O dia estava quase acabando, e Theodora e Graziela estavam animadas na cozinha, preparando o famoso "hot dog maluco".
Tainá passou pela cozinha, ansiosa para ver Theodora. Queria ter certeza de que ela e Graziela já estavam em paz.
— Pelo visto, tudo bem por aqui — disse Tainá, com um sorriso.
Theodora retribuiu o sorriso.
— Estamos fazendo o melhor cachorro-quente que vocês já provaram!
— Espero que sua família não tenha azia ou refluxo, porque minha irmã teve a ideia de fazer o molho da salsicha bem picante — avisou Graziela, rindo.
— Gosto de ver vocês duas bem — comentou Tainá, sorrindo.
— Ei, ajuda aqui e mexe o molho pra mim? — pediu Theodora.
— Claro! — respondeu Tainá, se aproximando para mexer o molho. Enquanto ela fazia isso, Graziela estava de costas, cortando o pão. Theodora aproveitou o momento e deu um beijo leve no pescoço de Tainá, que sentiu o corpo inteiro se arrepiar.
Tainá olhou para Theodora, tentando esconder o nervosismo e rindo baixinho, com medo de que Graziela percebesse.
— Você me paga — sussurrou Tainá, divertida.
Theodora deu uma risadinha.
Quando o cachorro-quente ficou pronto, todos provaram. Mas logo estavam bebendo copos de água um atrás do outro.
— E aí, Tainá, tá bom? — perguntou Theodora, com um olhar provocante.
— Um pouco picante — respondeu Tainá, tentando manter a compostura.
— Assim que é bom — disse Theodora, olhando intensamente para Tainá, que ficou vermelha, tentando disfarçar para sua avó e Graziela.
No finalzinho da viagem, todos estavam com as malas prontas para o retorno. Tainá sentia que aqueles dois dias foram maravilhosos, mas sabia que era hora de voltar à realidade. Enquanto terminava de pegar suas coisas, Theodora entrou no quarto dela
— Posso entrar? pegutou Theodora.
— Claro. — Falou Tainá, Então Theodora se aproximou e a beijou intensamente, como se quisesse sentir os lábios de Tainá pela última vez. Tainá correspondeu, sentindo cada momento.
— Uau, que beijo — disse Tainá, ainda um pouco ofegante.
— Pra você nunca me esquecer — respondeu Theodora, com um sorriso provocador.
— Impossível te esquecer.
Theodora ficou em silêncio por um instante e depois perguntou, curiosa:
— É verdade que você nunca se apaixonou?
Tainá sorriu, mas logo soltou um suspiro profundo.
— Sabe, Theodora, quando eu cheguei naquela fase em que as garotas da minha idade começam a se apaixonar... Fiquei reclusa… depois disso, me concentrei no trabalho, ajudando no armazém dos meus avós, até começar caminhar sozinha.
— Imagino como deve ter sido difícil. Mas nenhuma pessoa conseguiu balançar seu coração? — perguntou Theodora, tentando puxar mais assunto.
— Hum… talvez. Mas nunca foi nada tão forte — admitiu Tainá. — E você? Essa sua "talvez namorada" foi sua primeira paixão?
— Sim, mas é um namoro ioiô. Nesse tempo, já namorei outras garotas, e ela também teve outras — respondeu Theodora, dando de ombros.
— Esses jovens… Entendo. Se eu pudesse fazer algo diferente na sua idade, talvez tivesse feito o mesmo que você — disse Tainá, sorrindo, sem perceber a mudança no rosto de Theodora.
— Oi? O que foi que eu disse para te deixar com essa cara? — perguntou Tainá, notando a expressão de Theodora.
— Eu odeio quando você me trata como uma "jovenzinha" — respondeu Theodora, séria.
— Ué, mas você não é?
— Você entendeu o que eu quis dizer. Não quero que fique me lembrando que sou jovem e "imatura" enquanto você é a adulta "responsável".
— Você fica linda brava, sabia? — disse Tainá, rindo e puxando Theodora para mais um beijo, tentando quebrar a tensão.
No caminho de volta, Theodora estava deitada no ombro de Tainá, que se sentia um pouco envergonhada, mas não se afastou. Graziela achou um pouco estranho ver as duas tão próximas tão rapidamente, mas decidiu não dar muita importância, se concentrarmos na estrada. No entanto, dona Ângela observava com mais atenção, e algo na proximidade entre as duas não lhe agradava. Lembrava-se de alguns momentos suspeitos, como o dia em que Tainá e Theodora sumiram e disseram que haviam tirado uma soneca, e da noite em que viu sua neta chegando com Theodora, ambas rindo.
As coincidências só aumentavam: naquela manhã, as duas voltaram molhadas da cachoeira, e agora, no carro, estavam de mãos dadas, com Theodora deitada no ombro de Tainá. Algo parecia incomodar dona Ângela profundamente.
“Isso não está me deixando confortável… Não sei, até parece… Ai, quero nem imaginar. Deve ser coisa da minha cabeça”, pensava dona Ângela, tentando afastar suas suspeitas.
De repente, uma chuva forte começou a cair, e, inesperadamente, dona Ângela começou a chorar. Tainá percebeu e se preocupou.
— Vó, tudo bem? Por que está assim?
Dona Ângela se lembrou do dia em que soube que sua filha e seu genro haviam sido envenenados. Naquela época, também estava chovendo, e a casa estava cercada de policiais. A lembrança a abalou profundamente.
— Nada, querida… nada — respondeu ela, secando as lágrimas discretamente.
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Atualizado até capítulo 46
Comments
Maria Daguia
Muitos obstáculos a serem superados...tomara que elas estejam prontas!!!😬😬😬😬😬😬😬
2024-11-29
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Maria Daguia
Eu só acho que isso vai ser muito mais difícil do que imaginei...
2024-11-29
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Maria Daguia
Tomara que elas lutem juntas!!
2024-11-29
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