Calma fria

Gabo permaneceu em silêncio, a pergunta de Arthur ecoando em sua mente com um peso esmagador. Sua respiração estava acelerada, e o medo se manifestava em seu corpo tremendo. A ideia de perder a virgindade sob aquelas condições era uma tortura psicológica que ele não havia imaginado.

Arthur observou o jovem com um olhar impassível, esperando uma resposta. A calma fria do senhor contrastava com o desespero visível de Gabo.

— Eu... eu não quero, senhor — Gabo finalmente murmurou, a voz embargada.

Arthur inclinou a cabeça levemente, como se ponderasse a resposta de Gabo.

— Se você não quiser isso agora, você precisará seguir as regras do manual e demonstrar completa obediência em todos os outros aspectos — explicou Arthur. — Mas tem uma coisa, Gabo: no momento em que eu dizer que quero você, você prontamente vai responder "sim, senhor".

Gabo engoliu em seco. Seus olhos se encheram de lágrimas, e ele sentiu um frio cortante percorrer sua espinha. A sensação de ser totalmente despojado de sua privacidade e dignidade era esmagadora.

— Senhor... eu não... — Gabo começou a gaguejar, sua voz tremendo. — Eu... não estou pronto para isso...

Arthur permaneceu impassível, sua expressão fria e calculada.

— Não estou pedindo sua opinião sobre estar pronto ou não, submisso — disse Arthur com uma calma implacável. — O que importa aqui é a sua obediência e sua aceitação do papel que lhe foi designado. Se você ficar relutante, saiba que isso só aumentará as consequências para você.

Arthur deu um passo mais perto, a proximidade intensificando o sentimento de opressão que Gabo sentia.

— Qualquer hesitação ou resistência será tratada como uma falha grave e terá repercussões correspondentes.

Gabo olhou para Arthur, a desolação e a sensação de estar preso e sem saída, estampadas em seu rosto. Sua mente estava em turbilhão, lutando para encontrar algum sentido na situação aterrorizante em que se encontrava. Arthur sorriu.

- Mas relaxe. Não vai ser hoje. Agora preciso resolver algumas coisas. Quando eu voltar, espero te encontrar seguindo as normas. Aproveite para caminhar um pouco, não vou te algemar.

Gabo ficou paralisado enquanto Arthur se afastava, a sensação de alívio temporário misturada com um medo crescente. Arthur se dirigiu para fora do galpão com passos decididos, deixando Gabo sozinho, com seus pensamentos turvos e um nó na garganta.

Ele olhou ao redor, o galpão simples e austero parecia ainda mais opressivo agora, uma constante lembrança de sua situação. As palavras de Arthur ressoavam em sua mente, e o manual em suas mãos parecia pesar toneladas.

Com um suspiro profundo, Gabo tentou concentrar-se nas instruções que havia recebido. A sensação de liberdade temporária, embora mínima, parecia um pequeno consolo em meio ao medo e à incerteza.

Gabo se levantou lentamente, as pernas ainda um pouco trêmulas, e começou a se mover pelo galpão.

Dominado pelo desespero e pela sensação esmagadora de estar preso em uma situação insuportável, decidiu que precisava tentar escapar. A ideia de fugir parecia a única solução para ele recuperar algum controle sobre sua vida, mesmo que a tentativa fosse arriscada e incerta.

Ele olhou ao redor, avaliando a área do galpão, buscando qualquer possível saída ou maneira de escapar. As paredes eram robustas e não havia janelas visíveis, mas havia uma pequena porta de saída, trancada com uma fechadura robusta. Gabo se aproximou cautelosamente, tentando forçar a fechadura com as mãos trêmulas. A tarefa era quase impossível sem ferramentas, e ele logo percebeu que a porta estava firmemente trancada.

Seu coração batia forte, e ele sentiu um pânico crescente enquanto pensava em como poderia ter uma chance de sair. Ele procurou por qualquer coisa que pudesse usar como ferramenta, mas o galpão estava quase vazio, com poucos objetos à vista e todos bem fixos ou inutilizáveis.

O desespero tomou conta de Gabo, e ele começou a bater na porta com força, suas esperanças diminuindo rapidamente à medida que o som ecoava sem resposta. Sua tentativa de fuga parecia fútil, e a consciência de que Arthur poderia voltar a qualquer momento o fazia sentir-se cada vez mais angustiado.

Gabo parou, sua energia se esgotando e as lágrimas de frustração começando a rolar por seu rosto. Ele se encostou contra a parede, respirando pesadamente, tentando recuperar a compostura. A sensação de impotência era avassaladora, e ele sabia que sua tentativa de fuga não tinha sido bem-sucedida.

Quando Arthur retornou, ele encontrou Gabo encostado na parede, exausto e derrotado. O senhor observou a cena com um olhar que misturava desapontamento e frieza. Ele não precisava de palavras para comunicar que a tentativa de fuga tinha sido em vão; o silêncio e o olhar de Arthur diziam tudo.

— Vejo que você decidiu tentar escapar — disse Arthur, sua voz calma, mas carregada de uma autoridade implacável. — Isso apenas demonstra a necessidade de reforçar as regras e penalidades. Agora, volte ao seu lugar e se prepare para enfrentar as consequências de sua ação.

Gabo, desolado e envergonhado, obedeceu, voltando lentamente para o centro do galpão. O medo e a tristeza ainda eram palpáveis em seu rosto, e ele se preparava para enfrentar a repreensão e as penalidades que sabia que viriam.

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Comments

Jucilene De Fatima

Jucilene De Fatima

cadê a família dele que não procura por ele. eu prefiro a morte do que isso cara psicopata

2024-11-18

2

Marta Monteiro

Marta Monteiro

Quem escreveu isso foi um psicopata,foi?

2024-11-15

1

Ana Lúcia

Ana Lúcia

já vai estuprar o menino seu pedófilo de merda

2024-10-11

1

Ver todos
Capítulos
1 O encontro
2 Rapto
3 Regras
4 Frieza
5 Entre a ousadia e a vulnerabilidade
6 Oásis
7 Intenções
8 Aceitação e resistência
9 Perdido entre o desespero e o autocontrole
10 Reação
11 Frustração e fascínio
12 Inquietação
13 Desamparo
14 Obediência resoluta
15 Guia
16 Gentileza incomum
17 Calma fria
18 Primeiras marcas
19 Descontrole e impulsividade
20 "Você vai ficar bem"
21 Outra vida...
22 Trégua temporária
23 Comportamento errático
24 Sem saída
25 Controle, expectativas e submissão
26 Agonia
27 Temor
28 Sobrevivendo
29 Cronograma
30 Implacável rotina
31 Começando os trabalhos...
32 Seguindo
33 Borrão de dias incessantes
34 Aprovação e desaprovação
35 Monotonia
36 Exaustão e desgaste
37 Um mês depois do sequestro...
38 Posse
39 Estômago embrulhado
40 Mudanças
41 Sucumbindo
42 Cuidados controlados
43 Desejo de liberdade
44 Ilusão de liberdade
45 Janela
46 Tolo...
47 Reassumir o controle
48 Presença constante
49 Calafrio
50 Intolerância
51 Consequências
52 Ciclo
53 Instável
54 Obediência
55 Proximidade e hostilidade
56 Pensamentos intrusivos
57 Respiro
58 Sem sentido
59 Punições e recompensas
60 Pegando a estrada
61 Suavidade
62 Carinho distorcido
63 Entre a realidade e a desconexão
64 Promessas
65 Belo adormecido
66 Prisão de luxo
67 Dança
68 Obedecer e aguardar
69 Jantar e protocolos
70 Serviço de quarto
71 Animal acuado
72 Número inexistente
73 Choque e lágrimas
74 Regresso
75 Inconsciência
76 Eficiência
77 Contraste
78 Febre e cuidados
79 Delírio e realidade
80 Mãos dadas
81 Pontada de remorso
82 Ecos
83 Suavizando a abordagem
84 Nova rotina
85 Autoridade e companheirismo
86 Confusão de sentimentos
87 Lampejos de humanidade
88 Descanso
89 Só por essa noite...
90 Preocupações e precauções
91 Cacos
92 Fortalecendo corpo e mente
93 Necessidades
94 Doce severidade
95 Aniversário irrelevante
96 Presente sombrio
97 Dias imutáveis
98 Ciúmes e revelações
99 Explicações
100 Balanços e encantos
101 Reprimindo sentimentos
102 Dilemas
103 Tensão e exaustão
104 Relação funcional e hierárquica
105 Querida morte...
106 Corda fina
107 Desafio e consequência
108 Futuro incerto
109 Esforço negativo
110 Testando limites
111 "No fim das contas, o que me resta?"
112 Fúria e confusão
113 Orgulho ferido
114 Desejos ocultos
115 Manipulando o manipulador
116 Passando dos limites
117 Uma hora de vida
118 Escolha difícil
119 Emergência
120 Os pais de Gabo e o horror em Milena
121 Fragilidade
122 Sons da vida
123 Conversa e descobertas
124 Coração divido
125 Incertezas
126 Confissões
127 Vida e morte
128 Esperar e torcer
129 Despertar
130 Espaço
131 Medo e culpa
132 Reabilitação
133 Silêncio
134 Jogos
135 Progressos
136 Casa e caos
137 Torturador e protetor
138 Palavras
139 Repetição
140 Pânico
141 "Só o Gabo importa"
142 Resgate
143 Paciência
144 Deixar
145 Acidente e morte
146 Declaração e liberdade
147 Amar é deixar ir...
148 Lar, doce caos
149 O peso da liberdade
150 Sobrevivendo no automático
151 Sombras atormentadoras
152 Pedido inesperado
153 Reencontro bom
154 Cobranças
155 Doce e gentil Alana
156 Recuperando o tempo...
157 Segredo entre amigos
158 O peso das escolhas que Arthur fez
159 Traumas e impactos
160 Processo de seguir em frente
161 Sarcasmo
162 Ombro amigo
163 Decisão
164 167
165 Quebrados
166 Tempo e lamentos
167 Dia no parque
168 Paradoxo
169 Culpa e violão
170 Pôr do sol
171 Agradecimento
Capítulos

Atualizado até capítulo 171

1
O encontro
2
Rapto
3
Regras
4
Frieza
5
Entre a ousadia e a vulnerabilidade
6
Oásis
7
Intenções
8
Aceitação e resistência
9
Perdido entre o desespero e o autocontrole
10
Reação
11
Frustração e fascínio
12
Inquietação
13
Desamparo
14
Obediência resoluta
15
Guia
16
Gentileza incomum
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Calma fria
18
Primeiras marcas
19
Descontrole e impulsividade
20
"Você vai ficar bem"
21
Outra vida...
22
Trégua temporária
23
Comportamento errático
24
Sem saída
25
Controle, expectativas e submissão
26
Agonia
27
Temor
28
Sobrevivendo
29
Cronograma
30
Implacável rotina
31
Começando os trabalhos...
32
Seguindo
33
Borrão de dias incessantes
34
Aprovação e desaprovação
35
Monotonia
36
Exaustão e desgaste
37
Um mês depois do sequestro...
38
Posse
39
Estômago embrulhado
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Mudanças
41
Sucumbindo
42
Cuidados controlados
43
Desejo de liberdade
44
Ilusão de liberdade
45
Janela
46
Tolo...
47
Reassumir o controle
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Presença constante
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Calafrio
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Intolerância
51
Consequências
52
Ciclo
53
Instável
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Obediência
55
Proximidade e hostilidade
56
Pensamentos intrusivos
57
Respiro
58
Sem sentido
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Punições e recompensas
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Pegando a estrada
61
Suavidade
62
Carinho distorcido
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Entre a realidade e a desconexão
64
Promessas
65
Belo adormecido
66
Prisão de luxo
67
Dança
68
Obedecer e aguardar
69
Jantar e protocolos
70
Serviço de quarto
71
Animal acuado
72
Número inexistente
73
Choque e lágrimas
74
Regresso
75
Inconsciência
76
Eficiência
77
Contraste
78
Febre e cuidados
79
Delírio e realidade
80
Mãos dadas
81
Pontada de remorso
82
Ecos
83
Suavizando a abordagem
84
Nova rotina
85
Autoridade e companheirismo
86
Confusão de sentimentos
87
Lampejos de humanidade
88
Descanso
89
Só por essa noite...
90
Preocupações e precauções
91
Cacos
92
Fortalecendo corpo e mente
93
Necessidades
94
Doce severidade
95
Aniversário irrelevante
96
Presente sombrio
97
Dias imutáveis
98
Ciúmes e revelações
99
Explicações
100
Balanços e encantos
101
Reprimindo sentimentos
102
Dilemas
103
Tensão e exaustão
104
Relação funcional e hierárquica
105
Querida morte...
106
Corda fina
107
Desafio e consequência
108
Futuro incerto
109
Esforço negativo
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Testando limites
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"No fim das contas, o que me resta?"
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Fúria e confusão
113
Orgulho ferido
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Desejos ocultos
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Manipulando o manipulador
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Passando dos limites
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Uma hora de vida
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Escolha difícil
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Emergência
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Os pais de Gabo e o horror em Milena
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Fragilidade
122
Sons da vida
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Conversa e descobertas
124
Coração divido
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Incertezas
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Confissões
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128
Esperar e torcer
129
Despertar
130
Espaço
131
Medo e culpa
132
Reabilitação
133
Silêncio
134
Jogos
135
Progressos
136
Casa e caos
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Torturador e protetor
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Pânico
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"Só o Gabo importa"
142
Resgate
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Paciência
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Deixar
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Acidente e morte
146
Declaração e liberdade
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Amar é deixar ir...
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Lar, doce caos
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O peso da liberdade
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Sobrevivendo no automático
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Sombras atormentadoras
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Pedido inesperado
153
Reencontro bom
154
Cobranças
155
Doce e gentil Alana
156
Recuperando o tempo...
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O peso das escolhas que Arthur fez
159
Traumas e impactos
160
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Sarcasmo
162
Ombro amigo
163
Decisão
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167
165
Quebrados
166
Tempo e lamentos
167
Dia no parque
168
Paradoxo
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