Heitor Collins.
Havia acabado de sair do banho, vesti uma calça moletom preta, e penteei meus cabelos ainda úmidos para trás, e passo meu perfume preferido.
Escutei o interfone tocar e fui até a porta e a abri, esperava encontrá qualquer pessoa através daquela porta não uma linda garota que nunca vi antes.
Estudei seu rosto delicado observando cada detalhe que havia nela, seus olhos azuis brilhantes, a pele branca, o nariz fino, a boca carnuda, seus cabelos loiros ondulados, ela era um verdadeiro pecado, um anjo caído.
Seu sorriso era tímido, que fez meu coração acelerar a cada frase que ela pronunciava meus olhos só conseguiam acompanhar o movimento dos seus lábios.
Era uma sensação diferente, algo que nunca havia acontecido, era como se estivesse apenas nós dois ali, sua voz doce e encantadora por um segundo esqueci de tudo ao meu redor.
Mas assim que ela disse que era filha da Laura, foi como ter levado um chute no saco, me trazendo de volta para a realidade, ela era filha da minha noiva, minha enteada.
Ayla:Você é o meu padrasto — os olhos arregalados, estavam fixos nos meus, ansiosos por uma resposta.
— Sim, eu sou!
Suas sobrancelhas se arquearam, por um momento eu poderia afirmar que não era aquilo que ela queria ter escutado, mais porra era a verdade.
“não acredito que Laura, não me avisou que sua filha era uma mulher formada, uma mulher linda, encantadora, gostosa pra caralho”
Fico parado na porta que nem um imbecil, olhando para ela enquanto luto contra meus instintos carnais admirá-la além do normal.
Eu e Laura temos um relacionamento estável e uma amizade incrível, ela é uma mulher madura e tem seus erros como todo ser humano, ela é uma pessoa carinhosa, nunca mencionou muito da filha nesse tempo que estávamos juntos, que eu havia me esquecido que ela tem uma.
Combinamos em muitas coisa, uma dessas é que ambos não desejamos ter filhos, nem agora, nem no futuro, o que nos proporciona um relacionamento cheio de viagens e outras coisas…nosso relacionamento funcionava bem e havia muito carinho.
Segundo o que ela me disse, teve que se separar da filha por desavença familiar, não toquei muito no assunto, já que ela parecia ficar desconfortável toda vez.
— Bem vinda a sua nova casa — digo e encaro a garota na porta e dou passagem para que ela pudesse entrar, ela entra com passos lentos puxando sua mala com delicadeza e para olhando ao seu redor, mas logo seu olhar vem em direção ao meu
— Achei que você fosse uma criança. Aliás, quantos anos você tem? — pergunto e ela sorri tímida e desvia seu olhar do meu.
— Tenho 18 anos — ela fala.
— Já dá para brincar de fazer neném — sussurro baixo e vejo Ayla me encara e com as sobrancelhas arqueadas.
Passo as mãos nos meus cabelos e volto a encará-la.
Uma corrente de vento, atravessa a janela de vidro que estava aberta, trazendo para mim um cheiro único e marcante…o cheiro era dela e era maravilhoso.
Seus cabelos loiros ondulados balançaram por causa do vento, a sala havia se impregnado com um cheiro doce misturado com um toque de maçãs, eu nunca em todos meus anos de vida, senti o cheiro de maçãs em ninguém…mas ela tinha e era maravilhoso.
A garota não era baixa, mas seu rosto era fino e seu corpo era desenhado por curvas chamativas, ela coloca uma mexa loira atrás da orelha e evita olhar em meus olhos.
A conduzir em direção às escadas para que suba e eu ajudo ela com sua mala que estava pesada, enquanto ela subia as escadas foi impossível não reparar em sua bunda redonda que estava marcada por causa da calça jeans que ela usava.
Por Deus, ela só poderia ser um anjo caído, de tão perfeita que ela era.
A conduzo pelos corredores em um silêncio absurdo, paramos em frente de uma porta e eu abro revelando o quarto onde ela ficaria por um longo tempo.
— Separei esse quarto para você, fique a vontade e se sinta em casa, caso não goste da decoração, pode redecorar ao seu gosto — digo e ela concorda.
Ayla:Muito obrigada — agradece e eu apenas balanço a cabeça.
— Deve estar cansada por causa da viagem, deixarei você descansar — digo e me viro para sair do quarto, mas paro ao escutar sua voz.
Ayla:Onde minha mãe está? — ela pergunta
— Trabalhando, mais tarde irei buscá-la, se você quiser pode ir junto — digo e ela concorda e agradece novamente.
Deixo ela sozinha em seu quarto, e desço as escadas, que levava em direção a sala, caminho até o bar que havia na minha casa e pego uma garrafa de Whisky e um copo.
Encho o copo e viro de uma vez na boca sentindo a bebida da cor âmbar queimar minha garganta, e como uma maldição senti novamente o cheiro de maçãs invadir meu nariz, me deixando embriagado com aquele aroma.
Eu me sentia um completo fudido, e algo em minha mente gritava que essa garota seria a porra da minha perdição, eu precisava me manter distante dela o suficiente para não ceder aos meus malditos desejos carnais.
Aquele anjo caído poderia ser a minha perdição
•Heitor Collins.
•45 anos
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Atualizado até capítulo 67
Comments
Gigliolla Maria
a história vai ser boa com esses dois aí. ótima autora amei
2024-12-12
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Nicole Rossales
achei que era mais novo, é mais velho que meu pai
2025-02-17
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Marcia Silva
misericórdia mas é muito lindooooo
2025-02-12
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