A adrenalina pulsava em minhas veias enquanto corríamos pelo túnel, as paredes de pedra passando rapidamente ao nosso redor. O eco de nossos passos se misturava ao som distante dos guardas que se aproximavam, e a pressão do tempo se tornava quase insuportável. O que encontrássemos na fortaleza poderia mudar tudo, mas agora nosso foco era escapar e garantir que a verdade chegasse ao Duque.
“Estamos quase lá! A saída está logo à frente!”, Robert gritou, sua voz firme mesmo sob a pressão. Célia e eu estávamos a poucos passos atrás, nossos corações disparando a cada movimento.
Ao chegarmos à saída do túnel, uma porta antiga se abriu para um pequeno pátio nos fundos da fortaleza. A escuridão da noite nos abraçou, mas ao mesmo tempo, a sensação de liberdade estava a poucos passos. No entanto, o pátio estava vigiado por dois guardas, e rapidamente nos escondemos atrás de um barril de madeira, aguardando o momento certo.
“Precisamos ser silenciosos e rápidos. Se formos pegos, não teremos outra chance”, sussurrou Célia, sua voz tensa, mas cheia de determinação.
“Vou distraí-los. Assim que eles se afastarem, vocês correm”, Robert sugeriu, seu olhar sério. Eu queria protestar, mas a lógica era irrefutável. Sem a distração, seríamos descobertos antes de conseguirmos avançar.
“Cuidado, Robert. Você não precisa fazer isso”, eu disse, preocupado com o risco que ele estava disposto a correr.
“Confie em mim. Essa é a única maneira”, ele respondeu, e antes que pudéssemos argumentar, ele saiu de nosso esconderijo.
“Ei! Vocês dois! O que estão fazendo aí?”, Robert gritou, atraindo a atenção dos guardas. Célia e eu nos seguramos, segurando a respiração enquanto observávamos o plano se desenrolar.
Os guardas, confusos, se voltaram para ele, e Robert começou a caminhar em sua direção, gesticulando como se estivesse explicando algo importante. Isso deu a nós uma oportunidade, e assim que eles se distraiam, Célia e eu saímos rapidamente de nosso esconderijo.
A corrida até o portão principal da fortaleza parecia um sonho acelerado, mas quando finalmente chegamos, as portas estavam fechadas, e os guardas de plantão estavam atentos. O pânico começou a se instalar, mas não havia tempo para hesitar.
“Temos que encontrar outra saída”, Célia disse, puxando-me pelo braço. “Rápido!”
Caminhamos para os fundos, onde um pequeno portão de madeira, escondido sob um emaranhado de plantas, chamou nossa atenção. Sem olhar para trás, empurrei a porta, que rangeu ao se abrir. Não sabíamos o que esperar do outro lado, mas a liberdade estava ao alcance.
Assim que passamos pelo portão, nos encontramos em um campo aberto, longe das paredes imponentes da fortaleza. A sensação de ar fresco nos envolveu, e finalmente pude respirar novamente. Mas não tínhamos muito tempo para relaxar. A cidade estava em alvoroço, e eu sabia que Roderick não ficaria parado. A revelação de seus planos estava prestes a mudar tudo.
“Precisamos encontrar um lugar seguro para discutir nossos próximos passos”, eu disse, olhando em volta. O céu estava nublado, e eu senti que a tempestade estava se aproximando, tanto literal quanto figurativamente.
“Vamos para a estalagem onde encontramos os disfarces. É o lugar mais seguro que conhecemos”, Célia sugeriu, e rapidamente concordei. Caminharíamos até lá, mas precisaríamos ser cautelosos. A cidade estava em alerta, e a última coisa que queríamos era ser capturados agora que estávamos tão perto de expor Roderick.
No caminho, uma série de pensamentos e estratégias giravam em minha mente. O que diremos ao Duque? Como ele reagirá? As perguntas pareciam intermináveis, mas o foco era um só: precisamos garantir que a verdade fosse ouvida.
Ao chegarmos à estalagem, encontramos um canto isolado onde poderíamos nos reunir sem levantar suspeitas. Robert ainda não havia se juntado a nós, e a preocupação começou a crescer em meu peito.
“Ele não pode ter se perdido. Ele é inteligente, sabe como se proteger”, Célia disse, tentando acalmar a si mesma tanto quanto a mim. O olhar dela estava fixo na entrada, aguardando por Robert.
Logo, a porta se abriu e Robert entrou, ofegante, mas ileso. “Consegui despistá-los, mas eles estão procurando por nós. Precisamos nos apressar e apresentar esses documentos ao Duque”, ele disse, sua voz carregada de urgência.
“Você tem certeza de que é seguro ir até lá?”, perguntei, ciente de que Roderick poderia ter feito alguma armadilha.
“Se não fizermos isso agora, Roderick terá a chance de agir primeiro. Ele não hesitará em eliminar quem estiver em seu caminho”, Robert respondeu, sua expressão refletindo a gravidade da situação.
Célia assentiu, seu olhar determinado. “Então vamos. A verdade não pode esperar. Precisamos proteger o Ducado e acabar com a tirania de Roderick.”
Com os documentos em mãos, seguimos para o castelo do Duque. O caminho parecia mais longo e mais ameaçador do que antes, mas a força do nosso propósito nos impulsionava. A cidade estava em alvoroço, e o pressentimento de que a luta estava se intensificando preenchia o ar.
Ao chegarmos ao castelo, a atmosfera era tensa, e os guardas estavam em estado de alerta. Avançamos em direção à entrada principal, e uma das sentinelas nos bloqueou o caminho. “O que vocês querem?”, ele perguntou, desconfiado.
“Precisamos falar com o Duque. É urgente e envolve Roderick”, eu disse, tentando manter a calma na minha voz.
A expressão do guarda endureceu. “O Duque está ocupado. Não podem entrar.”
“Ele precisa ouvir o que temos a dizer. Roderick está tramando contra ele, e temos provas”, Célia insistiu, sua determinação se refletindo em sua postura.
Depois de um momento de hesitação, o guarda nos deixou passar, e seguimos pelo corredor até o escritório do Duque. Ao entrarmos, ele estava sentado em uma mesa, cercado por conselheiros que discutiam fervorosamente os recentes eventos.
“Duque! Precisamos falar!”, Robert exclamou, interrompendo a discussão.
Os olhares se voltaram para nós, e o Duque levantou uma sobrancelha, sua expressão misturando surpresa e curiosidade. “O que está acontecendo? O que vocês sabem sobre Roderick?”
“Ele está planejando sua queda. Ele está formando alianças secretas com mercenários e nobres, prometendo poder em troca de traição. Esses documentos provam tudo isso”, eu disse, entregando a pasta ao Duque.
Os conselheiros se inclinaram para frente, interessados. O Duque examinou os documentos, e sua expressão se tornou sombria à medida que as implicações começaram a se tornar claras.
“Se isso for verdade… Roderick não apenas traía a mim, mas todo o Ducado”, ele murmurou, seu olhar se endurecendo.
“Precisamos agir imediatamente. Se deixarmos isso se arrastar, as consequências serão devastadoras”, Célia advertiu.
“Sim, temos que fazer isso agora”, Robert concordou.
O Duque olhou para nós, e um novo brilho de determinação começou a brilhar em seus olhos. “Eu não posso agir sozinho. Precisamos unir as forças que ainda restam leais a mim. Vamos expor Roderick e assegurar que sua tirania chegue ao fim.”
A sala ficou em silêncio enquanto a gravidade da situação se estabelecia. O momento que estávamos esperando havia chegado. Agora, a batalha pela verdade e pela liberdade começaria, e estávamos prontos para lutar.
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Atualizado até capítulo 21
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