Aki vs Aki

Aki caminhou pela tundra gelada, seus olhos atentos a qualquer movimento ao redor. Logo avistou o que procurava: um imponente urso polar de seis metros de altura, sua pelagem branca como a neve reluzindo sob a luz do bioma gelado. O animal parecia uma muralha viva, com músculos poderosos e olhos ferozes que examinavam a paisagem.

Sem hesitar, Aki se aproximou em silêncio, seus passos quase inaudíveis no gelo. Quando o urso finalmente percebeu sua presença, foi tarde demais. Com um movimento rápido e mortal, Aki usou suas lâminas de sombra para atingir pontos vitais, encerrando a vida do urso de forma eficiente e sem danificar sua valiosa pele.

Aki, agora em frente ao enorme corpo do animal, conjurou uma pequena lâmina de sombra em sua mão. Com extrema precisão, ele começou a separar a pele e o pelo, evitando qualquer dano ao material. O trabalho foi meticuloso, mas rápido, aproveitando ao máximo cada parte do urso.

Ele transformou a pele e o pelo em uma roupa resistente e quente, usando tiras de couro improvisadas para ajustá-la ao seu corpo. O resultado foi uma vestimenta robusta e eficaz, perfeita para o frio extremo. Em seguida, separou a carne do urso, empilhando os pedaços em seu inventário enquanto descartava o que não tinha utilidade.

De volta ao iglu que havia construído, Aki acendeu uma fogueira simples usando gravetos e magia de fogo de baixo nível. Ele preparou pedaços de carne do urso em espetos improvisados, assando até que o aroma suculento enchesse o ar.

Sentado perto do fogo, ele comeu sem pressa, saboreando cada pedaço enquanto sentia suas forças retornarem. A carne era rica e nutritiva, perfeita para restaurar suas energias após os combates intensos.

Após a refeição, Aki deitou no interior do iglu, usando o calor residual do fogo para se aquecer. Seu corpo sobre-humano se recuperava rapidamente, e em apenas duas horas, ele estava completamente revigorado.

Vestindo sua nova roupa de pele de urso, Aki deixou o iglu para trás, seus passos firmes o levando ao próximo desafio. À medida que se aproximava do bioma de metal, a transição na paisagem era evidente.

O frio extremo deu lugar a um ambiente metálico e sombrio. Torres de aço emergiam do solo como árvores em uma floresta de metal, e o chão estava coberto por uma mistura de sucata e rochas ferruginosas. O ar era carregado com o som de máquinas ao longe, um zumbido constante que parecia o prenúncio de desafios ainda maiores.

Aki respirou fundo, os seus olhos brilhando com determinação. Ele sabia que a próxima batalha o levaria a testar os limites da sua força e engenhosidade mais uma vez.

Ao entrar no bioma de metal, o sistema imediatamente emitiu a notificação que Aki já esperava:

"Missão: Mate 300 androides humanoides."

Ele começou a explorar o terreno, seus passos ecoando sobre o solo metálico e irregular. As torres de aço lançavam sombras longas e ameaçadoras, e os sons distantes de maquinário ativo alertavam para a presença dos inimigos.

Logo, os primeiros androides apareceram. Eram figuras humanoides feitas de uma liga metálica negra com reflexos azulados, suas articulações emitindo sons suaves de engrenagens. Os olhos brilhavam em tons de vermelho, e seus braços possuíam emissores de plasma embutidos, prontos para disparar rajadas destrutivas.

Os androides avançaram em grupo, seus movimentos precisos e calculados. Assim que a primeira rajada de plasma foi disparada, Aki desviou com um movimento ágil, aproximando-se rapidamente.

Com um único soco, ele atingiu o núcleo exposto de um dos androides, localizado no centro do peito. O impacto foi tão forte que o núcleo explodiu em uma onda de energia, desativando o inimigo instantaneamente. A onda de choque atingiu os androides próximos, deixando-os brevemente desestabilizados.

Sem dar chance para retaliação, Aki girou no ar, desferindo um chute devastador que arrancou a cabeça de outro androide, seguido de um golpe direto que atravessou a carcaça de mais um, destruindo outro núcleo com facilidade.

Conforme Aki avançava, os androides começaram a surgir em maior número. Eles se adaptaram rapidamente, coordenando ataques em formação. Rajadas de plasma cruzavam o ar, explodindo ao seu redor e deixando marcas de calor no chão metálico.

Aki manteve a calma, usando o ambiente a seu favor. Ele saltava entre as torres de aço, desviando das rajadas e atacando com precisão cirúrgica. Suas mãos nuas destruíam os núcleos com socos que ecoavam pelo bioma, cada impacto uma explosão brilhante que iluminava brevemente o campo de batalha.

Mesmo diante de ataques combinados, Aki continuava imparável. Ele aproveitava cada abertura, utilizando sua agilidade e força bruta para sobrepujar os oponentes. Quando cercado, usava o chão metálico como trampolim, saltando alto para evitar os ataques e, em seguida, descendo como um meteoro para esmagar os inimigos com um golpe devastador.

Ao longo da batalha, o cansaço parecia inexistente para Aki, embora seu corpo começasse a exibir os sinais de combate intenso. Sua roupa de pele de urso estava chamuscada em alguns pontos, e cortes leves marcavam sua pele, mas ele não desacelerava.

Com o passar do tempo, os androides começaram a diminuir em número. Quando o último grupo de inimigos apareceu, Aki já havia derrotado quase 300. Ele avançou com um rugido determinado, desferindo uma sequência de golpes que terminou com uma explosão massiva ao destruir os núcleos restantes de uma só vez.

Finalmente, o sistema notificou:

"Missão concluída: Mate 300 androides humanoides. Recompensa: +300 pontos não distribuídos e o título 'Destruidor de Autômatos'."

O título aumentava sua resistência a ataques de energia em 30% e conferia um aumento de 50 pontos em cada atributo.

Aki sentiu o efeito do título imediatamente. Sua força já absurda parecia ainda maior, e ele observou o bioma ao seu redor, vazio e silencioso após a carnificina. Ele limpou o sangue e a fuligem de suas mãos e respirou fundo, pronto para continuar sua jornada.

Porém, assim como nos biomas anteriores, uma nova notificação surgiu:

"As condições foram atendidas. O Boss Secreto do Bioma de Metal foi despertado."

Aki estava parado no centro do bioma metálico quando a notificação ecoou em sua mente:

"O Boss Secreto foi despertado: Mímico de Platina. A criatura tomará a forma daquilo que você mais teme."

Ele ergueu o olhar, sentindo o ar ao seu redor mudar. O chão metálico sob seus pés começou a vibrar, e uma figura começou a emergir lentamente de uma plataforma prateada à frente. O brilho da platina refletia a luz artificial do bioma, formando uma silhueta que se solidificava a cada segundo.

O corpo da criatura tomou forma, e o resultado fez Aki apertar os punhos.

Ali, diante dele, estava uma cópia perfeita de si mesmo. Porém, enquanto Aki era humano, com pele pálida e olhos brilhantes, essa versão era feita de platina pura, com detalhes intricados esculpidos em sua superfície metálica. Os olhos brilhavam em um rosa intenso, quase demoníaco, e emanavam uma aura ameaçadora.

"Então, meu maior medo sou eu mesmo." Aki sorriu de canto, apesar da tensão evidente. Ele sabia que estava prestes a enfrentar algo que refletia não apenas sua força, mas também sua frieza e brutalidade.

Aki avançou primeiro, a sombra de seus pés tomando a forma de lâminas afiadas que cortavam o ar em direção ao Mímico. Mas a cópia reagiu instantaneamente, espelhando o movimento com suas próprias lâminas de platina. O impacto das armas criou uma onda de choque que rachou o solo ao redor.

Antes que a poeira assentasse, o Mímico de Platina contra-atacou com um chute que Aki desviou por pouco, recuando para analisar o padrão de ataque do inimigo. Porém, ele percebeu que cada movimento do Mímico era quase idêntico ao seu.

O monstro saltou para o alto, conjurando espadas de platina que disparou em direção a Aki. Ele desviou com giros precisos, mas não conseguiu evitar um corte no braço esquerdo, o metal rasgando sua carne e deixando um rastro de sangue.

"Impressionante," Aki murmurou, apertando o corte para estancar o sangue. "Você é rápido, mas vamos ver se consegue acompanhar a criatividade."

Aki começou a usar variações de ataques que ele raramente usava. Ele criou um arco de sombras, disparando flechas em sequência contra o Mímico, que respondeu com uma barreira de platina tão densa que as flechas se despedaçaram no impacto.

A criatura contra-atacou com uma investida, moldando o braço em uma lâmina gigantesca. Aki bloqueou com dificuldade, sentindo o peso esmagador da platina, mas usou o momento para deslizar por baixo do Mímico, desferindo um golpe nas pernas da criatura.

O corte abriu uma fissura no metal, mas ao invés de enfraquecer, o Mímico regenerou a área instantaneamente, a platina rearranjando-se como se fosse líquida.

"Nada mal," Aki comentou. "Mas regeneração não vai salvar você para sempre."

O Mímico começou a mudar sua estratégia, combinando ataques físicos com magia de fogo de alto nível. Bolas de fogo incandescentes surgiram ao redor da criatura, voando em direção a Aki como cometas.

Aki conjurou barreiras de gelo e saltou para evitá-las, mas a criatura continuava a pressioná-lo, adaptando seus ataques com velocidade assustadora. Um soco do Mímico atingiu Aki no estômago, lançando-o contra uma das torres metálicas, que rachou com o impacto.

Mesmo assim, Aki se levantou, um sorriso maníaco surgindo em seu rosto. O sangue escorria de sua boca, mas ele parecia mais motivado do que nunca.

"Você é forte, mas eu também sou. Agora vamos ver quem é mais resistente."

O Mímico respondeu com um rugido metálico, moldando suas mãos em martelos gigantescos e avançando com força total. Aki desviou, absorvendo cada movimento como uma dança letal, estudando cada padrão.

O chão metálico era marcado pelos golpes brutais de ambos. Fissuras e buracos surgiam onde quer que o combate acontecesse, enquanto rajadas de energia e magia enchiam o ar com explosões ensurdecedoras.

Aki sabia que precisaria de mais do que força bruta para superar um inimigo que era, essencialmente, ele mesmo.

O combate alcançava níveis inimagináveis, com ambos, Aki e o Mímico, lutando como espelhos de pura habilidade e brutalidade. Cada soco, cada chute, e cada feixe de magia trocado entre eles era seguido por um contragolpe igualmente devastador. O bioma de metal tremia com o impacto de cada golpe, e o chão metálico já estava irreconhecível, repleto de crateras e fissuras.

Porém, Aki, sempre observador, começou a notar um padrão. O Mímico não era um verdadeiro oponente independente — ele apenas copiava os ataques de Aki que refletiam em seu corpo.

"Então, é isso? Você só pode copiar o que vê..." Aki murmurou, seu olhar se estreitando.

Sabendo disso, Aki ativou uma magia poderosa que raramente usava: o Manto do Vazio, uma ilusão de 11° círculo. Seu corpo desapareceu completamente da visão do Mímico, tornando-o invisível tanto aos olhos quanto às percepções mágicas da criatura.

O Mímico parou por um momento, confuso, seus movimentos agora descoordenados. Sem poder copiar o que não conseguia ver, a criatura ficou vulnerável pela primeira vez.

Aki não perdeu tempo. Emergiu da invisibilidade em um movimento rápido e direto, desferindo um soco devastador na lateral do corpo metálico do Mímico. O impacto foi tão violento que rachou a platina reluzente, expondo pequenas fissuras brilhantes por todo o torso da criatura.

"Agora você é só um alvo," Aki sussurrou, enquanto continuava a desferir golpes.

Cada soco era preciso, brutal, e mais intenso que o anterior. Aki focava seus ataques na área central do Mímico, acreditando que ali residia o núcleo da criatura. O Mímico tentou reagir com movimentos erráticos, moldando lâminas e martelos de platina, mas a invisibilidade e a velocidade de Aki eram superiores.

Finalmente, após uma sequência implacável de socos e chutes, o núcleo brilhante do Mímico foi exposto. Ele pulsava com uma luz prateada intensa, como o coração de uma estrela.

Aki sorriu, seu corpo ainda coberto de cortes e sangue. Ele agarrou o núcleo com as mãos ensanguentadas, o metal queimando sua pele enquanto ele o segurava com firmeza.

"Você lutou bem," ele disse, sua voz cheia de determinação. "Mas agora é o fim."

Com toda a força, Aki lançou o núcleo para o alto. Ele ergueu a mão direita e conjurou uma magia de fogo de 12° círculo: Inferno das Chamas Negras Eternas.

Uma esfera colossal de fogo negro surgiu acima dele, girando e pulsando com uma energia destrutiva inimaginável. Ele lançou a magia contra o núcleo, que foi consumido instantaneamente pela explosão.

A explosão não foi apenas destrutiva; foi um espetáculo. Chamas negras iluminaram o bioma inteiro, criando um contraste surreal entre a escuridão e o brilho metálico ao redor. O impacto deixou o chão tremendo, e um vento poderoso percorreu o campo de batalha, levando consigo a última presença do Mímico de Platina.

Quando tudo terminou, Aki ficou parado no centro da devastação, respirando profundamente. Seu corpo estava coberto de sangue e suor, mas seus olhos brilhavam com determinação.

"Próximo." Ele murmurou, já se preparando para o que viria.

Quando o sistema notificou a morte do Mímico de Platina, várias mensagens surgiram na interface de Aki:

"Parabéns! Você derrotou o Boss Secreto: Mímico de Platina. Recompensas concedidas:

- Título: 'Exterminador de Reflexos' (Efeito: Reduz em 50% o dano recebido de inimigos que copiem ou espelhem suas habilidades).

- Item: Núcleo de Platina Pura (Pode ser usado para forjar ou aprimorar equipamentos de rank elevado).

- Habilidade: Escudo Prateado (Permite criar um escudo temporário de platina pura que absorve até 75% do dano recebido por 30 segundos).

- 10.000 Pontos de Torre.

Enquanto Aki lia as notificações, em outra parte da torre, o administrador Dionísio assistia tudo de sua sala. Ele era um homem imponente, com uma aura carismática que emanava autoridade e mistério. Observava o monitor à sua frente, mostrando o caos que Aki havia causado no andar metálico.

— Isso é... — Dionísio murmurava para si mesmo. — Ninguém nunca demonstrou tanto poder apenas no primeiro andar. Ele é uma calamidade viva.

Decidido, Dionísio deixou sua sala e desceu pessoalmente para encontrar Aki. Quando o encontrou, ele parecia tão calmo e indiferente quanto sempre, apesar de toda destruição que deixara para trás.

"Yamazaki Aki," Dionísio chamou, sua voz reverberando pelo local. "Sou eu de novo, Dionísio, o administrador do primeiros dez andares. Venho pessoalmente entregar suas recompensas adicionais e, claro, fazer uma oferta que talvez interesse a alguém tão poderoso quanto você."

Dionísio explicou sobre as recompensas e as entregou. Em seguida, começou a falar sobre a guilda do Olimpo, liderada por Zeus, que patrocinava os melhores escaladores da torre.

"Você terá privilégios como acesso exclusivo a armas divinas, habilidades raras, suporte financeiro e informações que outros jogadores jamais teriam. Com seu talento, não apenas subiria mais rápido, como também se tornaria uma lenda ainda maior," Dionísio dizia, sua voz carregada de entusiasmo.

Aki, no entanto, permaneceu impassível. Ele o encarou, seus olhos frios e cortantes como lâminas.

"Eu aprecio a oferta," Aki respondeu, sua voz calma mas firme. "Mas não pretendo me juntar a uma guilda. Pelo menos, não por enquanto."

Dionísio parecia surpreso, mas não insistiu. Ele entendia que pessoas como Aki raramente eram influenciadas por promessas.

"Muito bem," Dionísio disse. "Se mudar de ideia, o convite estará aberto. Agora, vou levá-lo ao segundo andar."

Dionísio usou uma habilidade administrativa para abrir um portal, e Aki o seguiu.

O segundo andar era um contraste completo com os biomas brutais e desolados do primeiro andar. A entrada levava a uma enorme cidade grega, com colunas de mármore branco, ruas de pedra polida, e prédios imponentes. Havia praças movimentadas, fontes de água cristalina, e mercados cheios de mercadores oferecendo itens mágicos, equipamentos, e artefatos.

Jogadores de diferentes origens e aparências vagavam pelas ruas, alguns em grupos, outros sozinhos, cada um carregando suas histórias e objetivos.

"Aqui é a Cidade de Eos," explicou Dionísio. "Um ponto seguro para os escaladores. Você pode descansar, negociar, ou se preparar para os desafios do próximo andar."

Aki caminhou pela cidade com seu típico olhar analítico. Ele notou que muitos jogadores o encaravam, especialmente aqueles que podiam sentir a pressão de sua presença ou haviam ouvido boatos de um novato que já havia matado bosses secretos no primeiro andar.

Sem se importar com os olhares, Aki encontrou uma praça com uma fonte. Ele se sentou, observando os arredores, analisando o próximo passo em sua jornada pela torre.

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