As semanas estavam seguindo no mesmo ritmo, e Tainá continuava desconcertada pelos olhares intensos e enigmáticos de Theodora.
— Bom, vamos parar por hoje... bati meu recorde! — disse Tainá, suada e satisfeita com seu desempenho, orgulhosa de sua determinação.
— Você foi muito bem, Tata — comentou Theodora, com um sorriso que parecia despretensioso, mas carregava algo a mais.
"Que intimidade é essa? Eu mereço... Essa menina só veio pra complicar minha cabeça!" pensou Tainá, irritada. A última coisa que ela queria era se imaginar com uma mulher, ainda mais uma tão mais nova. Para ela, quem tinha menos de 25 era tudo cabeça de vento, Maria-vai-com-as-outras.
Tentando disfarçar o desconforto, Tainá sorriu rapidamente para Theodora em agradecimento.
— Amiga, eu e minha irmã estávamos pensando em ir ao sítio com você… lembra que sua avó convidou a gente pro sítio do seu tio? — Graziela comentou animada, enquanto Theodora, ao lado, soltava um sorriso de canto, cheio de segundas intenções, que não passou despercebido por Tainá.
No dia da viagem, Tainá, que não sabia dirigir, e muito menos Theodora, sua avó confiou a direção a Graziela, que era uma motorista exemplar. Para evitar qualquer constrangimento, Tainá fez questão de ir no banco de trás com sua avó. Mas, para sua surpresa, a avó insistiu em ir na frente, pois adorava "ajudar os motoristas", o que significava tagarelar e dar palpites o caminho todo.
A diversão estava só começando.
"Ok, o que eu faço? Já sei, vou fingir que tô dormindo... mas a viagem inteira? Vou colocar os fones e ouvir música, é isso... Será que ela vai me achar mal-educada? Ah, tomara que essa viagem acabe logo!" — pensava Tainá, tentando encontrar uma forma de disfarçar seu desconforto.
De relance, ela via Theodora no banco ao lado, distante, mexendo distraidamente no celular.
"Será que tô surtando? Acho que eu inventei tudo isso na minha cabeça. Ela nem deve ter notado nada…" Tentando se convencer, Tainá passou o restante da viagem com os fones, achando que havia escapado de um sufoco.
Mais tarde, com os quartos definidos, ela teve um alívio: ficaria no quarto com sua tia Mabel, Márcia e sua avó, que roncava alto e peidava a noite toda. "Ou isso ou dividir o quarto com a irmã mais nova da minha melhor amiga…" pensou, aliviada.
— Que pena que não vamos ficar no mesmo quarto — disse Graziela, desapontada.
— Pois é, eu tentei… — respondeu Tainá, mentindo descaradamente. Mas ao falar isso, percebeu que Theodora a olhava com um sorriso de quem parecia pensar “sei”. O olhar fez Tainá ficar constrangida na hora.
Depois de algumas horas, com o sol forte castigando, todos decidiram pular na piscina. Tainá, sempre discreta, estava de camiseta e um short jeans curto, pois achava que o biquíni ficaria vulgar nela. Porém, para seu espanto, Theodora surgiu usando um biquíni, exibindo um corpo de dar inveja. Todos os rapazes olharam, e Tainá, sem querer, também. Sentindo o rosto esquentar, ela fechou os olhos por um momento, tentando se recompor.
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Atualizado até capítulo 46
Comments
Maria Daguia
Só se vive uma vez!!!!!!
2024-11-28
1
Dona_Flor✿
kkkkkkkkk 🤣 peidava a noite inteira Zulive kkk
2024-12-07
2
Maria Daguia
Arrisque-se Tainá!! Vai ficar só babando...?????
2024-11-28
2