Ao chegar, Arthur encontrou Gabo ainda no chão, cansado e desamparado. O jovem não havia se movido muito, seu corpo estava rígido e seus olhos, já sem lágrimas, tinham um olhar de resignação e desespero.
Arthur se agachou ao lado de Gabo, avaliando a condição do jovem com uma frieza calculada. O ambiente estava impregnado de tensão e a luz filtrada através das frestas nas paredes parecia realçar o desespero de Gabo.
— Bom, vamos começar — disse Arthur com uma determinação clara. — Hoje você vai aprender que não há outra opção senão obedecer.
Arthur então soltou a sacola com roupas e produtos de higiene ao seu lado no chão e começou a desalgemar as mãos e tornozelos de Gabo. A ação foi rápida e meticulosa, cada movimento refletindo a impaciência e o controle que ele queria estabelecer.
— Fique em pé. Vamos, Gabo — ordenou Arthur.
Gabo, hesitante, murmurou:
— Não me chame assim.
Arthur percebeu o sussurro e, com um movimento brusco, deu um tapa no rosto de Gabo. O impacto fez com que Gabo se encolhesse, e lágrimas novas começaram a se formar em seus olhos.
— Eu te chamo como eu quiser, Gabo... Gabriel... Lixo... Entendeu? — a voz de Arthur estava carregada de uma impaciência cruel. — Agora levante.
Arthur agarrou o braço de Gabo e o forçou a ficar em pé. Gabo, ainda atordoado e com as pernas trêmulas, tentou se manter equilibrado.
Arthur não perdeu tempo e imediatamente ordenou:
— Tire as roupas.
Gabo olhou para Arthur com uma mistura de raiva e medo, seu corpo inteiro demonstrando resistência. A recusa foi clara, mas a expressão de Arthur estava implacável.
Arthur fez uma pausa, seu olhar penetrante fixo em Gabo.
— Vamos, Gabo. Sua resistência só prolongará o sofrimento. Tire as roupas agora!
Arthur, sem paciência para esperar, puxou o cinto que usava e o segurou com firmeza.
— Não vou esperar para sempre, Gabo. Se você não colaborar, a punição será inevitável.
Com um último olhar de desespero, Gabo começou a retirar as roupas, o movimento lento e hesitante refletindo sua luta interna. O medo e a vergonha estavam estampados em seu rosto, enquanto Arthur observava com um semblante de frieza medida.
Arthur observou Gabo hesitar ao tirar a cueca, sua resistência visível mesmo em seu estado debilitado. A tensão no ar era palpável, e o desespero de Gabo se manifestava em cada movimento hesitante.
— Tire tudo — ordenou Arthur, a voz firme e sem espaço para contestação.
Gabo, com um suspiro resignado, terminou de se despir. Arthur analisou o corpo do jovem com um olhar crítico, cada detalhe sendo observado de forma fria. O olhar de Arthur era impiedoso, revelando a satisfação cruel que sentia ao ter o controle absoluto sobre Gabo.
— Agora, vá tomar um banho. Já sabe onde é o banheiro. Não temos o dia todo, Gabriel — disse Arthur, com um tom impaciente.
Gabo, ainda abalado, se dirigiu em direção ao banheiro, os passos vacilantes e a postura curvada indicando seu estado mental e físico exausto. Arthur o observou enquanto ele se movia, garantindo que o jovem não encontrasse qualquer oportunidade de resistência.
Assim que Gabo entrou no banheiro e fechou a porta, Arthur se sentou próximo à entrada, cruzando os braços e mantendo uma vigilância constante. O som do chuveiro começando a ser acionado e foi o único sinal de que o jovem estava seguindo as ordens. Arthur permaneceu na porta do banheiro, o silêncio pesado no ar, enquanto o som do chuveiro se misturava com a respiração ofegante de Gabo. Ele aguardava pacientemente, atento a qualquer sinal de resistência ou tentativa de fuga.
Após alguns minutos, Gabo saiu do chuveiro, com o corpo ainda coberto de gotas de água e a expressão marcada pelo cansaço. Ele estava visivelmente mais pálido e suas mãos tremiam ligeiramente. Arthur o observou de cima a baixo, seu olhar avaliando cada aspecto do jovem com um interesse calculado.
— Agora que você está limpo, vamos continuar — disse Arthur, o tom impessoal e direto. — Siga-me.
Arthur fez um gesto para que Gabo o seguisse até o centro do galpão, onde havia preparado um espaço específico. No chão, ao lado, estavam dispostos alguns objetos que Gabo ainda não havia visto, mas que claramente faziam parte do tal método de treinamento de Arthur.
— A partir de agora, você vai aprender a se comportar — continuou Arthur. — Cada passo que você der deve ser uma demonstração de sua obediência.
Ele apontou para uma área demarcada no chão.
— Fique aqui e aguarde instruções. Não se mova sem permissão.
Gabo, com a cabeça baixa e o corpo ainda um pouco encolhido, se posicionou onde Arthur havia indicado. A postura de Arthur era de completo controle, e sua presença parecia dominar o espaço.
Arthur então foi até a sacola que havia deixado no chão e retirou alguns itens: roupas novas, mais produtos de higiene e alguns outros acessórios. Ele organizou os itens cuidadosamente ao lado de Gabo, demonstrando sua intenção de manter o jovem em um estado contínuo de submissão.
— Estas são suas novas roupas e itens de higiene. A partir de agora, tudo o que você faz deve ser feito sob minhas ordens — instruiu Arthur. — Vamos começar com o básico.
Arthur se aproximou e, com um olhar firme, continuou:
— A obediência não é apenas uma questão de seguir ordens, mas de aceitar sua posição. Se você resistir novamente, vai encontrar a punição que já conheceu. Entendeu?
Gabo, com a voz quase um sussurro, respondeu:
— Sim, senhor.
Arthur sorriu, satisfeito com a resposta, e fez um gesto para que Gabo começasse a vestir as roupas e a organizar os produtos de higiene. Cada movimento do jovem era observado com atenção, e qualquer erro ou hesitação era prontamente corrigido por Arthur.
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Atualizado até capítulo 171
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