Depois de todo aquele momento intenso com Theodora, Tainá se sentia culpada, com dificuldades para relaxar ao lado de Graziela e de sua avó. A sensação de traição pairava sobre ela, e o desconforto era quase palpável, enquanto elas estavam sentadas para o café da tarde.
— Você tá muito calada… O que houve? — perguntou Graziela, percebendo o comportamento incomum da amiga.
— Eu… só tô um pouco reflexiva — respondeu Tainá, tentando desviar o assunto.
— E onde vocês estavam que sumiram? — questionou a avó de Tainá, dona Ângela, com um olhar inquisitivo.
— Eu… eu estava tirando uma soneca — disse Tainá, gaguejando.
— Eu também tirei uma soneca maravilhosa… sonhei com você, Tainá — completou Theodora, com um sorriso que fez Tainá perder o equilíbrio, o eixo.
"Essa menina gosta de me provocar"
— Sabem quem está vindo passar um tempo com a gente? Disse Dona Ângela
— Não faço ideia… — Tainá respondeu, tentando se distrair.
— O Fagner! — disse Ângela, com um sorriso satisfeito.
O estômago de Tainá revirou. Ela nunca gostou das investidas de Fagner; para ela, ele era o típico pretendente que só agradava sua avó. Na verdade, ela evitava relacionamentos, focada nos estudos e na meta de entrar para a polícia legislativa. Mas havia um outro motivo, mais profundo, para a resistência de Tainá.
Além disso, Tainá também lidava com um desejo latente por mulheres, algo que, com o tempo, só parecia ficar mais forte, dificultando ainda mais disfarçar essa parte de si mesma.
— Você não chamou ele, né? — perguntou Tainá, com um tom de desânimo.
— Chamei, sim! Ele disse que adora um sítio, e achei que seria uma boa oportunidade para vocês conversarem — respondeu dona Ângela, satisfeita com sua própria ideia, enquanto Tainá balançava a cabeça, já prevendo o desconforto. Graziela e Theodora perceberam a tensão no ar.
— Por que não jogamos uma partida de basquete? — sugeriu Graziela, tentando aliviar o clima.
— Basquete? Por que basquete? — questionou Tainá, surpresa.
— No nosso bairro, tinha uma quadra onde sempre jogávamos — respondeu Theodora, animada com a lembrança. — Uma pena que não exista mais.
— Bora, amigas! — disse Graziela, puxando Tainá pelo braço, cheia de entusiasmo.
O jogo acabou sendo duas contra uma, com o "bobinho" tentando roubar a bola. Tanto Graziela quanto Theodora jogavam bem, deixando Tainá sempre sem a bola e sem chance de chegar à cesta.
Estava tudo tranquilo até a chegada de Fagner, o tipo de cara espaçoso e cheio de si. Ele chegou por trás de Tainá e, sem aviso, a pegou no colo. Ela imediatamente ficou irritada, pedindo para ele colocá-la no chão, mas ele não largava, rindo e dizendo que a levaria para um “banho de piscina”.
— Me solta, Fagner, para de agir como criança! — Tainá insistiu, visivelmente desconfortável.
Fagner continuava ignorando os protestos dela, e foi então que Theodora, ao ver a cena, sentiu uma onda de raiva subir e, sem se conter, gritou:
— Solta ela, seu babaca! Não ouviu o que ela disse?
O grito chamou a atenção de todos ao redor, incluindo Graziela, que olhou para a irmã sem entender, enquanto o ambiente ficava carregado de um silêncio tenso e de olhares confusos.
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Atualizado até capítulo 46
Comments
Maria Daguia
Theodora botando moral nessa folga toda!!!!!👏👏👏👏👏👏👏👏
2024-11-28
1
Maria Daguia
O saco de lixo já chega e acha que pode tudo???? Quanto mais eu conheço os homens, mais gosto dos animais!!!🤬🤬🤬🤬🤬🤬🤬🤬🤬🤬
2024-11-28
2
Maria Fabiana
isso aí Theodora não deixe mais ninguém brincar com a Tainá além de você kkkkk
2024-11-13
1