fora da zona de perigo, sua mente focada na evacuação, enquanto seus olhos ainda captavam a luta monumental no céu.
— Azaroth... você está se excedendo. — Harua murmurou, olhando para o caos acima, mas sem abandonar sua missão de proteger aqueles que não tinham culpa.
No centro da explosão, Azaroth e Belphegor colidiram novamente, suas forças em pé de igualdade por um breve momento, a lâmina carmesim pressionando contra o vórtice de sombras. As duas forças pareciam querer consumir uma à outra, cada segundo de contato causando novas fissuras na cidade.
Mas Belphegor, mesmo em meio ao combate feroz, ainda sorria.
— Você é forte, Azaroth. Forte o suficiente para governar o mundo mortal... mas não para derrotar o Pecado da Preguiça. — Ele fez um movimento sutil, e uma segunda lança de sombras surgiu por trás de Azaroth, perfurando seu flanco.
Azaroth rugiu de dor, mas não cedeu. Ele agarrou a lança com uma das mãos, enquanto com a outra pressionava sua lâmina contra Belphegor com ainda mais força.
— Eu não... caio... porque você acha que devo. Eu sou Azaroth... e este mundo já é meu.
A pressão crescia, ambos os combatentes forçando o máximo de suas habilidades. A noite de Londres queimava com o confronto, dois seres que representavam o auge da destruição. Mas nenhum deles cedia. Nenhum estava disposto a recuar.
Azaroth observava o sorriso sereno, quase apático, no rosto de Belphegor, mesmo enquanto a luta se intensificava. A espada carmesim que ele manejava brilhava intensamente, cortando o ar em direções imprevisíveis, cada golpe liberando rajadas de poder que ressoavam como trovões por toda Londres. A destruição ao redor era catastrófica, mas Azaroth mantinha seu foco.
Ele sorriu com um toque de sarcasmo ao notar a determinação no olhar de seu adversário.
— Para alguém que representa a Preguiça... você está se esforçando bastante, Belphegor. Isso não parece muito preguiçoso.
Belphegor, com seu sorriso característico, respondeu com uma calma mortal, mesmo em meio ao caos da batalha.
— Esforço? Não confunda, Azaroth... — Ele desviou de uma das espadas carmesins com uma leveza surreal, como se estivesse dançando no ar. — Eu servi à família Hendrigson por séculos. Eram caçadores de demônios, humanos que caçavam e destruíam a minha própria espécie. Odiavam o inferno, odiavam a torre, e eu... odiava ainda mais.
Belphegor avançou novamente, invocando lanças sombrias em uma quantidade ainda maior, criando um temporal de escuridão que se chocou com as espadas de Azaroth.
— Mas agora que meu rei, Leon Hendrigson, está morto... — Sua voz carregava um misto de melancolia e raiva. — Eu não me importo de morrer... se isso significar matar o criador da maldita torre.
Azaroth sentiu a força crescente de Belphegor. Cada ataque se tornava mais feroz, mais preciso. O vórtice sombrio ao redor deles crescia descontroladamente, engolindo a luz e consumindo o próprio espaço ao redor. O equilíbrio da luta estava começando a pender para o lado do demônio.
Azaroth sentiu o peso da batalha. Suas lâminas de sangue tremulavam sob a pressão crescente das sombras, e por um instante, ele percebeu que a vantagem havia mudado. Belphegor agora o pressionava, uma força inabalável que se recusava a ceder.
Belphegor avançou para o golpe final, sua lança de sombras crescendo em uma espiral monstruosa, destinada a perfurar o coração de Azaroth.
— Acabou, Rei dos Vampiros.
Mas, antes que a lança pudesse alcançar Azaroth, uma figura surgiu atrás de Belphegor como um vulto espectral. Harua Yamazaki. Silencioso e mortal, ele moveu-se com a precisão de um espadachim lendário, suas katanas reluzindo com um brilho mortal sob a luz tênue da lua coberta pelas nuvens negras da batalha.
Com um único movimento fluido, Harua atravessou as costas e o peito de Belphegor com ambas as lâminas, uma perfurando seu coração, a outra destruindo parte de sua coluna. Belphegor engasgou, surpreso, enquanto sangue escorria de sua boca. Seus olhos, até então cheios de convicção, se arregalaram em choque.
Harua sussurrou friamente ao ouvido de Belphegor:
— Infelizmente, para você... isso era necessário.
Belphegor tentou se mover, mas seu corpo não obedecia. As sombras ao seu redor começaram a vacilar, enfraquecendo. Azaroth aproveitou a oportunidade, reunindo toda a sua energia restante na gigantesca espada carmesim que segurava.
Com um rugido poderoso, Azaroth desceu a espada em um arco devastador. A lâmina cortou o vórtice de sombras ao meio, dissipando sua energia como se fosse fumaça. A ponta da espada atravessou o crânio de Belphegor, perfurando-o completamente. A explosão de poder que seguiu o golpe iluminou o céu de Londres como um segundo sol, uma luz carmesim que parecia anunciar a vitória de Azaroth.
O corpo de Belphegor caiu lentamente, suas sombras desaparecendo no vento enquanto ele exalava seu último suspiro.
— Aki,Hendrigson me desculpem... eu falhei... — foram suas últimas palavras antes de sua forma se desintegrar em pó.
Azaroth pousou no chão ao lado de Harua, ofegante, mas com um sorriso triunfante nos lábios. Ele observou o lugar onde Belphegor havia caído, agora apenas cinzas e destroços.
— Um Arqui-Duque demônio... morto. — Azaroth passou a mão pela espada, absorvendo o poder residual que emanava do corpo derrotado. Sua aura cresceu, mais forte, mais imponente. — O poder que obtive hoje será... perfeito.
Ele olhou para Harua com um olhar calculista, mas satisfeito.
— Em breve, até Shigen Yamazaki terá que se curvar diante de mim. E quando isso acontecer... o mundo será completamente nosso.
Harua, embora sério, assentiu lentamente, limpando o sangue de suas katanas.
— Vamos acabar com qualquer outro que se atreva a se interpor no nosso caminho, Azaroth.
Eles se ergueram em meio aos destroços de Londres, duas figuras que representavam o caos e a destruição, mas também o nascimento de uma nova era. E a partir daquele momento, o mundo soube que dois reis caminhavam sobre ele, e nenhum inimigo seria poupado.
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Atualizado até capítulo 28
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