O momento em que percebi que alguém estava atrás de mim, meu coração disparou. A adrenalina inundou meu corpo, e a necessidade de agir rapidamente se tornou primordial. O que fazer? Eu não podia ser descoberto, mas também não poderia recuar. O que havia nas sombras poderia determinar o futuro do ducado.
Em um impulso, olhei para frente e avancei em direção ao grupo. Precisava entrar na conversa e entender o que estava acontecendo. Ao mesmo tempo, a presença atrás de mim se aproximava mais, e o leve som de passos sobre a grama tornou-se um alerta constante. Com um movimento rápido, decidi me esconder em um arbusto denso próximo à capela. Os ecos das vozes se tornaram mais claros.
“Precisamos decidir um plano de ação”, a mulher insistia, sua voz carregada de urgência. “Se o Duque descobrir que estamos juntos, será o fim de todos nós.”
Enquanto me escondia, consegui observar o grupo de pessoas que se reunia sob a luz fraca da lua. Eram cinco, cada um parecendo mais tenso que o outro. Um deles, um homem de cabelo escuro e olhar penetrante, parecia ser o líder. Sua postura e a forma como falava indicavam que ele tinha autoridade, e a forma como os outros o olhavam mostrava que ele não hesitava em impor sua vontade.
“Célia tem razão”, disse o homem. “Precisamos agir rapidamente. Se o Duque descobrir que estamos envolvidos com Roderick, não teremos como escapar. Ele é mais esperto do que todos imaginam.”
Assim que ouvi o nome de Célia, uma onda de reconhecimento me atingiu. Ela estava no centro disso tudo? O que ela estava tramando, e qual era seu papel neste plano? A confusão e a traição se entrelaçavam em minha mente.
“O que sugere, Adriano?” perguntou um dos outros, um jovem que parecia visivelmente nervoso. “Estamos todos arriscando nossas vidas aqui. Não quero acabar como Roderick.”
“Calma”, disse Adriano, controlando a situação. “Sejamos estratégicos. Precisamos de um plano que não chame a atenção. Uma vez que o Duque estiver distraído, teremos a chance de agir. Precisamos eliminar sua proteção e depois…” A frase ficou suspensa no ar, mas seu olhar dizia mais do que as palavras.
De repente, uma sombra passou por mim, e a figura que havia me seguido apareceu. Era uma mulher com um manto escuro, e seus olhos brilhavam sob a luz da lua. Antes que eu pudesse reagir, ela se aproximou silenciosamente e sussurrou: “Você não deveria estar aqui.”
“O que você quer?”, eu respondi em voz baixa, tentando manter a calma. “Você está com eles?”
“Não, não sou parte deles. Mas sei o que você está fazendo, e isso pode ser perigoso”, a mulher respondeu, sua voz era tensa, mas parecia sincera.
“Quem é você?” perguntei, meu interesse despertado. “Você pode me ajudar.”
“Meu nome é Isabella. Sou uma serva aqui no castelo, e eu ouvi muitas coisas. Estava aqui para ver o que estava acontecendo, mas você precisa sair antes que eles o vejam. Eles não vão hesitar em silenciá-lo.”
O medo tomou conta de mim. Se Isabella estava certa, cada segundo que eu passava ali me tornava mais vulnerável. Mas não podia simplesmente me afastar. A oportunidade de descobrir a verdade estava ao meu alcance.
“Espere. Se você sabe o que está acontecendo, precisa me ajudar a entender. O que eles planejam?”, insisti, meu tom mais urgente. “Isso pode ser a chave para parar tudo isso.”
Ela hesitou, olhando para os lados, antes de voltar o olhar para mim. “O que sei é que eles planejam um ataque ao Duque. Ele é o único obstáculo que têm, e Roderick era apenas o começo. Eles precisam de uma distração, algo que tire o foco do Duque para que possam agir sem serem notados.”
A revelação atingiu-me como um golpe. O que eles estavam tramando era muito mais sério do que eu havia imaginado. “Quando isso acontecerá?”
“Hoje à noite”, respondeu Isabella, sua voz cheia de pavor. “Eles estão se preparando para agir enquanto todos estão distraídos com o festival. O Duque deve estar fora, em público, celebrando. É o momento perfeito para eles.”
“Precisamos avisar o Duque!” exclamando, a urgência no meu tom. Mas como faríamos isso sem que eles nos ouvissem? Um plano começou a formar-se em minha mente.
“Se eles vão agir durante o festival, talvez seja o nosso melhor momento para intervir. Se conseguirmos obter a atenção do Duque antes que a festa comece, podemos prepará-lo para o que está por vir”, sugeri.
Isabella concordou, seus olhos cheios de determinação. “Precisamos reunir provas e avisá-lo antes que seja tarde demais. Vamos.”
Saímos do arbusto e começamos a nos afastar em direção ao castelo, mas antes que pudéssemos nos afastar muito, ouvimos vozes se aproximando. Era o grupo, e eles estavam vindo em nossa direção. Não havia tempo para hesitar.
“Rápido!” sussurrei, puxando Isabella para um canto sombrio atrás da capela. O coração batia forte em meu peito, e a tensão era quase insuportável. Se fôssemos descobertos, as consequências seriam fatais.
Permanecemos imóveis, prendendo a respiração, enquanto o grupo passava, as vozes ainda discutindo planos. “Precisamos garantir que tudo esteja pronto antes da chegada do Duque”, disse Adriano. “Uma vez que o festival comece, ele estará vulnerável.”
A cada palavra que ouvi, a urgência da situação se tornava mais clara. Quando finalmente os vi se afastar, trocamos olhares de entendimento. Precisávamos agir rapidamente.
“Vamos até o Duque”, disse eu, determinado. “É a única chance que temos de salvar o ducado.”
O caminho de volta parecia uma eternidade, cada passo carregado de ansiedade e medo. Quando finalmente chegamos ao castelo, eu sabia que o tempo estava se esgotando. Se não conseguíssemos avisá-lo, tudo poderia acabar em desastre.
Atravessamos o corredor em direção ao escritório do Duque, mas quando chegamos à porta, a primeira coisa que percebemos foi que ela estava entreaberta. Meus instintos se acenderam. O Duque não deveria estar sozinho agora.
Com um gesto, fiz sinal a Isabella para que aguardasse enquanto eu entrava. Assim que pisei dentro do escritório, o que vi congelou meu sangue. O Duque estava ali, mas não estava sozinho. Célia estava ao seu lado, e uma expressão de alarme atravessou seu rosto quando me viu.
“Você não deveria estar aqui”, disse o Duque, a severidade de sua voz penetrando o ar. “Estamos em meio a uma reunião.”
“Vossa Graça, você precisa ouvir o que tenho a dizer. Roderick não era o único traidor. Há um plano para atacá-lo durante o festival. Precisamos agir agora!” disse, sentindo a urgência da situação.
A expressão de Célia mudou instantaneamente, mas não de maneira que eu esperava. Em vez de preocupação, havia um traço de algo mais — algo que parecia um plano que estava em andamento. “O que você quer dizer?”, ela questionou, seu olhar ardente de interesse.
“O que você está fazendo aqui, Celia? O que sabe sobre isso?”, o Duque interrompeu, parecendo confuso.
Mas antes que eu pudesse responder, as coisas tomaram um rumo inesperado. Célia deu um passo à frente, um sorriso astuto se formando em seu rosto. “O que você descobriu, Conselheiro, pode não ser tão simples quanto você imagina.”
O choque atravessou minha mente enquanto a percepção começava a se formar. Celia estava no centro da trama, e eu havia caído em sua armadilha. O que ela pretendia fazer com a verdade que eu havia descoberto? Agora, o jogo estava mudando mais uma vez, e eu precisava agir rapidamente, antes que fosse tarde demais.
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Atualizado até capítulo 21
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