Ayla Thompson
Laura: Meu amor, como você está linda — minha mãe me diz com um sorriso nos lábios, mas parecia tão forçado. — Eu estava morrendo de saudades de você, Ayla — ela acrescenta. Eu juro que queria acreditar em suas palavras, mas seu olhar dizia outra coisa.
— Obrigada, mãe. Você também está linda.
Laura: Obrigada, querida. Você estava com saudades de mim? — ela me pergunta. Como sentir saudades ou falta de algo que nunca tive? Não vou negar que sua ausência me machucava, mas com o tempo, mesmo que doesse, eu tentava me blindar daquela dor.
— Pensei que você me receberia quando eu cheguei — mudo de assunto.
Laura: Sou uma mulher ocupada, minha princesa. Precisei resolver alguns assuntos — ela diz, afastando-se de mim e se jogando nos braços do Heitor. — Estava com saudades, amor — ela diz, iniciando um beijo. Eu viro o rosto, encarando o outro lado da rua.
Heitor: Eu também — sua voz grave chega aos meus ouvidos, causando-me um arrepio. — Como foi o serviço?
Laura: Bem, e cansativo como sempre — ela responde. — Heitor te recebeu bem, Ayla?
— Sim — respondo, olhando para o casal abraçado à minha frente.
Heitor: Pensei que Ayla fosse uma criança — Heitor comenta.
Laura: Algum problema dela não ser, amor?
Heitor: Nenhum — ele nega rapidamente.
Laura: Que bom — ela diz, e vira para dar um selinho nos lábios dele.
Heitor: Podemos sair para comemorar a chegada da Ayla hoje. O que acham?
— Por mim, tudo bem — respondo.
Heitor: E você, Laura?
Laura: Podemos ir, sim.
Heitor: Então, vamos a um restaurante que eu reservei e depois podemos ir a uma boate — ele diz, e nós duas apenas concordamos com a cabeça.
Entramos no carro, e desta vez me sento no banco de trás. Fiquei o caminho inteiro apenas escutando a conversa da minha mãe com o Heitor.
Heitor tentou puxar assunto comigo, mas, antes que eu pudesse responder, minha mãe chamava sua atenção.
Chegamos ao restaurante, descemos do carro e caminhamos até a entrada, onde um garçom nos recebeu e nos levou até nossa mesa.
Enquanto íamos em direção ao lugar onde iríamos nos sentar, Heitor coloca sua mão em minhas costas, num gesto de indicar o caminho, mas isso faz meu corpo receber uma eletricidade que nunca havia sentido antes.
O garçom nos entregou três cardápios, um para cada, e logo começo a folheá-lo, sem saber o que pedir.
Garçom: Os senhores já sabem o que vão pedir? — o garçom pergunta.
Laura: Vou querer um chicharrón — minha mãe pede.
Heitor: E eu vou querer um caranguejo-pedra.
Garçom: Certo. E a senhorita? — ele pergunta, me encarando.
— Estou indecisa.
Laura: Pede logo, filha, não enrole o rapaz — minha mãe diz.
Heitor: Por que você não pede arepas? Acho que você vai gostar — Heitor sugere. — Se não gostar, pode comer caranguejo comigo.
Laura: Heitor — minha mãe o encara como se o estivesse repreendendo, mas ele apenas dá de ombros.
— Vou querer arepas — digo, e o garçom anota o pedido.
Garçom: Certo. E para beber?
Heitor: Pode ser um Château Haut-Brion. Vai querer algo para beber, Ayla, ou vai tomar vinho conosco?
— Pode ser o vinho mesmo.
Heitor: Por enquanto, só isso mesmo.
Garçom: Sim, senhor. Logo o pedido de vocês chegará.
Concordamos com a cabeça, e o garçom se afasta.
Laura: Amor — minha mãe chama a atenção do Heitor.
Heitor: Sim?
Laura: Agora que a Ayla está conosco, o que acha de marcarmos a data do nosso casamento?
Antes que Heitor pudesse responder, o garçom chega, trazendo nossa garrafa de vinho. Ele nos serve e sai logo em seguida.
Heitor pega sua taça de vinho, leva-a até os lábios, bebe um grande gole e volta sua atenção para minha mãe.
Heitor: Podemos pensar sobre o assunto — foi a única coisa que ele disse antes de mudar de assunto. — Vai começar a faculdade quando, Ayla?
— Daqui a duas semanas.
Laura: Fico feliz que você tenha aceitado fazer Direito, filha.
— Sempre gostei muito dessa profissão.
Laura: E você pretende ficar quanto tempo conosco?
Heitor: Laura — seu nome saiu como um rosário dos lábios dele, em tom de repreensão.
Laura: Heitor? — ela diz, encarando-o com as sobrancelhas arqueadas.
Heitor: A forma como você falou até parece que não quer sua filha conosco* — ele diz. "Então até ele percebeu", pensei.
Laura: Não me leve a mal, minha princesa. Não foi isso que quis dizer — ela explica. — Mas jovens como você gostam de ter a própria privacidade. Pensei que, depois que se acostumasse com tudo, você iria querer seu próprio canto.
— Não está nos meus planos no momento, mãe.
Laura: Ainda mais que eu e o Heitor logo nos casaremos...
— E todo casal precisa de privacidade — completo a frase que ela estava prestes a dizer.
Laura: Exatamente, minha menina.
Heitor: A sua presença não me incomoda e não vai atrapalhar em nada. Pode ficar o tempo que quiser — ele fala, e logo o garçom traz nossos pratos, sem dar tempo para mais ninguém falar nada.
Começo a comer meu prato, e é impossível não deixar escapar um suspiro de satisfação.
Heitor: Pelo jeito, você gostou — Heitor diz. Saber que ele estava me encarando enquanto eu comia me deixa envergonhada, e sinto minhas bochechas esquentarem.
— É uma delícia — digo, voltando a comer.
Heitor: Se quiser um pouco do meu, é só pedir — ele oferece, e vejo minha mãe revirando os olhos.
Eu não respondo, apenas concordo com a cabeça e volto a comer. Assim que terminamos, pedimos nossa sobremesa e começamos uma conversa aleatória na mesa.
A sobremesa estava maravilhosa. Peguei uma torta de limão, minha mãe pediu um sorvete, e o Heitor, o mesmo que eu, só que de amora.
Após terminarmos o jantar, Heitor paga a conta, e saímos do restaurante, indo para a boate.
Assim que chegamos, entramos sem ter que esperar na fila, deixando algumas pessoas revoltadas, mas o motivo era que o Heitor era o dono daquela boate, uma das mais famosas de Miami.
A boate estava lotada. As pessoas dançavam na pista, enquanto outras estavam sentadas no bar. A música eletrônica invadia nossos ouvidos, fazendo nosso corpo receber uma eletricidade gostosa.
Heitor nos indicou as escadas que levavam até a área VIP, e subimos seguindo-o até uma mesa onde havia uma linda mulher sentada, com uma taça de bebida nas mãos.
Assim que ela nos vê, deixa a taça na mesa e corre em direção ao Heitor, jogando-se em seus braços. Ele não recusa o contato da mulher e deposita um beijo em sua testa, fazendo minha mãe revirar os olhos.
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Atualizado até capítulo 67
Comments
maria da gloria fernandes glorinha
que mãe,se eu fosse Ayla virava as costas e iria embora e nunca mais veria essa mulher
2025-01-02
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Cida Lima
esse Heitor é cego em relação essa mulher eu hein
2024-12-22
0
🌸 Alessandra 🌸
pq a Laura insistiu pra Ayla ficar con ela? percebeu agora que a filha é bonita demais?
2024-11-22
1