explosão

Depois de deixar Fernanda em casa, satisfeita após nosso encontro intenso, voltei para a empresa. Meu pai havia solicitado uma reunião, e eu sabia que não podia ignorar isso. Levei Caio comigo e aguardamos a chegada do patriarca Ferrari.

— Eu não confio nele. Parece que está tramando algo sério — comentou Caio, enquanto analisávamos a situação. Assenti. Conhecia bem o orgulho do meu pai; ele jamais voltaria atrás em uma decisão.

— Vamos ficar atentos a cada movimento. Tenho homens monitorando a casa de campo dos Ferrari. Ele levou aquela mulher para o lugar que minha mãe tanto amava. Só isso já me deixa furioso — respondi, e a secretária avisou que meu pai havia chegado, acompanhado de outros homens.

— Peça para ele entrar. Caio, mantenha os olhos abertos e alerte os filhos dos homens que vieram com ele — ordenei, me preparando para o confronto.

Meu pai entrou acompanhado de alguns capangas. Um deles, ousado demais, falou assim que cruzou a porta: — Estou surpreso com o que ouvimos sobre você, Luigi.

Sem hesitar, saquei minha arma e atirei em sua perna. — Primeiro, é "obrigado por me receber, Don". Segundo, eu não me importo com o que vocês pensam. Quando meu pai foi acusado de traição, vocês escolheram o lado dele, não o meu — disse, enquanto o ferido era retirado da sala.

— Vamos ao que interessa. O que quer, senhor Ferrari? — perguntei, ainda segurando a arma, preparado para qualquer movimento.

— Quero o que é meu por direito. Quero a empresa e a mansão. Saia da casa ainda hoje — declarou, esperando uma explosão de raiva da minha parte. Permaneci em silêncio, controlando cada emoção.

— O que foi? Achou que sairia impune por tudo o que fez? Sua mulher agrediu a minha esposa. Isso não vai ficar assim. Tentei entrar na minha própria mansão e fui barrado! — continuou ele, fazendo uma pausa dramática. — E já que estamos falando de vingança, vou dizer uma coisa, Luigi: seus sogros estão a caminho da sua casa neste momento. Dentro do carro, há uma bomba que vai explodir assim que pararem. Sugiro que pense bem no que fará daqui para frente, porque Liliane tem os mesmos direitos que Fernanda — ameaçou, e logo as armas de seus capangas foram apontadas para mim.

Caio, discretamente, acionou o botão de segurança embaixo da mesa. Encarei os homens ao redor e perguntei: — Estão prontos para morrer por um traidor?

Coloquei-me em frente ao meu pai, aproximando minha testa ao cano da arma dele. — Vai, pai, atira. Atira, ATIRA! — gritei. Por um momento, a humanidade brilhou em seus olhos, e ele hesitou. Não esperei que se recuperasse; atirei nele sem piedade. O corpo dele tombou no chão, morto.

As portas se abriram e os filhos dos capangas, juntamente com soldados leais a mim, entraram. Todos baixaram suas armas. Peguei o telefone e liguei para meu sogro.

— Sr. Montini, onde está agora? — perguntei, com urgência.

— Estamos a caminho da sua casa, queremos falar com a Fernanda. Por que, Luigi? — questionou ele, sem entender a gravidade da situação.

— Meu pai colocou uma bomba no carro de vocês. A ideia é que exploda assim que pararem na minha casa, quando Fernanda sair para encontrá-los — expliquei, enquanto Caio coordenava os seguranças para manter os portões fechados.

— Santo Deus, vamos parar em um local isolado — respondeu o Sr. Montini. De fundo, ouvi a voz da minha sogra, angustiada, gravando uma mensagem de despedida.

— Cuidem das minhas filhas. Lara ficará com meu irmão, Alonzo. Não desistam do casamento. Esse homem não presta — falava ela, entre soluços, deixando clara a gravidade do momento.

— Onde estão exatamente? Vão para a área de areia da lagoa. Vamos resgatá-los lá. Não desistam, vamos tirar vocês dessa — instruí, tentando trazer esperança à voz desesperada do meu sogro.

Ele confirmou a localização e, junto com Caio, corri para lá.

Enquanto isso, Fernanda permanecia em casa. Após meu retorno, ela estava relaxando e, de repente, sentiu algo em sua barriga. Um misto de euforia e felicidade tomou conta dela ao perceber que o bebê havia se mexido pela primeira vez. — Meu Dante, meu Dante Ferrari — murmurou para si mesma, já convencida de que carregava um menino.

— Augusta! AUGUSTA! — chamou, e a governanta, que trabalhava para a família há muitos anos, veio correndo.

— O que houve, senhora? — perguntou, preocupada.

— Meu filho mexeu. Coloque a mão aqui — disse Fernanda, levando a mão de Augusta até a barriga. A governanta sorriu, emocionada, quando sentiu o movimento do bebê.

Depois de comemorarem juntas, Fernanda decidiu descer para a sala, pegar um lanche e assistir à TV. — Vamos ver o jornal, meu filho? — perguntou, acariciando a barriga.

— Senhora, não é bom assistir ao noticiário. Só tem tragédia, isso pode deixá-la nervosa — avisou um dos seguranças, que parecia não conhecer o espírito teimoso de Fernanda.

Ela ignorou o aviso e ligou a TV, que transmitia a notícia de um carro que havia explodido. A menção de vítimas a fez gelar. — Augusta? — chamou, com a voz tremendo.

— Sim, senhora? — respondeu a governanta, aproximando-se.

— Me diga que aquele carro ao fundo não é o de Luigi — falou Fernanda, com os olhos arregalados e o coração acelerado.

— Meu Deus! Ligue para ele agora! — ordenou, desesperada, sem saber quem havia morrido naquele acidente.

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Comments

Andréa Debossan

Andréa Debossan

Agora ele vai tá morto e ela não tem filho nenhum na barriga foi um otario achando que o filho não ia ter coragem de atirar, velho idiota

2025-03-15

0

Márcia Jungken

Márcia Jungken

esse velho Ferrari foi muito otário e estúpido por brigar com os filhos e perder a vida por conta dessa vagaba da Liliane 🤔🤔🙄🙄🙄

2025-03-11

0

Arlete Fernandes

Arlete Fernandes

Agora mate a víbora já que teve coragem de matar o traidor acabe com o mal pela raiz!!

2025-03-08

0

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