O primeiro dia da minha “liberdade” foi tenso. Ao descer a escada, percebi que o pai do meu noivo não parecia exatamente feliz em me ver. Aliás, a única pessoa animada era meu cunhado. Quando perguntei por Luigi, meu sogro respondeu com um olhar sério:
— Meu filho agora está matando um soldado. Mais um, né?
— Talvez ele devesse ser menos explosivo; assim, não mataria ninguém — falei, tentando manter a seriedade. Não levaria a culpa pelas loucuras daquele maluco. O olhar do pai dele estava como um raio, enquanto Caio dava risada da situação.
Sentei-me à mesa para almoçar ao lado de Caio, mas no primeiro dia de “Teste”, ele me deixou sozinha depois de um comentário. Decidi que isso não ia dar certo.
Comecei a me servir, ignorando os dois, porque se eu estava livre naquele momento, iria aproveitar o que me era oferecido.
— Então ficaram de bem, cunhada? — perguntou Caio, o humor dele irônico.
— Sim, dentro do possível. Existem potências que alguns mafiosos não conseguem lidar, mas vamos ver — respondi, e ele soltou uma risada alta, como se estivesse adorando o espetáculo.
— Não existe potência que eu não domine, minha cara. Não me traga mais problemas — ele disse, tomando café enquanto eu já tinha terminado e me levantava para sair.
— Credo, ele pensa que pode mandar em mim! Vai ver que no dia em que me conheceu, eu falava sério. Ah, Sr. Luigi, você não está preparado para mim! — pensei, rindo por dentro.
Continuei caminhando em direção ao jardim, mas Luigi veio atrás de mim e me puxou bruscamente pelo braço. Olhei ao redor e vi que seus soldados observavam a cena, e já devia estar uma porção de pessoas me odiando, duas mortes que, tecnicamente, eram culpa minha.
— Você me testa, né? Acha que pode fazer o que quer e me fazer de bobo na frente da minha família? — ele falou, se aproximando tanto que eu podia sentir o cheiro dele, um misto de força e determinação.
— O que foi, meu noivinho? Só estou exercendo meu direito de ir e vir. Acha que eu vou te pedir permissão para levantar da mesa? Nunca, querido! Se acostume que eu iria morrer naquele porão sem pedir sua ajuda — lambi os lábios e me aproximei do seu ouvido. — Assim, deixará seus soldados com ódio de mim, meu amor. Não vamos armar outra cena.
— Você me deixa sem razão, maldita Montini. Vou fazer você implorar para que eu te toque. Você falou que íamos tentar, mas só está me deixando louco! — ele exclamou, e eu não pude evitar um sorriso.
— Eu quero tentar, mas não espere devoção. Serei uma esposa como minha mãe foi, livre. Vou te respeitar e cumprir aquelas regras ridículas de casar virgem, mas levantar da mesa após pedir permissão, não dá — falei, me afastando com um ar provocador.
— Aonde vai? — perguntou, segurando minha mão.
— Conhecer o lugar. Me permite, majestade? — zombei, e ele riu, seu sorriso era lindo. O cara podia ser maluco, mas tinha seu charme.
Luigi.
Pedi a um soldado que trouxesse roupas para Fernanda, mas não passei medidas. Na verdade, não me preocupei com isso. Quando ela fez aquele comentário sobre ser bizarro eu saber qual roupa íntima ela usaria, a raiva subiu em mim. Era tudo muito ridículo. Saí do quarto furioso, determinado a colocar as coisas nos eixos.
Diante dos soldados reunidos, encarei o infeliz e me aproximei.
— Soldado, quando Caio te disse que deveria ir comprar roupas para minha noiva, ele te falou a medida dela?
— Não, senhor — ele respondeu, e eu pude ver a preocupação estampada no rosto dos outros soldados.
— Como comprou uma roupa que coubesse nela perfeitamente? — questionei, girando a arma entre meus dedos.
— Sinto muito, senhor. Eu a observei sim. Sabia suas medidas porque diariamente a olhava. Eu falhei e me apaixonei — ele disse, abaixando a cabeça.
Naquele momento, não pensei duas vezes. Atirei nele, uma vez em cada perna e em seus braços. Ele não gritou, não chorou. Atirei uma última vez e seu corpo caiu, sem vida.
— Voltem às suas funções e não olhem para minha noiva! Já perceberam que ela não tem papas na língua, certo? Para vocês morrerem não vai demorar, então façam suas funções — disse, saindo para voltar para a mansão.
Na mesa, meu pai queria que eu desistisse do casamento, mas não nego uma boa briga. E eu vou sim dominar essa mulher. Ela se levantou e saiu da mesa, me desafiando na frente do meu pai e do meu irmão, enquanto Caio ria de tudo.
— Você terá muito trabalho, você sabe, né? — meu pai disse, e eu assenti.
— Essa potência vai destruir nossa organização — respondeu Caio, e eu o repreendi.
— Não chame minha noiva de potência, cara! Ou vai treinar soldados por um ano — falei, e ele ergueu as mãos, como se dissesse que não estava brincando.
Fui atrás dela e, ao segurá-la, tive vontade de levá-la para o quarto e fazer o que quisesse com ela. O desejo era forte, mas ainda havia algo mais. A provocação que ela me oferecia era como um convite, e eu não queria perder essa batalha. O desafio dela era divertido, e eu não tinha vontade de matar essa infeliz. Na verdade, talvez, apenas talvez, ela me surpreendesse.
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Atualizado até capítulo 31
Comments
Cleise Moura
Que burro precisava dizer que tinha se apaixonado por ela kkk
2025-03-27
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Cleise Moura
Lindo mesmo ainda não esqueci a foto lá no início pqp que gostoso 🥰😂😂
2025-03-27
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Jocilene Santos
amando mas a culpa de matar os soldados é dele mesmo
2024-12-04
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