Um Dia Comum

Era uma manhã tranquila em 2023, e o sol se ergueu lentamente, banhando a cidade em uma luz dourada. O dia prometia ser comum, assim como qualquer outro. O cheiro do café fresco perfumava o ar enquanto eu me preparava para mais uma jornada no cotidiano. O rádio tocava suavemente, misturando-se com os sons da cidade despertando. No fundo, eu sabia que a vida estava em constante movimento, mas, naquele momento, tudo parecia perfeito e estável.

Meu cachorro, Max, um labrador de pelagem dourada e olhos brilhantes, era meu melhor amigo. Desde que eu o adotei, ele se tornou minha sombra, sempre ao meu lado, pronto para as aventuras diárias que juntos vivíamos. Max tinha esse jeito especial de me entender; sua presença tornava cada dia mais iluminado. Ele aguardava pacientemente enquanto eu tomava meu café, os olhos fixos em mim, esperando pela promessa de um passeio matinal. Assim que terminei, não pude resistir ao seu olhar implorante.

“Vamos, Max! Hora da aventura!”, eu disse, e, em um piscar de olhos, ele se levantou, balançando o rabo com entusiasmo. Saímos para a rua, e a energia dele era contagiante. Caminhamos pelo parque próximo de casa, onde as crianças brincavam e os pássaros cantavam. O mundo era vibrante e cheio de vida. Era o tipo de dia que me fazia sentir grato por tudo.

Depois de uma boa caminhada, voltamos para casa, onde a rotina continuava. A tarde se arrastou, repleta de pequenas tarefas e momentos de lazer. Eu me acomodei no sofá, peguei o controle remoto e liguei a televisão. Max, satisfeito, deitou-se ao meu lado, os olhos se fechando lentamente. O filme que passava era uma comédia leve, e eu ri sozinho, sentindo-me confortável e seguro. Era como se nada pudesse dar errado.

Com o passar do tempo, a luz do dia começou a diminuir, e uma suave penumbra envolveu a casa. Meus pais anunciaram que precisariam sair para resolver algumas pendências e que eu ficaria sozinho em casa por algumas horas. O alívio e a alegria de ter um tempo livre misturaram-se com um leve sentimento de solidão, mas eu não me importei. Afinal, Max estava comigo, e a presença dele tornava tudo mais suportável.

Assim que meus pais saíram, a atmosfera na casa mudou. O silêncio começou a se intensificar, e eu não pude deixar de sentir uma leve inquietação. Por um momento, o barulho da TV parecia um pouco mais alto, e os sons normais da casa se tornaram mais pronunciados. Max, que estava ao meu lado até então, levantou-se e saiu da sala, indo em direção à cozinha. O que ele estava fazendo? Decidi seguir seus passos, curioso sobre o que poderia estar chamando sua atenção.

Assim que cheguei à cozinha, os sons que antes eram sutis se tornaram mais claros. Batidas, arranhões, como se algo estivesse se movendo. O coração começou a acelerar enquanto a curiosidade se misturava com uma crescente sensação de desconforto. E foi nesse momento que eu percebi que Max não estava mais lá. O vazio que ele deixou ao se afastar se transformou em uma ansiedade que me envolvia.

“Max! Onde você está?”, chamei, mas não obtive resposta. O silêncio se instalou novamente, e a casa parecia diferente, como se as sombras tivessem se estendido. Então, antes que pudesse processar o que estava acontecendo, vi uma sombra se movendo na penumbra da cozinha. Um frio percorreu minha espinha enquanto meu coração pulsava em um ritmo frenético. Aquela sensação de que algo estava errado se intensificava a cada segundo que passava.

Eu não sabia que aquele dia comum se transformaria na última noite de paz que eu teria por um bom tempo. O que se desenrolaria a partir daquele momento mudaria a minha vida para sempre, e a presença de Max, meu fiel amigo, se tornaria o centro de um mistério que desafiaria tudo o que eu conhecia sobre o mundo.

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