Com quatro meses de gestação, eu já começava a sentir as mudanças no corpo e no humor. Luigi, meu marido, estava ficando cada vez mais protetor e obsessivo, especialmente com os problemas envolvendo seu pai e Liliane, a amante do velho, que também estava grávida. Ele evitava um confronto direto com o pai, talvez por não querer machucá-lo ou ferir uma criança inocente, mas eu sabia que essa hesitação nos colocava em risco. Por isso, insisti para que me ensinasse a atirar. Ele relutou, brigou, mas acabou cedendo. Agora, eu treinava tiro regularmente, enquanto nossa segurança era triplicada.
— Otávio, vamos ao shopping hoje. Preciso comprar sapatos baixos e algumas roupas — disse ao soldado encarregado da minha proteção. Ele imediatamente pegou o telefone para ligar para Luigi, mas eu não me importei. Luigi sabia que eu não deixaria ninguém me controlar, nem mesmo ele.
Subi para me trocar rapidamente, apreciando a pequena curva que já se formava na minha barriga. Sentia-me cada vez mais conectada com a vida que crescia dentro de mim. Quando estávamos prontos para sair, vi o nome de Luigi aparecer repetidamente na tela do meu celular. Cedi e atendi.
— Oi, amor. Achei que ia ter que falar com o Otávio — ele disse, com um tom preocupado.
— Tenho certeza de que ele adoraria — retruquei com sarcasmo. — O que foi?
— Só quero que você se cuide, não se afaste do Otávio. Se tivesse me avisado, eu cancelaria a reunião para te levar — ele argumentou, tentando esconder o nervosismo.
— Está tudo bem, vida. Vou gastar seu dinheiro, porque acho que temos uma menina a caminho — respondi, tentando aliviá-lo.
Depois de desligar, voltei minha atenção para o celular e, ao acessar minhas redes sociais, encontrei uma mensagem de ninguém menos que "Lili Ferrari". Ela ousava se exibir, provavelmente pensando que eu a ignoraria. Mas eu conhecia bem o ego dela. Decidi então atraí-la para onde eu queria.
Fiz uma publicação privada, direcionada apenas para ela: "Gastando o dinheirinho do meu maridão. Bora para a Via Condotti."
A armadilha estava pronta. Eu sabia que ela morderia a isca. Cerca de meia hora depois de iniciar minhas compras, lá estava ela, tão previsível quanto sempre. Sorrindo de forma irônica, pedi a Otávio que esperasse enquanto eu ia ao banheiro. Entrei e esperei, sabendo que ela me seguiria. Tirei meus anéis e brincos, colocando-os na bolsa, e aguardei o som da porta se abrindo.
— Não consegui te matar antes, não é? — começou Liliane com um sorriso cínico. — E agora você carrega um parasita na barriga. Eu realmente queria o Luigi, mas o pai dele tem sido mais do que generoso.
Ela tentava me desestabilizar, mas eu mantive a calma, dando passos lentos em sua direção.
— Eu entendo você — respondi. — Luigi é irresistível. Rico, poderoso, e… extremamente habilidoso em satisfazer uma mulher — falei, com um sorriso provocativo. — Mas você realmente achou que minha publicação foi para o público? — continuei, trancando a porta atrás dela.
Liliane perdeu o ar de confiança. — Meu marido não vai gostar de saber que você está importunando a esposa grávida dele — rebateu, tentando esconder o nervosismo.
— Seu marido? — respondi com desdém, antes de acertar um tapa em seu rosto, que a fez tropeçar para trás. Notei que, apesar de estar grávida há mais tempo que eu, sua barriga quase não era visível. Será que ela realmente estava grávida?
— Você é louca! — gritou ela, limpando o sangue do canto da boca.
— Louca? Você sequer está grávida, ou está fingindo? — provoquei. Ela se atirou para cima de mim com a bolsa erguida, mas desviei e acertei seu pescoço com o cotovelo. O grito dela ecoou no banheiro, e logo escutei o som de soldados na porta.
Destranquei-a rapidamente, e quando os homens entraram, um deles tentou me afastar de Liliane. Otávio puxou a arma, ficando frente a frente com o outro soldado.
— Abaixe essa arma. Informe ao seu patrão que isso foi uma retaliação pelo tiro que ela me deu — ordenei. A segurança do shopping chegou logo em seguida, e fomos todos levados para a sala de segurança.
Otávio argumentava com o chefe de segurança, que dizia não poder me liberar enquanto Liliane insistia em prestar queixa. O ambiente estava tenso quando a porta se abriu e o pai de Luigi entrou, com uma fúria que eu nunca tinha visto.
— Sua desgraçada! Se algo acontecer ao meu filho, eu juro que você vai pagar com a vida! — ele gritou.
— Seu filho? — retruquei, sarcástica. — Ela deveria estar com a barriga mais evidente, não acha? Talvez esse "bebê" nem exista.
Ele ficou sem palavras, apenas me encarando com um olhar incrédulo. Nesse momento, a voz de Luigi ressoou na sala, firme e imponente.
— O que está acontecendo aqui? — ele perguntou, entrando e trazendo consigo uma sensação de ordem. Olhei para ele com um meio sorriso; sabia que essa história ainda não tinha acabado. A vingança era um prato que eu servia em pequenas doses, e havia muito mais por vir.
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Atualizado até capítulo 31
Comments
Andréa Debossan
como que ela conseguiu falsificar um exame de gravidezes dentro da mafia? alguém ajudou
2025-03-15
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Cleise Moura
A Lili já levou o primeiro tapa pra descontar o que ela deu na Fernanda lá no porão
2025-03-27
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Márcia Jungken
eita que a vagaba da Liliane se lascou com a Fernanda 🤣🤣🤣👏👏👏👏
2025-03-11
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