O Mistério das Pistas Ocultas

O silêncio reinou após o vizinho fechar a porta, deixando-me e meu amigo imersos em uma sensação de incerteza que parecia engolir tudo ao nosso redor. A casa, que outrora era um lugar de conforto, agora parecia um labirinto de sombras e segredos sombrios. O skinwalker havia desaparecido nas trevas, mas o rastro de sua presença persistia, uma pressão invisível que parecia pulsar nas paredes e no chão de madeira.

Eu me sentei na cadeira da cozinha, sentindo o peso de tudo o que havia acontecido cair sobre mim como uma avalanche. A criatura, o ataque interrompido, a interferência inesperada do vizinho—cada detalhe ecoava em minha mente como uma peça de um quebra-cabeça impossível de resolver. Olhei para meu amigo, que ainda estava de pé, esfregando as têmporas como se tentasse afastar um pesadelo vívido. Ele finalmente se sentou à minha frente, o rosto ainda marcado pelo medo.

“Isso... aquilo... o que era aquilo?” ele perguntou, a voz fraca e vacilante. Não havia mais ceticismo em seus olhos, apenas um terror silencioso que espelhava o meu. Ele acreditava agora. Não porque queria, mas porque não havia mais como negar.

"Eu não sei", respondi, exausto. “Mas seja lá o que for, não é mais uma história de terror contada ao redor de fogueiras. É real... e está acontecendo aqui.”

Minha mente vagava pelas últimas horas, tentando entender os eventos de forma lógica. Mas como você explica algo que desafia toda a lógica? Decidi que a única maneira de prosseguir seria encontrar respostas. Eu precisava descobrir o que era aquele skinwalker, como ele havia assumido a forma de Max e por que estava me caçando. Havia mais perguntas do que respostas, mas eu sabia que não poderia continuar apenas reagindo a essa coisa. Precisava assumir o controle, de alguma forma.

"Temos que descobrir o que está acontecendo", disse meu amigo, ecoando meus pensamentos. "Isso não é normal. Há algo mais profundo nisso. Mas por onde começamos?"

Pensei por um momento, tentando lembrar de qualquer pista, qualquer detalhe que pudesse nos ajudar. Foi então que me lembrei da foto que havia tirado com meu celular. A imagem que capturei do skinwalker em pé, em duas patas, no meio da cozinha. Se aquela coisa era real, a foto também seria. Peguei o celular com as mãos trêmulas, sentindo a ansiedade crescer à medida que abria a galeria.

Lá estava. A foto mostrava o skinwalker, de pé, olhando diretamente para a câmera. Era quase idêntico ao Max, mas agora, com o distanciamento do momento aterrorizante, eu podia ver as pequenas diferenças. Os olhos, claro, eram a principal característica. Eles eram ocos, sem vida, como dois buracos negros que puxavam tudo ao redor para dentro de sua escuridão. Mas havia algo mais—a sombra do corpo parecia borrada nas bordas, como se a criatura estivesse começando a perder sua forma, a se desintegrar.

"Olha isso", disse, mostrando a foto ao meu amigo. Ele olhou com cuidado, os olhos se estreitando enquanto examinava cada detalhe. "Isso é... horrível", ele murmurou, passando o dedo sobre a tela como se quisesse apagar a imagem da memória. "Mas pode ser a chave para entendermos o que está acontecendo."

Decidimos que precisávamos de mais informações, mais contexto. A internet parecia ser o primeiro lugar lógico para começar. Sentamos com o laptop aberto na mesa, o brilho da tela sendo a única fonte de luz na sala escura. A tensão no ar ainda era palpável, e cada som fora da casa—o estalar das árvores ou o vento soprando pelas folhas—parecia ameaçador. Mas precisávamos de respostas.

Pesquisamos por horas, navegando por fóruns e sites obscuros, tentando encontrar qualquer coisa que pudesse nos dar uma pista. E foi então que encontramos um tópico em um site sobre folclore nativo americano que falava sobre os skinwalkers. Eles eram figuras sombrias, seres com a habilidade de se transformar em qualquer criatura que desejassem, geralmente assumindo a forma de animais familiares para enganar suas vítimas. As histórias variavam, mas todas tinham um ponto em comum: essas entidades eram perigosas, maliciosas, e uma vez que escolhiam uma vítima, não desistiam até que tivessem terminado o que começaram.

Meu coração disparou ao ler aquilo. O skinwalker que estava me perseguindo não era apenas uma coincidência macabra. Eu havia sido escolhido. Mas por quê?

"Isso é loucura", meu amigo disse, esfregando as mãos no rosto em desespero. "Como podemos lutar contra algo assim? Isso é... além de qualquer coisa que possamos lidar."

Eu também não sabia a resposta para essa pergunta. Mas havia algo que os relatos diziam que chamou minha atenção. Os skinwalkers tinham um ponto fraco: suas próprias identidades. Eles dependiam de sua habilidade de se disfarçar, de confundir. Se fossem expostos, se perdessem sua forma ou se alguém os reconhecesse como impostores, sua conexão com o mundo físico se enfraquecia.

"Precisamos descobrir quem ou o que está por trás dessa forma", disse, a determinação crescendo dentro de mim. "Se descobrirmos como ele assumiu a forma de Max, talvez possamos parar isso."

Meu amigo parecia cético, mas não havia muitas opções. Passamos mais algum tempo pesquisando, anotando detalhes sobre rituais e possíveis formas de lidar com skinwalkers, mas nada parecia realmente útil sem mais informações sobre a origem dessa entidade específica.

E então me lembrei de algo. Havia uma noite, algumas semanas atrás, em que Max havia desaparecido por algumas horas. Eu não havia dado muita importância na época, assumindo que ele estava vagando pelo quintal ou se escondendo em algum lugar. Mas agora, aquela ausência parecia crucial. Talvez fosse ali que tudo começou.

“Max sumiu por algumas horas recentemente”, eu disse, minha mente começando a conectar os pontos. "Talvez tenha sido quando o skinwalker o encontrou... ou quando ele começou a imitá-lo."

“Então, estamos falando de um skinwalker que está aqui há semanas, se passando por Max, observando você?”, meu amigo perguntou, a incredulidade em sua voz. "Isso é... aterrorizante."

Sim, era. Mas era também a única explicação que fazia sentido. O skinwalker estava se infiltrando na minha vida, se aproximando lentamente, e agora estava pronto para atacar. Precisávamos descobrir como desmascará-lo antes que ele fizesse seu próximo movimento.

Ainda havia uma peça faltando. Algo que estávamos ignorando. Algo que talvez pudesse estar dentro da própria casa.

A tensão voltou a aumentar enquanto ficávamos em silêncio, ponderando nossos próximos passos. Estávamos enfrentando algo muito maior do que podíamos entender, mas sabíamos que recuar não era uma opção. Precisávamos de respostas, e precisávamos rápido. A entidade estava em algum lugar lá fora, esperando, e a sensação de ser observado nunca foi tão intensa.

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