Caçador

A batalha começou com Yggdran atacando com suas enormes raízes. Elas vinham de todas as direções, afiadas como lanças. Cada movimento da criatura era acompanhado por tremores e o som de árvores sendo derrubadas. Aki desviava com agilidade inumana, saltando entre troncos e deslizando pelo chão, observando cada ataque com atenção.

“Você é grande, mas lento”, murmurou ele, sua expressão neutra.

Yggdran rugiu em resposta, liberando uma onda de energia que fez as plantas ao redor crescerem instantaneamente, criando um labirinto de árvores vivas. De seus galhos, vinhas espinhosas se lançaram como chicotes, tentando prender Aki. Ele esquivou-se de uma, depois de outra, até que um chicote o acertou de raspão, rasgando sua camisa e deixando um corte profundo no peito.

Ele olhou para o sangue escorrendo e apertou os punhos. “Isso foi novo.”

Aki rapidamente escalou uma árvore próxima, usando sua força para arrancar um dos galhos e jogá-lo como uma lança em Yggdran. O projétil cravou-se no ombro do colosso, mas foi pouco mais que um incômodo para a criatura. Yggdran gritou e golpeou a árvore onde Aki estava, partindo-a ao meio. Ele saltou no último segundo, girando no ar e aterrissando em uma raiz gigante.

“Não vai ser tão fácil assim.”

Yggdran ergueu ambos os braços e cravou-os no chão. Imediatamente, raízes começaram a sair do solo, como cobras gigantes tentando pegar Aki. Ele correu, saltando e rolando entre as raízes que emergiam em sua direção. Quando uma delas tentou prendê-lo, ele segurou-a com ambas as mãos, forçando-a a se partir com pura força bruta.

“Você é forte, mas eu sou mais persistente.”

Aki avançou pelo campo de batalha, ignorando os cortes e ferimentos. Ele chegou próximo ao colosso e saltou em direção ao seu tronco. Usando suas mãos como lâminas, ele começou a arrancar pedaços da madeira viva que formava o corpo de Yggdran. A criatura gritou, balançando os braços para derrubá-lo, mas Aki se segurou firme.

De repente, uma onda de energia mágica irradiou do monstro. As plantas ao redor começaram a liberar um pólen brilhante. Aki sentiu seus movimentos ficarem mais lentos, seu corpo começando a fraquejar.

“Veneno?” ele pensou, apertando os dentes.

Yggdran aproveitou a oportunidade e atacou com um braço massivo. O golpe acertou Aki em cheio, lançando-o contra uma rocha. Ele cuspiu sangue, mas levantou-se, limpando a boca com a mão.

“Você está começando a me irritar”, disse, a voz fria como gelo.

Aki começou a usar o ambiente ao seu favor. Ele arrancou pedras do solo e as lançou em pontos estratégicos do corpo de Yggdran, mirando nas juntas de suas raízes e galhos. Cada impacto causava rachaduras e dificultava os movimentos da criatura.

Percebendo que não poderia vencer Yggdran apenas na força bruta, Aki mudou de estratégia. Ele começou a correr em círculos ao redor do colosso, atraindo seus ataques para um único ponto. As raízes e braços de Yggdran começaram a destruir o solo e as árvores ao seu redor, criando uma abertura no campo de batalha.

“Agora.”

Aki correu em direção ao tronco central de Yggdran. Ele concentrou toda a sua força em um único soco, mirando no ponto onde as raízes se conectavam ao corpo principal. O impacto foi tão poderoso que ecoou pela floresta inteira, rachando o tronco e fazendo o colosso gritar em dor.

Yggdran, em um último ato desesperado, ergueu todas as suas raízes e as lançou como uma chuva de lanças em direção a Aki. Ele, no entanto, saltou por cima do monstro, usando as raízes como apoio para chegar até sua cabeça.

“Fim da linha.”

Com ambas as mãos, Aki arrancou uma grande parte do rosto de madeira de Yggdran, expondo uma esfera pulsante de energia verde no centro. Ele segurou a esfera com força e a esmagou.

Yggdran gritou uma última vez antes de desmoronar. Suas raízes secaram, e o corpo colossal começou a se desfazer em pó.

O sistema notificou:

"Parabéns! Você derrotou Yggdran, o Guardião da Raiz Primordial.

Recompensas: 10.000 Pontos de Experiência, 1 Núcleo de Raiz Primordial, 500 Pontos de Habilidade."

Aki ficou parado no campo de batalha destruído, respirando pesadamente, mas ainda com aquela expressão calma e neutra.

"Foi divertido", disse ele, enquanto olhava para a floresta agora silenciosa. "Mas isso é só o começo."

Após a luta Aki avistou um grande rio e calmamente ele caminhava pelo rio enquanto lavava o sangue seco que marcava seu corpo e suas roupas. O líquido rubro, misturado ao seu próprio, era um lembrete da batalha contra Yggdran, mas para ele, aquilo era apenas mais um passo em sua jornada.

De repente, o som da água sendo deslocada chamou sua atenção. Ele se virou levemente e viu um enorme crocodilo branco emergindo lentamente do rio, suas escamas brilhando à luz tênue que filtrava pelas copas das árvores. Com 13 metros de comprimento, o animal era um predador colossal, seus olhos fixos em Aki como se avaliando sua próxima presa.

O crocodilo avançou alguns metros, sua mandíbula abrindo lentamente, exibindo dentes afiados como lâminas. Aki parou de lavar suas roupas por um momento, ergueu o olhar e fixou os olhos no animal. Sua expressão não mudou, mas o peso de sua presença encheu o ar.

Seus olhos, frios e afiados como lâminas, pareciam atravessar a alma da criatura. O crocodilo hesitou. Por um instante que parecia durar uma eternidade, o animal percebeu que estava diante de algo muito além de sua compreensão – algo que não era presa, mas um predador de outro nível.

Sem emitir um som, o crocodilo lentamente recuou, afundando novamente na água, seus olhos ainda fixos em Aki. Ele não atacaria; sabia que não deveria.

Aki terminou de se lavar como se nada tivesse acontecido. Ele torceu as roupas molhadas e vestiu-se novamente, sentindo o frescor da água em sua pele limpa. Olhou para o rio mais uma vez, onde o crocodilo permanecia imóvel, observando-o de longe.

"Inteligente", murmurou Aki, sua voz baixa e indiferente.

Com passos firmes, ele seguiu para o próximo bioma, deixando para trás o rio silencioso e o crocodilo que havia compreendido, instintivamente, quem era o verdadeiro caçador naquela situação.

Assim que Aki cruzou a fronteira para o bioma de fogo, o ar mudou drasticamente. O calor era sufocante, e a paisagem à frente era um vasto campo de magma, com rios incandescentes cortando a terra. Gêiseres de fogo irrompiam ao longe, e as criaturas que ali habitavam podiam ser vistas se movendo entre as rochas fumegantes.

Aki parou na entrada, observando o cenário infernal com atenção. Seu olhar examinava cada detalhe, calculando os perigos à frente. Sem hesitar, ele deu o primeiro passo para o próximo desafio, pronto para enfrentar qualquer coisa que viesse em seu caminho.

Ao dar o primeiro passo dentro do bioma de fogo, Aki sentiu o calor extremo ao seu redor. No mesmo instante, suas roupas molhadas começaram a secar rapidamente, o vapor subindo no ar denso e abafado. Assim que o calor se tornou suportável para ele, o sistema projetou uma notificação diante de seus olhos.

[Missão: Mate 50 Golens de Magma]

Aki observou a mensagem por um breve instante, sem emoção aparente, e então caminhou mais profundamente no bioma. Ele invocou suas espadas de sombras, as lâminas escuras pulsando com energia densa, e iniciou sua caçada.

Os golens de magma eram criaturas gigantescas, feitas de rocha derretida e magma incandescente que fluía por suas rachaduras como sangue vivo. Cada golpe que eles desferiam fazia o chão tremer, e cada passo deixava um rastro de fogo e destruição.

Aki não se intimidou. Sua abordagem foi metódica e precisa, esquivando-se dos ataques brutais enquanto desferia cortes profundos em suas formas incandescentes. Suas espadas de sombras cortavam as rochas como manteiga, espalhando faíscas e pedaços de magma a cada golpe.

50 Golens eliminados.

O sistema notificou que a missão estava concluída, mas Aki não parou. Como no bioma anterior, ele continuou implacável.

100... 200... 300...

Cada Golem de magma que surgia era destruído com eficiência brutal. A cada batalha, ele ficava mais rápido, seus movimentos mais fluidos. Quando alcançou 500 Golens, o sistema projetou uma nova notificação.

[Título Obtido: Assassino de Golens de Lava]

Efeitos: +50 em todos os atributos. Redução de 50% do impacto do calor.]

Aki sentiu o calor ao seu redor se tornar ainda mais insignificante. Ele já era resistente a altas temperaturas, mas agora o ambiente infernal parecia apenas morno para ele. Enquanto contemplava seu novo título, uma nova mensagem surgiu, anunciando que algo mais estava por vir.

[Condições Alcançadas. O Boss Secreto foi Despertado: Ignil, a Salamandra de Fogo.]

Ao ouvir o rugido que ecoou pelo bioma, Aki ergueu os olhos e viu o céu à frente se tingir de vermelho e laranja. Das profundezas de um lago de lava, surgiu uma criatura colossal. Ignil era uma salamandra de fogo, com um corpo alongado e coberto de escamas de magma. Suas patas gigantes eram adornadas com garras brilhantes como ferro em brasa, e sua cauda longa era envolvida em chamas constantes, chicoteando o ar com violência.

Os olhos de Ignil eram duas fendas brilhantes que emanavam calor e fúria. Suas presas gotejavam magma, e cada passo que dava fazia a terra tremer e novas fontes de fogo surgirem ao seu redor.

Aki, parado diante da criatura, sentiu a empolgação crescer em seu peito. Não havia medo em seus olhos, apenas uma determinação fria e inabalável. Segurando suas espadas de sombras, ele deu um passo à frente, encarando o monstro com tranquilidade.

"Vamos acabar com isso", disse ele para si mesmo, sua voz baixa e firme.

A batalha estava prestes a começar, e Aki sabia que precisaria usar tudo o que tinha – sua habilidade, inteligência e força bruta – para derrotar a majestosa e aterradora salamandra de fogo.

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