Ayla Thompson.
1 semana depois.
Uma semana havia se passado desde o ocorrido entre mim e o Heitor, e, desde aquele dia, eu estava um completo caos. Eram tantas perguntas, mas nenhuma resposta.
Heitor e eu não nos esbarrávamos mais pela casa com frequência como antes, e o pouco que nos víamos era apenas nas refeições, onde ele me ignorava completamente, sem dirigir uma palavra sequer para mim.
Por incrível que pareça, minha mãe se aproximou de mim nessa semana. Fizemos até programas de mãe e filha, o que foi estranho, mas eu estava tentando.
A saudade do meu pai crescia a cada dia. Sentia falta de seu abraço e de tomar café ao seu lado todas as tardes, escutando seus conselhos. Ele estava bem e parecia ter encontrado alguém, e eu ficava feliz em saber que ele estava seguindo em frente, depois de tanto tempo perdido.
Olho para o teto do meu quarto e fecho os olhos, levando meus dedos até os lábios. Minha mente viaja novamente para aquele beijo.
As borboletas no meu estômago se agitavam, meu corpo incendiava e o meio das minhas pernas latejava com o desejo ardente que eu sentia.
Heitor foi faminto e intenso. Cada rosnado que ele dava me deixava mais excitada, se é que aquilo era possível. Sua língua percorria deliciosamente minha boca, explorando cada canto.
Suspiro, completamente frustrada, e abro os olhos novamente, encarando o teto. Eu precisava esquecer aquilo, mas era tão difícil.
Resolvo ir para a piscina relaxar um pouco e tentar afastar os pensamentos turbulentos. Visto um biquíni vermelho e desço para a piscina, deitando de bruços.
Coloco uma música e começo a cantarolar com o som alto no fone de ouvido. Era uma das minhas músicas preferidas, envolvente.
Viro-me, encarando o céu azul, e fecho os olhos, lembrando mais uma vez do beijo entre mim e o Heitor. Balanço a cabeça, tentando me livrar desses pensamentos que me invadiam novamente.
Levanto e resolvo tomar um sorvete, já que o dia estava quente.
Caminho até a cozinha, pego uma taça de sorvete e me sirvo com um pouco do meu sabor favorito. Depois, guardo o restante no congelador.
Ao me virar para sair da cozinha e voltar para a área da piscina com o sorvete, levo um susto ao ver Heitor me encarando, encostado na porta da cozinha, com os braços cruzados. Acabo deixando o sorvete cair, sujando meus seios, cobertos pelo biquíni, e minha barriga.
A taça se estilhaçou no chão, mas eu não me importava com isso. A única coisa em que eu conseguia pensar era no olhar de Heitor, que descia por cada centímetro do meu corpo, me fazendo arder.
Ele começou a se aproximar com passos rápidos, mas para mim parecia uma eternidade. Senti seu perfume amadeirado invadir minhas narinas, e prendi a respiração, tentando não me embriagar com seu cheiro.
— Merda — sussurrei baixinho.
Suas mãos foram parar na minha cintura, e meu corpo incendiou com o toque. Nossos olhos estavam presos um no outro.
Heitor desviou o olhar e focou nos meus seios, sujos com o sorvete derramado. Senti o toque de seu dedo na minha barriga, e logo depois ele levou o dedo aos lábios, chupando-o.
— Puta que pariu — murmurei, e Heitor sorriu, fazendo minhas pernas tremerem.
Tentei me afastar dele, mas ele não permitiu, segurando minhas mãos. Heitor se ajoelhou no chão, sem se importar com os cacos de vidro que havia ali.
Eu queria protestar e mandá-lo se levantar e se afastar, mas perdi completamente a fala e parei de respirar assim que senti sua língua quente deslizando pela minha barriga, lambendo o sorvete que havia caído.
As borboletas adormecidas no meu estômago estavam agitadas e loucas para sair. A parte de baixo do meu biquíni estava completamente molhada com minha excitação.
Eu estava em chamas. Os pelos dos meus braços estavam arrepiados, e minha respiração era irregular. Seus olhos me queimavam, carregados de desejo e luxúria.
Um desejo completamente proibido...
Eu podia sentir sua respiração quente na minha pele, me deixando ainda mais excitada. E ele sabia disso. Sabia o que apenas ele conseguia causar em mim.
Heitor foi se levantando à medida que lambia cada parte do meu corpo até chegar aos meus seios sujos.
Prendi a respiração e senti minhas pernas ficarem bambas. Heitor segurou minha cintura com firmeza, e eu agradeci mentalmente por isso, porque tinha certeza de que despencaria.
Caramba, eu estava mole nos braços do meu... Deus, isso é tão errado, mas eu ansiava por aquilo.
Sua língua deslizou pelos meus seios rígidos e pontudos no biquíni. À medida que ele subia para o meu pescoço, me deixava mais molhada do que eu já estava... e eu nem achava isso possível.
Heitor chegou à minha orelha, onde lambeu antes de sussurrar, acabando com o pouco de sanidade que ainda me restava.
— Você é como uma droga — ele disse, me arrepiando ainda mais. — E cada vez que eu provo, mais viciado eu fico, a ponto de ser capaz de cometer uma loucura. Mas, ao mesmo tempo, você é uma droga fodidamente proibida, loirinha.
— Heitor — sussurrei seu nome, mais como um gemido preso na minha garganta.
— Puta que pariu, você me faz perder completamente a cabeça, quando eu preciso me controlar, sua bruxa loira.
Seus olhos estavam fixos nos meus, as pupilas dilatadas. Mordi meus lábios, e seus olhos desceram para eles.
Eu não conseguia mais me controlar, e não podia... mesmo que fosse errado.
Puxei Heitor, colando ainda mais nossos corpos. Sua respiração quente estava no meu rosto, e eu podia sentir o hálito mentolado misturado com o cheiro de whisky que saía de seus lábios.
Sem mais demora, colei nossos lábios e dei passagem para que sua língua invadisse minha boca, como eu tanto desejava.
Sua língua quente explorava cada canto da minha boca. Soltei um suspiro quando nossas línguas se encontraram e começaram a se mover em um ritmo sincronizado, travando uma batalha só nossa.
Quente...
Muito quente...
Eu estava fervendo e podia jurar que gozaria só com ele me beijando.
Heitor intensificou o beijo, roubando todo o meu ar. Suas mãos foram parar na polpa da minha bunda, que ele apertou com força, me fazendo sentir uma dor gostosa. Ele pressionou mais nossos corpos, e eu pude sentir seu cacete rígido na minha barriga, o que me fez soltar um gemido rouco no meio do beijo, fazendo Heitor rosnar.
Alívio...
Eu precisava de alívio. Meu Deus, será que é possível ficar louca de tanto tesão?
Tentei fechar minhas pernas para ver se conseguia sentir algum alívio, mas era impossível, já que Heitor estava no meio delas. Parei o beijo para recuperar o fôlego, e ficamos nos encarando, como se pudéssemos ler a mente um do outro.
Ele deslizou suas mãos até a parte interna da minha coxa, próximo da minha b0ceta, e, como se soubesse que eu estava prestes a enlouquecer, começou a acariciar, subindo e descendo. Quando eu pensava que ele me tocaria, ele se afastava da região, me torturando.
Era uma tortura dos infernos. O desejo era tão enlouquecedor que minha vontade era de chorar e gritar que eu precisava de algum alívio. Mas ele não me daria esse alívio.
Heitor parou de acariciar minha coxa e colocou seu joelho pressionando meu clitóris, que pulsava. Ele me deu um sorriso malicioso e voltou a me beijar.
Eu estava à beira de um precipício, e, mais um passo, eu despencaria. Comecei a movimentar meu quadril contra seu joelho, fazendo o tecido da calcinha roçar no meu clitóris, conseguindo o alívio que eu tanto necessitava.
Sei que muitos poderiam me julgar, mas eu não queria parar, eu não podia. Eu precisava daquilo.
Sem me importar com mais nada, passei minhas mãos pelos cabelos de Heitor, intensificando nosso beijo e movimentando mais rápido meu quadril.
Eu iria gozar. Estava prestes a... quando a realidade nua e crua nos trouxe de volta com o barulho de alguém tentando abrir a porta.
Afastei-me rapidamente de Heitor, com os olhos arregalados e o peito subindo e descendo descontroladamente.
— Heitor.
— Arruma essa bagunça que eu vou para a sala — ele disse, afastando-se rapidamente, fazendo meu corpo sentir a falta do seu…mas ao mesmo tempo um gosto amargo invadia minha boca.
Arrumo de presa a cozinha e quando jogo os cacos fora meu corpo todo paralisa com a voz da minha mãe.
Laura:Porque a sua calça está molhada Heitor?
Merda…merda…merda.
Grito em pensamentos, será que ela descobrirá o que estava acontecendo na cozinha minutos atrás.
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Atualizado até capítulo 67
Comments
Flavia Conceição
pois é a mãe dela não é boba
2024-12-22
0
Luciana Souza
nossa até eu fiquei molhada 😂
2024-12-03
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Nicole Rossales
que ódio
2025-02-17
0