Gabo, com o rosto pálido e as mãos trêmulas, segurava o manual enquanto sua mente tentava processar o conteúdo cruel e detalhado. As regras e penalidades descritas o deixavam aterrorizado e confuso, sem conseguir entender completamente o que significava para seu futuro imediato. Seus olhos percorriam as palavras, mas a sensação de desamparo e confusão fazia-o duvidar da realidade ao seu redor.
Arthur observava o jovem com um misto de interesse e uma pontinha de simpatia calculada. Aproximou-se de Gabo com passos suaves e um olhar que transmitia uma mistura de autoridade e uma aparente disposição para ajudar. O tom de Arthur, embora ainda carregado de controle, era incomumente gentil.
— Você está com dúvidas, submisso? — perguntou Arthur, sua voz suave e medida, quase como se estivesse oferecendo uma oportunidade para Gabo entender melhor sua situação. — Se há algo que não está claro, estou aqui para esclarecer.
Gabo levantou os olhos, encontrando o olhar do senhor, mas logo desviou o olhar. A sensação de estar sendo examinado fazia seu coração acelerar, mas a gentileza aparente de Arthur o pegou de surpresa.
— Eu... Eu não sei o que significa tudo isso — Gabo disse, a voz entrecortada pelo medo e pela confusão. — O que vai acontecer comigo?
Arthur inclinou-se ligeiramente, seu olhar fixo em Gabo com uma expressão que misturava compaixão e frieza.
— É natural se sentir perdido no início — disse Arthur. — O manual é um guia para o que se espera de você e como você deve se comportar. As regras e as penalidades existem para moldá-lo e orientá-lo. É um processo que visa sua adaptação e submissão total.
Arthur fez uma pausa, permitindo que Gabo absorvesse suas palavras.
— As penalidades só serão aplicadas se necessário. Se você se comportar e obedecer, tudo ficará bem. É importante que você saiba exatamente o que se espera de você para que possa se ajustar adequadamente.
A voz de Arthur era calma e controlada, mas a mensagem subjacente era clara: a conformidade era a única saída, e compreender as regras era o primeiro passo para evitar as severas consequências que aguardavam qualquer transgressão. Gabo, ainda lutando para processar a realidade de sua situação, tentava encontrar algum senso de clareza nas palavras do senhor.
— Se você cumprir as regras e demonstrar submissão, os benefícios virão. Caso contrário, haverá penalidades para assegurar que você se ajuste ao comportamento esperado.
Gabo engoliu em seco, sua mente ainda girando com a nova realidade. Arthur, percebendo a necessidade de mais clareza, continuou com um tom mais encorajador, mas ainda autoritário.
— Não se preocupe. Você terá tempo para se adaptar e entender cada aspecto da tua nova vida. O importante é que siga as instruções e respeite as regras. Se estiver com alguma dúvida pode perguntar.
Gabo respirava com dificuldade, tentando entender a enormidade do manual. O cronograma diário estava especialmente confuso e esmagador para ele, e o medo de errar era palpável. Ele se virou para Arthur, a voz carregada de desespero.
— Senhor, eu não entendi bem o cronograma... — Gabo começou, sua voz hesitante. — O que exatamente devo fazer? E, vou sair daqui?
Arthur observou Gabo, sua expressão não revelando nenhum traço de simpatia, mas sim uma calma controlada. Ele sabia que o submisso precisava de orientação clara e direta.
— No momento, você deve se ater aos primeiros itens do manual, especificamente a postura e maneiras. A obediência imediata e a forma adequada de se dirigir a mim são fundamentais agora — respondeu Arthur, com um tom firme. — Não se preocupe com os detalhes do cronograma neste instante. Foque em seguir as regras de comportamento e demonstrar sua submissão. Quando formos para casa, aí sim você precisará seguir o cronograma.
Gabo tentou digerir tudo aquilo, mas parecia surreal demais.
— Casa... Senhor? — balbuciou, tenso.
Arthur se aproximou mais, sua presença imponente, mas sua voz mantinha uma suavidade que buscava encorajar a compreensão.
— Sim, casa. Ou achava que ia ficar para sempre aqui? Mas como eu já falei, agora se preocupe em manter a postura correta e se dirigir a mim com respeito — continuou Arthur. — Observe as orientações sobre como se posicionar e se comportar durante as ordens e interações. Isso garantirá que você esteja cumprindo as expectativas básicas enquanto se ajusta ao restante.
Arthur deu um leve sorriso encorajador, mesmo que sua express
ão geral continuasse severa.
— E tem mais uma coisa que não está no manual, porque eu prefiro explicar pessoalmente. Antes de tudo, vou te fazer algumas perguntas e quero que responda sempre com a verdade. Está bem?
— Sim, senhor — respondeu Gabo, a voz carregada de nervosismo.
— Você tem namorada ou namorado? — Arthur perguntou, com um tom neutro.
— Não, senhor — respondeu Gabo.
— Mas já teve? — continuou Arthur, observando atentamente.
Gabo não estava confortável com aquelas perguntas e pensou em mentir, mas imaginou que seria pior e que Arthur já tinha as respostas.
— Não, senhor — respondeu, com relutância.
Arthur esboçou um sorriso de satisfação.
— Então, você é virgem — afirmou, sem questionar.
Gabo, embora se sentisse desconfortável, respondeu com sinceridade.
— Sim, senhor.
Arthur continuou a observá-lo com um olhar que misturava satisfação e avaliação.
— Entendo — disse Arthur, sua voz ainda controlada. — É bom que você tenha sido honesto. A honestidade é uma parte fundamental do processo de submissão.
Ele fez uma pausa, e o tom de sua voz tornou-se mais direto.
— Quer perder a tua virgindade agora?
Gabo olhou para Arthur com o coração acelerado, seu rosto mostrando uma mistura de choque e medo. A pergunta direta e inesperada o deixou atordoado, sua mente lutando para processar a gravidade da situação. Ele hesitou, a ansiedade claramente visível em seu corpo.
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Atualizado até capítulo 171
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