Theodora deslizou pela água com uma elegância que fez todos acompanharem seu movimento com os olhos. As primas de Tainá olhavam, algumas com admiração, outras com uma pitada de inveja, enquanto os homens a observavam com desejo. Tainá, por sua vez, se sentia um misto de desejo e repulsa, um querer que ela teimava em negar.
Não demorou muito para que o olhar de Theodora se fixasse em Tainá, e embora Tainá tentasse disfarçar, era impossível não se deixar levar. Nesse momento, Graziela se jogou na piscina, espirrando água para todos os lados, e Tainá aproveitou a distração para romper o contato visual e escapar.
Ela se refugiou no quarto, tomou um banho quente e, após se trocar, decidiu caminhar pelo sítio para se acalmar. Mas logo foi surpreendida por Graziela e Theodora atrás dela.
— Amiga, você sumiu! O que houve? — perguntou Graziela.
— Senti um pouco de frio na água — mentiu Tainá.
— Estranho, achei a água até quentinha… — comentou Theodora, lançando-lhe um olhar malicioso que Tainá não conseguiu ignorar.
“Aí, essa garota só pode estar tentando me enlouquecer”, pensou.
As três começaram a explorar o sítio, observando a paisagem e conversando sobre coisas banais.
— Olha que flor linda, Tainá! — disse Graziela, entusiasmada.
— Coloca em mim, Tainá. — Theodora arrancou a flor e estendeu para Tainá, com um olhar que parecia um desafio.
— Eu? — Tainá hesitou, confusa.
— Sim, você — respondeu Theodora, com um sorriso provocador.
O coração de Tainá batia acelerado, e ela tentava não tremer enquanto colocava a flor no cabelo de Theodora, que a olhava profundamente.
— Fiquei bonita? — perguntou Theodora, olhando direto nos olhos de Tainá.
Tainá apenas assentiu, sem conseguir dizer uma palavra.
Mais tarde, de volta à piscina, Graziela, em um momento de brincadeira, jogou Theodora e depois Tainá na água, apesar de Tainá já estar vestida novamente, o que a irritou.
Enquanto Graziela começava uma conversa com uma das primas de Tainá, a deixou sozinha com Theodora, que não perdeu tempo em se aproximar.
— Meu biquíni soltou... pode amarrar para mim? — pediu Theodora.
— Pede para a Graziela… eu sou péssima nisso — Tainá tentou escapar.
— Ela tá longe… não quero correr o risco de pagar peitinho. Me ajuda, vai! — insistiu Theodora.
— Ok… — Tainá concordou, ainda relutante. Antes que pudesse completar a frase, Theodora a chamou, para um canto mais reservado da piscina, para evitar qualquer olhar indiscreto.
Tainá, com o coração disparado, tentou focar apenas na tarefa. Enquanto amarrava o biquíni, seus dedos tremiam ligeiramente, e ela mantinha o olhar fixo nas alças, evitando a todo custo encarar Theodora. A proximidade deixava o ar ao redor delas carregado de uma tensão difícil de ignorar. Theodora inclinou a cabeça para a frente, jogando o cabelo para o lado, expondo o pescoço, e Tainá um arrepio que parecia a envolver.
— Pronto — murmurou Tainá, soltando o biquíni como se o toque a queimasse.
— Valeu, Tata — agradeceu Theodora, com um sorriso que carregava uma mistura de inocência e malícia, enquanto seus olhos pareciam ler cada pensamento que Tainá tentava esconder.
Tainá se afastou rapidamente, fingindo olhar para qualquer coisa ao redor para disfarçar seu constrangimento. Ela tentava se convencer de que tudo aquilo era só uma brincadeira de Theodora, mas a tensão entre elas ficava cada vez mais palpável, fazendo Tainá lutar contra o desejo e o medo de ser descoberta.
Tainá tentou fugir para o banheiro, querendo se livrar do cheiro de cloro que tanto odiava em sua pele. Mas logo em seguida, Graziela e Theodora apareceram atrás dela.
— Deixa eu tomar banho primeiro, tô morrendo de frio! — pediu Graziela, se encolhendo.
— Então vão as duas, eu vou depois — sugeriu Tainá, tentando se esquivar.
Graziela entrou, tomou seu banho e, ao terminar, olhou para as duas para ver quem seria a próxima.
— Pode ir, Tainá — disse Theodora, com um tom casual.
— Não, pode ir você — insistiu Tainá, relutante.
— Sério, vai você — Theodora falou com firmeza.
Sem argumentos, Tainá entrou no chuveiro e deixou a água quente correr pelo corpo, relaxando um pouco. No entanto, poucos minutos depois, ouviu uma batida na porta.
— Oi? — perguntou, já imaginando que era Theodora.
— Desculpa, pode abrir só por um minuto? Eu tô apertada, e o outro banheiro tá longe — pediu Theodora.
Tainá respirou fundo, pegou uma toalha e foi abrir a porta. Theodora entrou rapidamente para resolver sua necessidade, enquanto Tainá, de costas, tentava respeitar sua privacidade. Após terminar, Theodora se aproximou, com uma expressão que misturava inocência e ousadia.
— Será que eu posso tomar banho com você? — perguntou, com um sorriso — Tá muito frio aqui fora, e eu tô me sentindo fedida com essa água da piscina.
Tainá sentiu o coração disparar, e, por um momento, ficou sem resposta, surpresa com a situação inesperada e tentando controlar a onda de emoções que a tomava.
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Atualizado até capítulo 46
Comments
Nym-02
Coitada, Tainá não tem um minuto de sossego
2024-11-30
2
Cecília De Lima
a carne só cai no prato do vegano😂😂😂😂
2025-04-02
0
Maria Daguia
Essa batalha vc já perdeu Tainá!!!!
2024-11-28
1