Após a briga entre as irmãs, o clima ficou tenso, e Tainá logo percebeu isso na hora do almoço.
— Sentanda longe da sua irmã? O que houve, Graziela? — perguntou Tainá, observando a amiga.
— Acho que fiquei com ciúmes da atenção que você deu para ela — admitiu Graziela, chateada.
— Mas… olha, eu sei que estou um pouco ausente como amiga, mas pensa bem… Ela está lá, sentada sozinha, sem conhecer ninguém além de você… você conhece toda a minha família, e pra minha avó, tias e primas, você é parte da família — Tainá explicou, tentando fazer Graziela refletir.
— Poxa, não tinha pensado por esse lado.
— Pois pense, você puxa conversa com todo mundo, é super comunicativa. A sua irmã, apesar de ter herdado o mesmo carisma, ainda tá se adaptando… Que tal aproveitar o resto do tempo aqui no sítio e fazer algo só vocês duas? Amanhã ela já volta pra Curitiba.
— Poxa, amiga, fui uma boba… Vou lá falar com a minha irmã — disse Graziela, se levantando e indo até Theodora.
— Me desculpa por ser tão boba e ciumenta — disse Graziela, um pouco envergonhada.
— Claro que sim! Você é minha irmã favorita… mas não conta pra ninguém! — brincou Theodora, rindo.
— Você fala isso pra todas!
Na verdade, não era bem assim. Graziela e Theodora sempre foram muito unidas, especialmente após a separação dos pais. A irmã mais velha era invejosa e manipuladora, e o irmão mal parava em casa, o que tornava as duas ainda mais próximas.
— Vamos fazer algo só nós duas hoje, pois logo vamos embora do sítio, e amanhã cedo você volta para Curitiba....Foi a Tainá que deu a ideia — disse Graziela, sorrindo.
— Fechado, irmã! Vamos nos divertir… Que tal, depois da piscina, fazermos nosso cachorro-quente maluco? O que acha?
— Show, amei!
Depois de comer, Graziela e Theodora descansaram um pouco antes de pularem na piscina. O calor estava no máximo, e as duas jogaram vôlei de piscina com as primas de Tainá, se divertindo juntas. Tainá, por sua vez, decidiu apenas relaxar e ficou conversando com suas tias na sombra.
Foi então que Fagner entrou na conversa.
— Então, ainda tá nessa de ser a "senhora polícia"? — disse ele, fazendo uma arminha com a mão, tentando ser engraçado.
Tainá lançou um olhar de desgosto.
— Que foi, Fagner? Já veio caçar assunto?
— Não, só pensei que podia ajudar você a entrar na academia — respondeu ele, dando um sorriso meio bobo de lado.
— E como você acha que vai me ajudar?
— Te treinando... — disse ele, com um tom de superioridade.
— Prefiro o Seu Ubirajara, com o bigode de Mário e roupa de Agostinho, do que treinar com você.
— Tá falando do Bira? Ele é gente boa — riu Fagner.
— Fiquei sabendo que foi você que sugeriu ele pra Graziela. Tá sempre me sabotando, né?
— Eu? Nunca faria isso… Mas, se quiser, posso te arranjar um treinador de verdade. Esse cara serviu no exército.
— Sei… — Tainá respondeu, desconfiada.
— O Rui.
— O Rui está no Brasil? — perguntou Tainá, surpresa.
— Sim, está — confirmou Fagner, com um sorriso vitorioso.
***Faça o download do NovelToon para desfrutar de uma experiência de leitura melhor!***
Atualizado até capítulo 46
Comments
Maria Daguia
Se liga, Tainá!! vc acha que Fagner quer realmente lhe ajudar...???????
2024-11-29
1
Maria Daguia
Obviamente que não!! Ele não presta!!🤬🤬🤬🤬🤬🤬🤬🤬🤬🤬
2024-11-29
1
Allan Ricardo Araujo
não cair nessa desse Fagner Tainá isso é uma cobra 🐍
2024-11-06
1