Poder supremo

Dentro de um salão reservado, luxuosamente decorado, no topo do hotel mais prestigiado de Moscou, Azaroth Vermilion encontrava-se diante de dois dos homens mais poderosos do mundo: o presidente dos Estados Unidos e o presidente da China. Ambos foram trazidos discretamente, sob a proteção de forças que agora já não respondiam a seus governos, mas diretamente a Azaroth.

O ambiente era carregado com uma aura de tensão e expectativa. Azaroth, vestido com um terno negro impecável que exalava poder e autoridade, estava sentado na cabeceira de uma longa mesa de mármore escuro. Harua, como seu braço direito, estava em pé atrás dele, seus olhos brilhando com um misto de respeito e admiração pelo irmão mais velho.

Os dois presidentes, homens acostumados a comandar nações inteiras, estavam estranhamente inquietos. Sentiam que algo muito maior que eles estava prestes a acontecer. Azaroth quebrou o silêncio, sua voz suave, porém carregada de uma autoridade absoluta.

— Senhores, eu os chamei aqui hoje para discutir o futuro do mundo. Um futuro onde vocês, suas nações e seus povos poderão prosperar... mas sob novas condições.

Os presidentes trocaram olhares, tentando manter a compostura. O presidente americano, um homem de meia-idade com traços firmes, foi o primeiro a falar.

— O que exatamente está nos propondo, Senhor Vermilion?

Azaroth cruzou as mãos sobre a mesa, seu olhar frio e calculista perfurando os dois líderes.

— Imortalidade. Um poder além da compreensão humana. Em troca, suas nações servirão sob minha bandeira. O mundo, como conhecemos, está à beira de uma transformação irreversível. E eu serei aquele que irá liderar essa nova ordem.

O presidente chinês, um homem mais velho, com olhos afiados e expressão calculista, inclinou-se levemente para frente.

— Imortalidade? Você espera que acreditemos nisso?

Azaroth apenas sorriu. Era um sorriso gélido, que não transmitia nenhuma emoção. Ele estendeu a mão e, com um simples estalar de dedos, o ar ao redor dos dois presidentes tornou-se denso. Ambos sentiram suas respirações pesarem, como se o próprio ar estivesse sendo drenado da sala.

— Vocês já governam mortais. Mas e se eu lhes oferecesse algo mais? Poder, longevidade... o domínio absoluto sobre seus inimigos. — Ele olhou diretamente nos olhos dos dois. — E tudo o que peço em troca é lealdade inquestionável.

Harua, que observava em silêncio, deu um passo à frente, reforçando a presença imponente de Azaroth.

— Vocês podem continuar a lutar em um mundo que está condenado a se autodestruir... ou podem aceitar o poder que meu irmão oferece. Um poder que não apenas os salvará, mas os colocará acima de todos.

O silêncio preencheu a sala por alguns instantes. Os presidentes ponderaram as palavras de Azaroth e Harua. Ambos eram homens pragmáticos, acostumados a pesar riscos e recompensas. E o que Azaroth oferecia era algo que não podiam ignorar.

Finalmente, o presidente americano quebrou o silêncio.

— E se aceitarmos... o que acontecerá conosco?

Azaroth se levantou lentamente, sua presença dominando ainda mais o ambiente. Ele caminhou até o lado deles, colocando uma mão firme no ombro de cada um.

— Vocês se tornarão algo além de humanos. Serão imortais, governantes eternos, enquanto seus inimigos envelhecem e perecem. Suas nações prosperarão sob minha proteção. E juntos... governaremos o mundo.

Os dois presidentes trocaram olhares mais uma vez. O peso da decisão era colossal, mas a tentação do poder absoluto e da imortalidade era irresistível.

— Nós aceitamos — disse o presidente americano, sua voz firme, mas com um toque de reverência.

O presidente chinês assentiu em concordância.

Azaroth sorriu novamente, desta vez com satisfação genuína. Ele fez um leve gesto com a mão, e Harua entregou a cada presidente uma taça de cristal contendo um líquido rubro profundo.

— Bebam, e deem o primeiro passo para um novo mundo.

Sem hesitação, ambos os presidentes ergueram as taças e beberam. Em poucos segundos, seus corpos começaram a irradiar uma aura sombria e poderosa. Sentiam uma força nova, um vigor que nunca haviam experimentado antes.

Azaroth voltou a se sentar, observando-os com um olhar satisfeito.

— Bem-vindos à eternidade, senhores. Agora, o mundo é nosso.

Após a saída dos presidentes, Azaroth e Harua permaneceram na suíte. Harua observava seu irmão com admiração renovada.

— Você acabou de conquistar as duas maiores potências militares e econômicas do mundo. Rússia, Estados Unidos, China... — Harua fez uma pausa, um sorriso arrogante curvando seus lábios. — Pode-se dizer que o mundo já é seu, irmão.

Azaroth, que olhava para o horizonte pela ampla janela de vidro, sorriu levemente.

— Não é uma questão de poder, Harua. É uma questão de controle. E com essas três potências sob meu comando, o controle já é meu.

Harua cruzou os braços, encostando-se na parede.

— E Bael? Ele vai perceber o que está acontecendo.

Azaroth virou-se para ele, seus olhos vermelhos brilhando com uma determinação inabalável.

— Bael perceberá, sim. E quando ele fizer isso, será tarde demais. A Terra já será minha, e qualquer tentativa de tomar este mundo será esmagada.

Harua assentiu, confiante.

— Então, o próximo passo?

Azaroth voltou seu olhar para o horizonte.

— Consolidar nosso domínio. E, quando chegar a hora certa... tomar a Torre de Lúcifer e reescrever as regras da existência.

Harua sorriu, ansioso pelo que estava por vir. O mundo havia mudado, e com Azaroth Vermilion no comando, a nova ordem havia começado.

Azaroth e Harua estavam em seus aposentos, ainda no luxuoso hotel em Moscou. O ambiente estava silencioso, exceto pelas leves vibrações do mundo exterior. Harua, agora um vampiro imortal, olhava para seu irmão com uma mistura de respeito e admiração. Azaroth havia alcançado feitos inimagináveis, mas ainda havia obstáculos a serem superados. E um dos maiores desafios estava no horizonte: o Japão.

— Precisamos falar sobre o Japão, Harua — disse Azaroth, sua voz profunda cortando o silêncio. Ele estava de pé, com as mãos cruzadas nas costas, olhando pela janela para a cidade iluminada abaixo.

Harua assentiu, já esperando essa conversa. O Japão era um território complexo, e ambos sabiam disso.

— Sim... Shigen Yamazaki. — O nome saiu com um tom de respeito e apreensão. — Nosso pai. O único que ainda mantém aquele país fora do nosso alcance.

Azaroth virou-se, seus olhos vermelhos brilhando sob a luz suave do quarto.

— Shigen é mais forte do que qualquer um que enfrentamos até agora. Mais forte até mesmo que Aki. Um homem que domina o submundo japonês com punhos de ferro e uma vontade inquebrável.

Harua sabia que Azaroth raramente falava sobre Shigen. O Rei Demônio era uma figura lendária, temida até mesmo pelos próprios demônios.

— E como vamos derrotá-lo? Você sabe que ele não vai se curvar a nós. Ele é o tipo de homem que prefere morrer a servir.

Azaroth caminhou lentamente até a mesa onde descansava uma taça de vinho, que ele tomou em mãos com elegância.

— Shigen será um obstáculo, mas ele não é invencível. Sempre que mato um demônio, absorvo sua essência, sua força. Cada vida demoníaca que extingo me torna mais poderoso. — Ele tomou um gole da bebida, antes de continuar. — E, como Rei Vampiro, quando transformo alguém em vampiro, adquiro as habilidades dos meus servos.

Harua ergueu uma sobrancelha, intrigado.

— Até mesmo as minhas habilidades?

Azaroth sorriu, um sorriso que transmitia poder absoluto.

— Sim. Sua habilidade com a espada agora também é minha. Cada talento, cada força, cada habilidade dos meus servos se torna parte de mim. Não sou apenas um Rei. Sou uma colmeia de poderes que cresce a cada passo.

Harua ficou em silêncio por um momento, ponderando as palavras do irmão.

— Então, nosso próximo movimento é aumentar esse poder? Expandir ainda mais nossa influência?

Azaroth assentiu.

— Exatamente. E nosso próximo alvo é Xavier.

Harua franziu a testa ao ouvir o nome.

— Xavier... O Pecado da Preguiça. Não pensei que ele ainda estivesse ativo.

Azaroth colocou a taça de volta na mesa e cruzou os braços.

— Ele está. Xavier se escondeu na Inglaterra, liderando a gangue London Bridge após a morte de Leon Hendrigson. — Azaroth fez uma pausa. — E eu não quero demônios em meu mundo.

Harua entendeu imediatamente. Xavier era um dos Sete Pecados, um demônio poderoso que havia se infiltrado nas sombras do mundo humano. Sua presença em Londres representava uma ameaça ao controle de Azaroth.

— Então, vamos para Londres? — perguntou Harua, já ansioso pela batalha.

Azaroth deu um leve sorriso.

— Sim. Vamos acabar com a London Bridge, destruir Xavier e tomar a Inglaterra de uma vez por todas. Não há lugar para ele no novo mundo que estou construindo.

Harua se levantou, seu corpo exalando uma energia sombria e poderosa.

— Quando partimos?

Azaroth caminhou até ele, os olhos brilhando com determinação.

— Agora. Quanto antes destruirmos Xavier, mais rápido consolidamos nosso domínio sobre a Europa. E depois... o Japão será nosso próximo alvo.

Harua sorriu, empolgado com a perspectiva de enfrentar mais inimigos e aumentar o poder do irmão.

— Então vamos. Que os demônios saibam que este mundo já tem um novo rei.

Azaroth e Harua deixaram o hotel, suas figuras imponentes desaparecendo nas sombras da noite. O caminho até Londres estava traçado, e os dois irmãos, agora unidos por sangue e poder, estavam prontos para enfrentar qualquer desafio que surgisse em seu caminho.

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