Hoje é o dia do meu casamento. O nervosismo me consome, mas ao mesmo tempo, sinto uma alegria que não consigo esconder. Luigi e eu temos nos dado bem; entre risadas e histórias compartilhadas, percebo que estamos construindo algo especial. Sinto-me feliz por estarmos nos entendendo, e isso me deixa esperançosa para o futuro. Minha mãe e minha irmã foram autorizadas a ficar comigo hoje, e enquanto ela me maquiava, seus olhos brilhavam com orgulho.
— Filha, que bom que, no fim, deu tudo certo! Seu casamento será perfeito. Estou tão orgulhosa de você, de ter colocado sua cabeça no lugar — ela disse, com um sorriso carinhoso.
— Mais ou menos, né, mãe? Ele que aja corretamente, senão... — brinquei, mas minha irmã me deu um olhar de reprovação. Sabia que deveria ter mais prudência na presença da maquiadora e da cabeleireira, então assenti e voltamos a nos arrumar.
Escolhi um vestido justo, que tinha uma leve transparência na parte da barriga e pedras preciosas que acentuavam o busto. O modelo tipo sereia realçava minhas curvas, e o mês que passei no porão me fez perder peso, enquanto as duas semanas que antecederam o casamento foram dedicadas a cuidar de mim mesma. Luigi liberou idas às lojas, e eu aproveitei cada momento. Não queria mais matar ninguém com palavras insensatas, então o soldado designado à minha segurança ficou quieto em seu canto. Sabia que muitos deles me odiavam, temerosos de que qualquer ato meu pudesse levar à morte deles. Mas, no fundo, eu merecia essa fama; estava decidida a andar na linha.
As trocas de beijos entre Luigi e eu eram breves e discretas, principalmente pela rigidez do pai dele. Meu cunhado havia pedido minha irmã em casamento, e meu pai aceitou, mas apenas quando ela estivesse um pouco mais velha. E essa Lili... Ai, que garota insuportável! Sempre com aquela cara de poucos amigos, mas, ao ver Luigi, se derretia. Um dia, vi ela saindo do quarto do meu sogro e me perguntei se servia a todos eles.
— Senhorita, vamos entrar. Já está tudo pronto — disse a organizadora, e assenti, sentindo o coração acelerar. Levantei-me e o véu foi colocado sobre minha cabeça. Assim que saíssemos do casamento, iríamos direto viajar para conhecer Dubai. Eu estava animada! A única coisa que me deixava triste era saber que este ano não poderia voltar a estudar. Tentei convencer Luigi, cheguei a ameaçá-lo dizendo que não haveria núpcias, mas ele se manteve irredutível.
— Filha, minha bambina, você está linda, uma verdadeira princesa — meu pai disse, beijando minha mão. — Casar com o Don é uma tarefa difícil, mas ninguém melhor que você para tirar isso de letra, não é? — finalizou, enquanto seguimos em direção ao altar.
As portas se abriram, e a visão da igreja cheia, com Luigi lá na frente, era simplesmente deslumbrante. Imediatamente, imaginei nosso futuro juntos, nossos filhos correndo ao nosso redor. A confiança que eu tinha nele me enchia de esperança.
A marcha nupcial começou a tocar, e caminhei lentamente, absorvendo o momento. Vi a alegria no rosto de Luigi; ele queria a mim tanto quanto eu a ele. Seríamos um só.
— Obrigado, meu sogro. A partir de agora, cuidarei e amarei Fernanda — ele falou baixo para meu pai. Eu sabia que muitos homens tratam mal suas esposas para não atrair inimigos, mas na maioria das vezes, são carinhosos dentro de casa.
Luigi segurou minha mão gentilmente. Percebendo que eu estava nervosa, ele se aproximou e sussurrou em meu ouvido:
— Não fique nervosa, bambina. Eu juro que, custe o que custar, eu te protegerei, te amarei e honrarei. Quando virarmos para a multidão, você será parte de mim, e todos saberão que não se toca em um sem atingir o outro.
Fiquei emocionada com a força de suas palavras, repletas de sentimento. Olhamos para o padre, que começou a cerimônia.
Luigi...
Casar-me com Fernanda, a princípio, era apenas uma questão de orgulho ferido. Ela não me quis, como não queria o Don. Eu tinha outras mulheres ao meu redor, mas deixá-la presa e observar sua força foi uma experiência nova. Eu sempre vi a mulher como um ser frágil, mas a coragem dela de ficar dias sem comer me surpreendeu. E quando ela adoeceu... Ah, foi quando percebi que não podia mais esconder o que sentia. A preocupação quase me destruiu.
Demos início a duas semanas “tentando” nos aproximar e, acredite, eu me peguei rindo ao seu lado. Isso só acontecia na presença do meu pai e do meu irmão, especialmente após a morte da minha mãe. Cheguei à conclusão clara de que eu já amava Fernanda. Eu ansiava pelo seu toque, por fazê-la feliz, por sentir seu corpo e dar prazer a ela.
Voltei ao presente quando o padre perguntou se havia alguém contra o casamento. Como esperado, ninguém se manifestou. Seguimos, fomos declarados marido e mulher e saímos da igreja direto para a festa em nossa casa. Fernanda não quis hotel ou esperar a lua de mel; disse que dormiria melhor em casa. Tão inocente, pensando que eu a deixaria dormir.
A festa foi incrível, cheia de risos e celebrações, enquanto nos preparávamos para a nossa lua de mel. Mas a manhã seguinte trouxe uma reviravolta inesperada que mudaria tudo.
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Atualizado até capítulo 31
Comments
Cleise Moura
Ahh eu já sabia que o Luigi já estava apaixonado pela Fernanda eles seram um para o outro.
2025-03-27
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Andréa Debossan
pqp as cobras já vão começar a atentar?
2025-03-15
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Arlete Fernandes
Está tão linda está estória!!
2025-03-08
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