Gabo permaneceu em silêncio, tentando processar as palavras de Arthur. O choque da revelação o deixou paralisado por alguns instantes, e a mente do jovem girava com as implicações do que acabara de ouvir. Ele nunca havia imaginado que a situação pudesse escalar para algo tão perverso e insidioso. Cada fibra de seu ser queria resistir, mas a realidade da sua vulnerabilidade o deixava sem opções claras.
Enquanto Gabo lutava internamente, Arthur continuava a observar, seus olhos nunca deixando o jovem. Havia algo predatório em seu olhar, como se ele estivesse à espera de qualquer sinal de fraqueza ou submissão em Gabo. Ele sabia que pressionar Gabo era um jogo de paciência, e estava disposto a esperar que o jovem cedesse.
Finalmente, Gabo quebrou o silêncio, sua voz fraca, mas determinada.
— E se eu recusar? — perguntou ele, seu olhar encontrando o de Arthur com uma mistura de desafio e medo.
Arthur não respondeu imediatamente. Ele se afastou da mesa e caminhou lentamente de volta até Gabo, parando ao lado da cadeira. Seu sorriso havia desaparecido, substituído por uma expressão séria e fria.
— Se você recusar, Gabo, as coisas se tornarão muito mais difíceis para você — disse Arthur, sua voz sem emoção. — Não estou oferecendo uma escolha. Estou estabelecendo as regras de como as coisas funcionarão daqui para frente. Você pode aceitar e se adaptar, ou pode resistir e sofrer as consequências.
Gabo sentiu o peso da ameaça nas palavras de Arthur. Ele sabia que estava encurralado, e a resistência só traria mais dor. Mas aceitar a proposta de Arthur era algo que ele não conseguia sequer imaginar. Como poderia se submeter a uma vida de servidão e humilhação, especialmente sob o domínio de alguém tão cruel?
Arthur, percebendo a hesitação de Gabo, decidiu pressionar mais.
— Pense nisso como uma forma de sobrevivência, Gabo — continuou Arthur, agora com um tom mais persuasivo. — Se você se adaptar, pode encontrar algum conforto, talvez até algo que se aproxime de segurança. Mas se continuar a lutar contra isso, estará apenas se machucando mais. Não se trata apenas de obediência, mas de entender o que é melhor para você nesta situação.
Gabo sentiu uma onda de desespero, mas não conseguiu encontrar uma resposta que satisfizesse a si mesmo ou que desafiasse Arthur sem consequências. Ele queria resistir, manter sua dignidade intacta, mas a situação era insustentável.
— E se eu... tentar fazer as duas coisas? — Gabo finalmente perguntou, sua voz trêmula. — E se eu obedecer, mas sem... sem essa outra parte?
Arthur riu suavemente, uma risada fria e calculista.
— Ah, Gabo, você ainda não entendeu, não é? — respondeu Arthur, aproximando-se ainda mais do jovem, até que seus rostos estavam a poucos centímetros de distância. — Não existem meias-medidas aqui. Ou você está dentro, ou está fora. E estar fora significa enfrentar coisas que você provavelmente preferiria evitar.
Gabo olhou para baixo, tentando evitar o olhar penetrante de Arthur. O medo agora estava estampado em seu rosto, enquanto ele lutava contra as lágrimas que ameaçavam cair. Ele estava encurralado, sem nenhuma saída visível.
Arthur, vendo que seu ponto estava sendo absorvido, recuou e voltou a se recostar na parede, observando Gabo com uma expressão de satisfação fria.
— Vou deixar você pensar sobre isso — disse Arthur, seu tom voltando a ser controlado e autoritário. — Não espero uma resposta imediata, mas lembre-se de que cada momento que você hesita está apenas tornando as coisas mais difíceis para você.
Arthur saiu do galpão, deixando Gabo sozinho com seus pensamentos. A porta se fechou com um estalo, e o jovem sentiu como se o peso do mundo tivesse caído sobre seus ombros. Ele estava preso em um pesadelo sem fim, onde cada decisão parecia levar a um abismo mais profundo.
Enquanto o silêncio envolvia o galpão, Gabo se sentia mais perdido do que nunca. A decisão que ele teria que tomar era algo que o aterrorizava profundamente, e ele sabia que qualquer escolha que fizesse poderia ter consequências devastadoras para sua vida e para sua sanidade.
Agora, sozinho no galpão escuro, Gabo percebeu que precisava encontrar uma maneira de sobreviver a tudo isso, mesmo que isso significasse se adaptar temporariamente às exigências de Arthur.
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Atualizado até capítulo 171
Comments
Cida Domiciano
ele é louco tomara que ele sofra muito mais.
2024-11-05
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