reunião

A notícia de que meu pai estava tramando para me tirar do controle veio como um choque. Ele alegava que eu havia difamado sua namorada grávida, acusando-a de traição para justificar um suposto desejo que eu teria por ela. As palavras eram tão absurdas que quase me fizeram rir. Quando Caio trouxe essa informação, questionei a fonte, e ele revelou que havia sido Luchese quem entregou o próprio pai. Mas o motivo para isso ainda permanecia obscuro.

— Marque uma reunião com os capos e os líderes. Quem apoiar meu pai será considerado traidor, assim como ele — ordenei a Caio, que assentiu e saiu para cumprir minha ordem. Voltei ao almoço e percebi que Fernanda estava pálida.

— Amor, você está bem? — perguntei com preocupação.

— Sim, estou. Só me senti um pouco tonta. Talvez tenha sido o tempo fora de casa hoje — respondeu ela. Desde o incidente com o tiro, Fernanda não tinha manifestado sintomas físicos graves, apesar dos pesadelos e do medo. Eu estava sendo cauteloso com ela, até mesmo nos momentos de intimidade, com receio de causar algum mal à minha esposa.

Já estávamos casados há um mês, e eu via Fernanda tentar retomar sua vida normal. Ela começava a passar mais tempo sem mim, e mesmo que ainda não contestasse minhas palavras como antes, eu já conseguia vislumbrar a antiga Fernanda emergindo.

— Vamos para casa, amor — falei, e ela concordou. A ajudei a entrar no carro, e seguimos para a mansão. Enquanto dirigíamos, enviei uma mensagem a Caio pedindo para que organizasse a reunião ali mesmo, com os capos, deixando claro que apenas os convocados deveriam comparecer.

Ao chegarmos, Fernanda vomitou na garagem. Ela se desculpou, mas aquilo não importava para mim; minha prioridade era cuidar dela.

— Vem, amor, deita um pouco — disse, pegando-a no colo e levando-a para o quarto. Chamei um médico para avaliá-la e pedi à empregada que me avisasse assim que ele chegasse. Em seguida, fui para o escritório aguardar os capos.

— Luigi, os homens já estão aqui, mas o médico também chegou — avisou Caio. Levantei-me imediatamente, decidindo que veria Fernanda primeiro.

— Faça-os esperar. Vou ver o que o médico diz e, enquanto isso, tente sondá-los e descobrir algo — ordenei, indo até o quarto onde o médico me aguardava na porta. Ele sabia quem era Fernanda e entendia que eu não permitiria que ficasse sozinho com ela.

— Doutor, obrigado por vir. Minha esposa está indisposta, vomitou e está se sentindo fraca — expliquei. O médico arqueou a sobrancelha, tirou um kit de teste da mala e sugeriu que Fernanda fizesse um teste de gravidez.

— Vamos descartar a hipótese de gravidez e depois investigamos outras causas — disse ele. A ideia de um filho me pegou de surpresa. Levei Fernanda ao banheiro, ela fez o teste, e voltamos para o quarto. Quando o médico viu o resultado, sorriu e anunciou:

— Sua esposa está grávida, Don. Vou prescrever vitaminas e suplementos. Recomendo que comecem o acompanhamento com uma obstetra — informou ele. A felicidade por me tornar pai foi imediata, mas mantive a compostura diante do médico.

— Obrigado, doutor. Caio cuidará do pagamento. Peça à empregada que o chame — falei, despedindo-me dele. Olhei para Fernanda, que estava calada, provavelmente achando que eu não tinha gostado da notícia. Aproximei-me e a envolvi em um abraço apertado.

— Ah, meu amor, você me deu o presente mais maravilhoso. Que alegria saber que serei pai! Eu te amo e prometo cuidar sempre da nossa família — falei, beijando-a e vendo o alívio em seu rosto.

— Agora descanse, vou providenciar os remédios, e à tarde vamos ao médico — acrescentei. Fernanda perguntou se poderia contar a novidade para a família, e eu assenti, beijando-a mais uma vez.

Fernanda...

Saber que estava grávida me fez despertar de um estado de inércia. Não podia mais ser governada pelo medo. Os inimigos são impiedosos, e a história já me ensinou que nada se perdoa em um mundo de vingança. Levantei-me determinada, peguei o telefone e liguei para minha mãe, compartilhando a notícia. A reação foi uma verdadeira comemoração; minha família me encheu de conselhos e parabéns.

Desci as escadas com uma sensação renovada. Sentia-me mais forte e preparada para encarar o que viesse. Ao ver Luigi e os capos reunidos no escritório, decidi levar uma bandeja de aperitivos. Bati na porta e, no instante em que Luigi me viu, seus olhos captaram a mudança em mim. Ele sabia que eu tinha voltado ao meu antigo eu.

— Querida, você deveria estar descansando — disse ele, pegando a bandeja das minhas mãos.

— Estou ótima. Só quis trazer algo para vocês, mas já estou indo — respondi, sem afeto exagerado, pois sabia que os olhares de todos estavam sobre mim.

— Parabéns, cunhada. Que esse bebê venha com saúde. Conte sempre com nossa proteção — disse Caio, e eu assenti, agradecendo pelas felicitações de todos antes de sair.

Eu estava de volta. E a primeira coisa que eu faria era acertar as contas com a vadia que tentou me matar.

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Comments

Cleise Moura

Cleise Moura

Verdade Fernanda nada é mais importante do que a sua vida e a do teu filho esse velho corno e a vagabunda merecem pagar bem caro pelo o qie estão fazendo

2025-03-27

0

Arlete Fernandes

Arlete Fernandes

Isso mesmo sua vida e a do seu filho é mais importante que a da cadela que tentou te matar!

2025-03-08

0

Márcia Jungken

Márcia Jungken

eita que agora essa vagaba da Liliane vai conhecer a verdadeira Fernanda 👏👏

2025-03-10

0

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