Levi estava no centro de uma área desolada da arena, um campo de batalha cheio de destroços, poeira e ventos cortantes. Sua espada de plasma, brilhando intensamente com um azul incandescente, tremia em sua mão enquanto ele gritava com toda a força de seus pulmões:
— "LÚCIFER! Você vai pagar por isso, seu desgraçado! Eu juro por tudo que é sagrado, vou arrancar sua cabeça e destruir esse sorriso nojento da sua cara!"
O oponente de Levi, o reptiliano, apenas riu. Sua voz era grave e zombeteira:
— "Você está cheio de raiva, pequeno mortal. Isso só vai fazer sua morte mais saborosa."
— "Cale a boca!" Levi rugiu, avançando como um raio.
A espada de plasma de Levi cortou o ar, emitindo um som estridente enquanto se chocava contra o machado do demônio. A força do impacto fez o chão tremer, mas Levi não recuou. Ele continuou avançando, golpe após golpe, movendo-se com uma velocidade frenética, como se fosse movido por puro ódio.
O demônio tentou contra-atacar, mas Levi parecia incontrolável, desviando dos ataques e contra-atacando com precisão brutal. Cada golpe de sua espada cortava profundamente a carne do demônio, fazendo faíscas e sangue negro voarem por toda parte.
— "Você ri enquanto os inocentes morrem! Você ri enquanto meu amigo foi torturado e morto!" Levi gritou, lágrimas escorrendo por seu rosto enquanto continuava a atacar. "VOCÊ NÃO TEM O DIREITO DE EXISTIR!"
O demônio finalmente conseguiu afastar Levi com um golpe poderoso de seu machado, enviando-o voando para trás. Levi bateu contra uma rocha, mas se levantou quase instantaneamente, cuspindo sangue e segurando sua espada com força renovada.
— "É isso que você tem?" Levi rosnou, encarando o demônio com olhos cheios de fúria. **"Você não é nada além de mais uma piada patética de Lúcifer!"
O demônio rugiu de raiva e correu em direção a Levi, levantando o machado para um golpe mortal. Mas Levi estava preparado. Ele canalizou toda sua energia para a espada de plasma, que começou a brilhar com uma intensidade cegante.
— "MORRA!" Levi gritou, desferindo um golpe vertical que cortou o machado ao meio e atravessou o torso do demônio.
O monstro gritou em agonia enquanto seu corpo começava a se desintegrar em cinzas. Levi, ensopado de sangue e suor, olhou para o céu, onde o holograma de Lúcifer ainda sorria.
— "Você está se divertindo, não é, maldito?" Levi gritou, sua voz rouca de tanto gritar. "Você pensa que isso é um jogo! Mas eu juro, pelo sangue de Liam, que vou te encontrar. Vou acabar com você! E você nunca mais vai rir de ninguém!"
Lúcifer apenas riu, sua voz ecoando pela arena.
— "Ah, Levi... Você é tão previsível. Sua raiva me alimenta. Mas continue, pequeno mortal. Prove-me que você é digno de ser esmagado por mim no futuro."
Levi caiu de joelhos, ainda segurando sua espada. As lágrimas continuavam a escorrer, mas sua expressão era de pura determinação. Ele murmurou para si mesmo:
— "Liam... eu vou vingar você. Eu prometo."
Enquanto isso, o público que assistia pelos drones estava em choque. A brutalidade de Levi, sua dor crua e suas palavras de desafio contra Lúcifer ressoaram em todo o mundo. Ele não era apenas um lutador; ele era um homem quebrado pela perda, mas disposto a transformar essa dor em força.
Yuki estava no centro da arena, os ventos cortantes que emanavam de seu inimigo de gelo se misturando com a ardente fúria dentro dela. Seus olhos estavam tão vermelhos quanto as chamas que ela conjurava, uma chama alimentada pela raiva e pela dor pela morte de Liam. Ela não se importava mais com a tática ou com a necessidade de poupar energia — ela só queria vingança. O demônio de gelo diante dela sorriu, uma expressão fria e insensível, suas mãos envoltas em cristais de gelo que brilhavam à luz da arena.
— "Você parece furiosa, pequena humana," o demônio disse com uma voz gélida, quase como se estivesse falando de algo sem importância. "Mas sua raiva não vai mudar o fato de que eu sou a morte que você está prestes a enfrentar."
Yuki não respondeu. Sua mão se estendeu, e a chama da sua magia de 7º círculo de fogo explodiu, iluminando a arena em um brilho vermelho e laranja. Ela rugiu enquanto a onda de fogo avançava em direção ao demônio, mas ele a recebeu com uma explosão de gelo que congelou o ar ao redor, formando uma parede impenetrável de cristais brilhantes.
— "Você vai precisar de mais do que isso, menina," o demônio zombou, seus olhos gélidos observando o ataque ser absorvido pela nevasca que ele criava.
Yuki não hesitou. Ela estalou os dedos e, em um movimento rápido, invocou outra onda de fogo, mais intensa e furiosa do que a anterior, que envolveu o demônio em chamas. Mas o demônio sorriu, a névoa gelada ao seu redor tornando-se mais espessa e mais concentrada, até que as chamas de Yuki começaram a se apagar lentamente.
— "É patético," o demônio disse, rindo enquanto olhava para Yuki. "Nada pode vencer o gelo eterno."
Mas Yuki estava longe de desistir. Seu corpo tremia de raiva, e ela sentiu algo dentro dela se quebrar, uma decisão tomada com o peso da perda. Ela não era mais a mesma. Ela sentiu a fúria consumir seu ser, e sua magia reagiu a isso.
— "Nada é eterno, idiota!" Yuki gritou, e sua magia de fogo se intensificou.
Com um movimento rápido, ela saltou para frente, suas mãos se movendo como se quisesse alcançar o próprio céu. Uma coluna de fogo tão intensa e brilhante surgiu, maior do que qualquer coisa que ela tivesse feito até agora. A temperatura ao redor aumentou drasticamente, derretendo o gelo instantaneamente e criando vapor que obscurecia a visão.
O demônio de gelo tentou criar uma barreira defensiva, mas foi tarde demais. A onda de calor explodiu contra ele com uma força catastrófica, e seu corpo foi envolvido em chamas implacáveis. Ele gritou enquanto a magia o consumia, mas não havia mais nada que ele pudesse fazer. O gelo derreteu, e seu corpo, outrora firme e intransponível, se transformou em nada mais do que uma poça de água derretida.
Yuki caiu de joelhos, exausta, o suor escorrendo por seu rosto. O calor de sua magia havia drenado quase todas as suas forças, mas ela sentia a satisfação da vitória. Ela olhou ao redor, percebendo o silêncio que tomou conta da arena. Não havia mais nada à sua volta, exceto o cheiro de fumaça e a presença da morte.
Ela engoliu em seco, os olhos cheios de dor. Ela se lembrou da expressão do rosto de Liam quando ele foi morto, a desesperança em seus olhos enquanto o demônio se divertia com ele. Ela gritou para o céu, um som rouco de fúria e tristeza:
— "Liam!"
O eco de sua voz desapareceu na vastidão da arena. Yuki respirou fundo, tentando acalmar a tempestade dentro de si, mas o peso da raiva a esmagava. Ela estava exausta, mas sabia que a luta não havia terminado. A guerra apenas começara.
Ela olhou para o céu e jurou a si mesma, jurou em memória de Liam:
— "Eu vou acabar com todos eles."
A arena era um campo de destruição. O cenário já estava saturado de mortes, mas agora o foco de todos estava em Aki, que se preparava para sua luta contra Kaelthar, o Esmagador de Almas. A criatura diante dele era um monstro colossal, sua altura era quase o dobro de qualquer humano ali presente, com quatro braços musculosos segurando diferentes armas — uma machadinha enorme, uma lança de ponta afiada, uma espada de duas lâminas e um martelo gigantesco. Seus olhos ardentes e vermelhos brilhavam com uma intensidade infernal, como se ele fosse a própria personificação da ira. A sua aparência ameaçadora contrastava com a expressão imperturbável de Aki.
Kaelthar riu de maneira cruel, olhando para Aki com desprezo.
— "Você é só um menino perdido no meio de um jogo que não entende. A morte de seu amigo não fez nada em você, não foi? Você realmente não sente nada? Apenas um rosto sem expressão, um corpo sem alma!"
Aki permaneceu imóvel, seus olhos rosa e vazios observando o monstro. Ele ouviu as palavras do demônio, mas não se deixou afetar. A raiva que o consumia estava lá, pulsando em seu interior como uma tempestade silenciosa. Ele não precisou gritar ou se agitar para demonstrar o que sentia. A única coisa que Kaelthar conseguiu perceber foi a frieza na postura de Aki, que agora parecia ainda mais ameaçadora.
— "Eu sinto muito, Kaelthar." Aki respondeu com sua voz calma e suave, mas as palavras carregavam um peso inusitado. "Eu tenho ódio, e vou descontar ele em você."
Aki não deu tempo para o demônio reagir. Com um movimento ágil, ele saltou para frente, seus pés mal tocando o chão enquanto ele se aproximava rapidamente. Kaelthar tentou reagir, mas Aki já estava sobre ele. A primeira lâmina do demônio foi bloqueada com o braço de Aki, que usou seu corpo com destreza sobrenatural, desviando das outras lâminas com facilidade.
Sem hesitar, Aki avançou com uma violência que surpreendeu até os observadores mais experientes. Ele não usava armas, apenas seus próprios punhos. Ele desferiu uma série de socos rápidos e poderosos, cada golpe com precisão exata. O som do impacto ressoava, e Kaelthar, mesmo sendo uma criatura gigantesca, começou a retroceder, perdendo o equilíbrio sob a força dos golpes de Aki. A pele do monstro se partia sob o impacto, e o sangue negro jorrava de cada ferimento.
Em um movimento brutal, Aki agarrou o braço de Kaelthar que segurava o machado e, com uma força impensável, arrancou o braço do demônio de seu corpo. O grito de Kaelthar foi abafado pela dor, mas Aki não mostrou nenhum sinal de compaixão. Ele pegou o braço arrancado e o usou como uma arma improvisada, desferindo golpes violentos contra o peito do demônio, rasgando sua carne e causando uma dor insuportável ao seu oponente.
O demônio tentou retaliar com os outros braços, mas Aki foi incansável, seus punhos se movendo com uma precisão assassina. Ele dilacerou cada um dos outros braços de Kaelthar, arrancando-os um por um, quebrando ossos e arrancando pedaços de carne com uma brutalidade fria. Kaelthar estava agora quase imóvel, seus gritos de agonia abafados pela força implacável de Aki.
O ar ao redor parecia pesado, como se a própria arena estivesse sentindo a dor que Aki estava infligindo. O público, antes em silêncio tenso, agora estava completamente paralisado. Eles assistiam enquanto Aki, com sua expressão de gelo, continuava a torturar Kaelthar, os olhos fixos em seu inimigo enquanto ele lentamente, mas de forma meticulosamente cruel, arrancava pedaços da criatura.
Kaelthar não era mais do que uma sombra do que havia sido, sua forma colossal agora fragmentada e sangrando profusamente. Aki, no entanto, não parou. Ele olhou para o demônio com a mesma indiferença que mostrava antes da luta, mas dentro dele, a raiva silenciosa queimava como uma chama inextinguível.
Depois de um tempo, Kaelthar já não tinha mais forças para lutar. Ele estava caído, sem os braços e com o corpo mutilado. Aki se aproximou lentamente, sem pressa, e com um último golpe, perfurou o coração do demônio com um soco direto, esmagando-o. A criatura tremeu por um momento, antes de cair de vez, sua vida se dissipando no ar.
O silêncio na arena foi absoluto por um breve momento. Todos os olhos estavam em Aki, que permaneceu ali, de pé, com a mesma expressão impassível. Ele olhou para o céu, onde o holograma de Lúcifer ainda se mantinha, observando. Aki respirou fundo, e então falou, sua voz grave e cheia de uma promessa ameaçadora:
— "Lúcifer."
Ele apontou para o holograma do demônio, seus olhos irradiando uma frieza absoluta.
— "Mesmo que eu morra, eu juro que não vai sobrar ninguém no inferno. Se eu cair, o inferno vai cair também."
Aquelas palavras reverberaram em todo o espaço, e uma tensão incomparável tomou conta da arena. O sorriso de Lúcifer desapareceu, seus olhos se estreitando à medida que Aki fazia seu juramento. A ameaça estava clara, e pela primeira vez, o demônio parecia levar as palavras de Aki a sério.
O silêncio após o discurso de Aki foi tenso, como se até mesmo o próprio inferno estivesse esperando uma resposta. Lúcifer, no entanto, apenas riu, mas sua risada agora parecia menos confiável, mais forçada. Ele sabia que havia algo ali, uma força imensurável em Aki Yamazaki que ele ainda não compreendia completamente.
— "Veremos, Aki Yamazaki... veremos." Lúcifer respondeu, sua voz agora tingida de uma ameaça velada.
A mensagem ressoou na arena, ecoando em cada canto. O texto surgiu nos céus, iluminando o campo de batalha com sua luz fria e intransigente:
"Missão Concluída. Fim do Tutorial. A Torre está agora acessível. Aqueles que desejarem seguir para o próximo estágio podem fazê-lo agora."
As palavras pairaram no ar por um momento, mas ninguém reagiu imediatamente. A dor da luta ainda era palpável, o cheiro do sangue de Kaelthar ainda impregnava a arena, mas o maior peso era a ausência de Liam. Eles tinham vencido os demônios, mas a vitória não trouxe alívio. O mundo inteiro sabia que não era uma conquista limpa.
Foi então que o campo de batalha começou a se desintegrar ao redor deles. A barreira mágica, que separava cada um dos combatentes, desapareceu, e os cinco sobreviventes da luta foram rapidamente teleportados para um novo local — uma tenda, sombria e silenciosa, longe do campo de batalha.
A sala era fria. As paredes de tecido pareciam impenetráveis, e o silêncio que pairava era quase opressor. A tensão entre eles era palpável, mas ninguém sabia como começar. Todos estavam à flor da pele, suas emoções à beira de um colapso. Yuki, com o olhar fixo e raivoso, foi a primeira a romper o silêncio.
— "Liam... Liam não merecia isso." Sua voz tremia de raiva, as palavras saindo com dificuldade, como se algo dentro dela quisesse explodir a qualquer momento. "Ele era o mais fraco de nós. Ele não deveria estar lá. Ele... ele não era um lutador. Por que ele tinha que morrer?"
Ela apertou as mãos, os olhos fechados para conter as lágrimas. Sua dor era misturada com um ódio corrosivo que se apoderava de seu coração. Ela sabia que as palavras de Lúcifer, que tinham feito Liam se enfrentar àquela demônia torturadora, eram a chave para entender o porquê. Mas isso não aliviava o peso da perda.
Levi, sempre mais impulsivo e dominado pelo instinto, rugiu de raiva, os punhos cerrados com força suficiente para fazer os ossos rangirem.
— "Aquele desgraçado... Lúcifer!" Ele bateu com força na mesa que estava à sua frente, fazendo o barulho ecoar pela tenda. "Eu vou matá-lo! Eu juro que vou destruir ele!" Ele estava inconformado, a dor da perda de Liam o esmagando como uma tonelada de pedras. "Ele... ele não teve chance! Não teve chance contra aquele monstro!"
Belzebu, geralmente mais calmo, olhou para os outros com um semblante sombrio, sua expressão séria. Ele sabia que palavras não eram suficientes para expressar o que todos estavam sentindo, mas isso não os impedia de querer vingança. Eles queriam justiça. Não apenas por Liam, mas por todos os que haviam caído até agora.
— "A morte de Liam... não pode ser em vão." Sua voz era profunda e imponente, mas havia um tom de tristeza em sua fala. "Nós fizemos isso por um motivo. A torre... isso é o que importa agora. Mas não podemos esquecer. A vingança é algo que devemos buscar, mas a missão... ela ainda está à nossa frente."
Aki, no entanto, se manteve em silêncio, sua expressão imperturbável como sempre. Todos olharam para ele, esperando algum tipo de resposta. Ele, que parecia o mais calmo de todos, ainda não havia dito nada sobre a morte de Liam. Mas em seus olhos, algo estava presente. Era como se, por um breve momento, eles pudessem ver a verdadeira raiva que queimava dentro dele, algo muito mais profundo do que qualquer um poderia imaginar.
Por fim, ele falou, sua voz fria e controlada, mas carregada de um ódio indescritível:
— "Liam era um aliado, um amigo." As palavras saíram com um peso que parecia arrastar o ambiente. "Sua morte não vai ser esquecida. E isso não vai ser perdoado."
Ele parou, olhando diretamente para cada um deles, seus olhos desafiadores e implacáveis. O silêncio se fez por um momento, até que ele finalmente continuou.
— "Mas não vamos deixar que ele tenha morrido em vão." Ele se levantou, os olhos agora fixos na tela que ainda mostrava o aviso da torre. "A vingança será nossa. E quem nos parar, será destruído."
A tensão na sala era palpável, mas algo dentro deles mudou naquele momento. Eles não estavam apenas mais furiosos — estavam decididos. E agora, havia mais uma razão para continuar: a vingança pela morte de Liam, que só aumentava a raiva e o ódio que queimavam em seus corações. A Torre era a única coisa à frente deles, e quem estivesse no caminho, cairia.
Com um último olhar para os outros, Aki murmurou em voz baixa, como se falando para si mesmo, mas todos ouviram:
— "Lúcifer... eu vou fazer você pagar por isso."
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Atualizado até capítulo 28
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