Estava deitado, com o sono leve que sempre me acompanhava. Vi que Fernanda também estava prestes a acordar quando a porta se abriu, e, ao perceber que minha arma não estava embaixo do travesseiro, senti um frio na barriga. Com a barriga voltada para baixo, relaxei demais. Sem saber quem estava em meu quarto, fingi estar dormindo. Fernanda, com seu sono leve, levantou-se e gritou. O instinto de proteção gritou mais alto, e eu me pus à frente de uma arma, sem acreditar no que via: era Lili.
— Que isso, larga essa porra! — falei alto, mantendo Fernanda atrás de mim. A situação estava tensa, e com os soldados do lado de fora, eu precisava agir rápido. Desarmá-la seria fácil, mas não podia deixar que ela machucasse minha esposa.
— Por que você casou com ela? Era eu que deveria estar na sua cama! Deixe que eu a mate, atire nela como fez comigo! — Lili gritou, com os olhos fixos em Fernanda.
— Liliane, abaixa essa porra. Se você acertar a Fernanda, você vai morrer! — respondi, sentindo o coração acelerar.
— Como assim, chefinho? Vai matar a mãe do seu filho? — Ela colocou a mão na barriga, e naquele momento, Fernanda saiu de trás de mim, tentando tirar a arma de Lili. Um tiro ecoou pelo quarto. A imagem do roupão branco de Fernanda se manchando de sangue foi um pesadelo que não consegui processar. O alvoroço do tiro atraiu os soldados e meu irmão. Liliane tentou fugir, mas foi capturada.
— Caio, vamos ao hospital! Leve essa desgraçada para o galpão. Ela disse que está grávida, quero um exame que determine o tempo, agora! — ordenei, pegando Fernanda no colo. Vesti apenas uma calça, minha mente estava em um turbilhão. Se ela morresse, eu não teria paz.
— O que aconteceu? — perguntou meu pai ao descermos as escadas.
— Lili invadiu meu quarto e atirou nela. Ela está no galpão. Vamos ao hospital. Avise todos, pai! — respondi, enquanto entrávamos no carro. O sangue na minha calça e na roupa de Fernanda me deixava mais ansioso. Ela estava pálida, perdendo vida a cada segundo, e isso me preocupava profundamente.
— A Liliane pode estar grávida de você? — ele perguntou, e eu senti a raiva crescendo.
— Não, eu sempre transei com camisinha. Só pedi o exame porque sabia que não mataria ninguém grávida. Mas faz pelo menos dois meses que não chegava perto dela — finalizei. Chegamos rapidamente ao hospital, e ela foi atendida imediatamente. Pedi que um dos soldados trouxessem roupas para ela e, em pouco tempo, a família de Fernanda chegou.
— O que aconteceu com minha filha? — questionou a mãe dela, enquanto a irmã abraçava Caio e o pai falava com o meu.
— Uma empregada atirou nela. Já está presa, e vamos descobrir quem lhe deu essa arma. O médico está atendendo-a neste instante — respondi, mas as horas pareciam se arrastar até que ele finalmente apareceu.
— Senhor Luigi, sua esposa levou um tiro. A bala não ficou alojada e, graças a Deus, o tiro foi limpo, pegou entre seu ombro e o peito, mas ela está fora de perigo. Posso liberar uma pessoa para entrar, mas será rápido devido ao risco de infecção — explicou o médico. Assenti, e fui me trocar para vê-la.
Fernanda dormia, parecendo frágil. O alívio ao ver que ela estava viva foi intenso. Jurei a mim mesmo que a Liliane pagaria por isso.
— Eu juro, meu amor, que vou matar ela — murmurei em seu ouvido. O médico havia dito que, devido à medicação e à pequena cirurgia que foi realizada, não era recomendável que ninguém ficasse com ela. Assenti e saí, deixando soldados na porta. Fui embora apenas depois que ele garantiu que ela não acordaria naquele dia. Minha sede de vingança estava apenas começando.
Cheguei em casa e Caio seguiu comigo até o galpão onde Lili estava presa. Ela não havia apanhado, e o médico estava me aguardando.
— Don, ela está realmente grávida. Aparenta ser mais ou menos duas semanas — ele disse, entregando-me um documento. — Podemos fazer o aborto se for da sua vontade — finalizou.
— Não mato crianças, Liliane. Quem é o pai do seu filho? — perguntei, puxando seu queixo para cima com força.
— É seu, amor. Acredita em mim — respondeu, chorando. Neguei com a cabeça. O coração disparou quando vi meu pai descendo as escadas.
— Pai? — questionei, sentindo a tensão aumentar.
— O filho é meu. Estive com a Lili algumas vezes e, na última, eu estava bêbado o suficiente para não usar preservativo — ele admitiu, parecendo constrangido.
— Você tá brincando, né? Que caralho, pai! — eu explodi.
— Não vai matar a mãe do meu filho. Ele será como vocês — disse ele, e não consegui me controlar. Parti para cima dele.
— Essa vagabunda atirou na minha mulher! Se ela morresse... Ela não vai sair daqui com vida, nem que eu tenha que esperar o bebê nascer. Eu mato ela! — falei firme.
— Aquela mulher quase tirou você de mim. Não deveria ter casado com ela. Aquela gente não presta mesmo — meu pai disse, e dessa vez foi meu irmão quem interveio.
— Pai, cuidado com o que fala! — Caio alertou.
— Sobe, pai. Sou o Don e estou mandando. Você, sua vadia, isso não acabou. Não tem salvação para você. Pode ter meu sangue aí dentro, mas isso não muda nada para mim — falei, subindo as escadas. Ordenei que um soldado de confiança ficasse na porta do porão. Se dependesse de mim, ela ficaria presa até morrer.
Entrei em meu escritório, e a tensão era palpável quando recebi uma ligação do hospital. O coração na mão, eu soube que tinha que ir rápido. Eles disseram que algo havia acontecido com Fernanda. A adrenalina tomou conta de mim enquanto eu dirigia, desesperado para que Deus não a tivesse levado.
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Atualizado até capítulo 31
Comments
Márcia Jungken
acredito que o pai do Luigi vai dar um jeito de tirar essa vagaba da Liliane do galpão , já que ela está grávida dele 🤔🤔🤔
2025-03-10
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Cleise Moura
Tinha que aparecer uma vira lata mal amada pra perturbar, tu vai já morrer Lili.
2025-03-27
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Andréa Debossan
pqp é só o que falta agora esse velho assanhado ficar do lado dessa vadia
2025-03-15
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