Capítulo 18

Heitor Collins.

Assim que o elevador se abre, seus olhos curiosos vêm em direção aos meus, Caique olha para onde meus olhos foram e abre um sorrisinho malicioso.

Ignoro sua expressão e me aproximo de Ayla, e tiro uma mexa do seu cabelo que havia caído no seu rosto e coloco atrás da sua orelha fazendo ela suspirar.

— Desculpa pela demora — digo, e ela concorda com a cabeça e desvia o olhar do meu indo para atrás de mim.

Caique:Você deve ser a famosa Ayla — Caíque se aproxima com a merda do seu sorriso descarado no rosto, e estende a mão para Ayla.

Antes que ela tocasse em sua mão bato no seu braço a acabo rosnando como um animal feroz, fazendo meu amigo sorrir.

Caique:Sem toque então — ele diz — é um prazer te conhecer Ayla, eu sou o Caique.

Ayla:O prazer é todo meu — Ayla diz e sinto meu corpo ferver.

— Vamos Ayla — digo firme e coloco minhas mãos em suas costas a guiando para dentro do elevador novamente.

Caique:Depois a gente termina aquele assunto — Caíque diz e dou de ombros vendo ele sumir assim que o elevador se fecha.

Ayla:Pensei que você havia se esquecido — ela diz e eu nego rapidamente.

— Não pensei que eu iria me atrasar, mas tive uma reunião de imprevisto.

Ayla:Sem problemas.

— Victor te tratou bem? — pergunto.

Ayla:Viemos o caminho todo em silêncio — ela diz suspirando fundo.

— Como foi a aula?

Ayla:Hoje foi mais para apresentação, os professores explicaram como irá funcionar tudo, começamos um tema já e eu fiz uma amizade nova, sua irmã me mostrou a faculdade. Resumindo eu amei — Ayla diz com um sorriso único no rosto — aqui é a sua empresa?

— Uhum, você não pediu para eu te ensinar a atirar um dia.

Ayla:Vou aprender hoje? — pergunta parecendo ansiosa.

— Vai.

O elevador se abre e nós dois saímos dele, e caminhamos por todo local.

Ayla:Uau.

— Aqui como você pode ver é a academia onde os seguranças treinam, tem a área do ringue onde eles podem treinar luta e por ali tiro e faca.

Ayla olha tudo atentamente, e por onde passávamos meus soldados me cumprimentava apenas com um aceno de cabeça e não dirigiam o olhar a Ayla.

Entramos na sala onde treinamos o tiro e tinha alguns treinando, mas assim que eu faço barulho eles param.

— Irei usar aqui agora, então caiam fora.

Eles concordam e saem da sala rapidamente.

Ayla:Precisava ser tão arrogante?

— O que você esperava, que eu fosse um doce e oferecesse um buquê de flores?

Ayla:Heitor…

— Ayla eles são seguranças, precisam ser treinados rigorosamente. Porque qualquer vacilo é a vida deles que está em risco, não vou falar com eles sem ser com firmeza, todos que estão aqui estão porque gostam e querem se não estiver satisfeito a porta está aberta.

Ayla:Arrogante — ela fala, dando de ombros.

Ayla caminha pelo local e vai até onde estão as armas deslizando as pontas dos dedos por elas admirando cada uma.

Ayla:É tão bonita, qual eu posso pegar?

— Vamos com calma, não é só pegar e atirar.

Ayla:Não é?

— Não, loirinha.

Caminho até onde guardávamos fones de proteção e pego um para Ayla, ela me olha atentamente e eu me aproximo dela.

Ayla:Para que isso?

— Para proteger o ouvido do barulho do tiro — digo colocando os fones nela — qual você quer Ayla? — pergunto e ela pega uma na mão, olhando a arma antes de voltar a me encarar.

Ayla:Pode ser essa?

— Pode.

Ayla pega a arma e caminha de frente para um alvo e me encara esperando eu dita as ordens.

Pego minha arma e caminho até onde ela estava ficando de frente para outro alvo.

Me posiciono e ela me imita, destravo a arma e miro na testa do alvo e atiro logo em seguida, Ayla faz o mesmo que eu mas pelo fato dela não está com o corpo firme no chão, seu corpo acaba indo para trás e ela erra o alvo.

— Bom foi — digo e trinco o maxilar, ela olha para o meu alvo e viu que eu havia acertado onde eu mirei.

Ayla:Péssimo — ela diz e sorri — que raiva.

— Não precisa disso.

Me aproximo de Ayla me colocando atrás do seu corpo, fazendo suas costas ficarem coladas no meu peito, jogo seus cabelos para o lado deixando seu pescoço livre e respiro fundo inalando o cheiro de maçãs dela.

Ayla:Heitor…

— Abre um pouco as pernas — digo segurando sua cintura, enquanto eu sussurrava no seu ouvido — deixa os pés firmes no chão, se concentre no seu alvo — falo e faço ela mirar no alvo — quando se sentir preparada você disparar, mas continue com os pés firmes.

Ayla concorda com a cabeça e encara o alvo, ela destrava a arma e quando se sente confiante dispara acertando no peito do boneco.

— Nada mal — digo no seu ouvido.

Ayla:Mirei na testa e foi no peito, é difícil.

— Para sua primeira vez está ótimo.

Ayla:Segunda — ela diz e vira o rosto, fazendo nossos rostos ficarem próximos.

— Segunda.

Ayla fecha os olhos e respira fundo prendendo a respiração. Ela abre os olhos me encarando e eu deslizo o meu polegar pela sua bochecha que estava ganhando uma coloração.

Ayla:Você está muito próximo — ela sussurra, me fazendo sentir o cheiro mentolado saindo da sua boca.

— Ayla…

Ela tira minha mão que estava em sua cintura e se afasta de mim caminhando até a mesa onde estava as armas e guarda a que ela estava na mão.

Eu precisava sair dessa sala antes que eu cometesse uma loucura, mas porra não dava. Os pelos do seu braço estavam arrepiados e quando ela vira de frente para mim vejo os bicos do seus seios rígidos revelando que ela estava excitada.

O desejo proibido que havia entre nós, era mais forte que a razão. Me aproximo de onde ela estava quebrando a distância que havia entre nós.

Ayla:Heitor — Ayla sussurra meu nome e segura na mesa que havia atrás dela, sua boca estava entreaberta e o seu peito subia e descia — isso é tão errado.

— E ao mesmo tempo parece ser tão certo — digo e coloco seu cabelo atrás da orelha e depois deslizo minha mão pela sua bochecha a fazendo fechar os olhos e aproveitar do carinho.

Ayla:Isso precisa acabar.

— Isso o que? — pergunto como se eu não soubesse o que ela estava falando.

Ayla:Você é meu…

Antes que ela falasse que eu era o seu padrasto, calo a sua boca com um selinho a deixando sem reação, pensei que ela se afastaria ou me bateria mas ela não faz isso.

Seguro sua cintura fina e colo mais nossos corpos, sinto a textura macia do seus lábios querendo explorar a sua boca e sentir o gosto doce e com certeza viciante que ela tem.

Aos poucos Ayla da passagem para que minha língua pudesse entrar e sem perder tempo a beijo com desejo, posse e vontade.

Sinto sua língua macia se encontrando com a minha e entrando em um duelo sincronizado, sua boca era tão quente e tinha um sabor que me deixaria viciado ao ponto de querer cada vez mais.

Deslizo minha mão pela suas costas indo em direção aos seus cabelos, onde adentro meus dedos pelos fios loiros e seguro firme sua nuca, aprofundando mais o beijo.

Suas mãos tocam minhas costas como se ela trouxesse meu corpo mais para o dela.

Intensifico o beijo passando de calmo para mais faminto, Ayla geme na minha boca me fazendo perder qualquer juízo que ainda restava em minha mente me deixando mais desesperado para tirar outros dela, mas paramos o beijo por falta de ar.

Coloco minha testa na sua tentando controlar nossas respirações, Ayla estava com a ponta do nariz vermelho e suas bochechas estavam coradas.

Os olhos dela estavam fechados, mas ela logo abre encarando os meus, acaricio seu rosto e ela não nega meu carinho. Mas os seus olhos demonstravam tanta confusão.

— Ei…

Ayla:Eu te quero — confessa — desde o dia que eu cheguei no apartamento algo dentro de mim se agitou de uma forma inexplicável, mas você é um homem proibido para mim Heitor e você não imagina como eu me condenei por desejar você.

— Ayla…

Ayla:Eu quero tentar ter algo com ela Heitor, mesmo que não dê certo, ela é a minha mãe e não é certo eu fazer isso com ela. Isso foi errado, mas eu queria, só que não pode acontecer novamente — ela diz e se afasta, caminhando para fora da sala me deixando sozinho.

Me xingo mentalmente e pego minha arma e destravo ela descontando a minha frustração no boneco a minha frente.

Ayla estava certa, isso não era certo mas porra eu desejava ela de uma forma inexplicável, eu gosto de cada detalhe dela mesmo que seja o mais simples e insignificante.

Tudo era perfeito em Ayla Thompson até os erros.

O gosto do seus lábios ainda estava em minha boca, o som do seu gemido estava nos meus ouvidos e o seu olhar gravado em minha mente.

Ela era uma droga e eu precisava de mais, como um viciado descontrolado. Eu não era assim sempre fui controlado e o errado para mim sempre foi errado, mas após a sua chegada o errado me parece tão certo.

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Comments

Jucileide Gonçalves

Jucileide Gonçalves

A mãe dela, se pode ser chamada de mãe, mas mesmo sem querer gerou ela nove meses e a teve, então é mãe, onde quero chegar é que a Ayla está errada está traindo a mãe e isso vai deixar ela um pouco parecida com a mãe em certas atitudes e não foi dessa forma que o pai a criou.

2024-11-07

1

Telma Souza

Telma Souza

Meu santinho das calcinhas molhadas, kkkk isso foi só um beijo? imagine o resto? autora de Deus,desse jeito vou ficar doidinha aqui. kkkkk

2025-03-25

0

rafamendes

rafamendes

ai Ayla é certo você tentar algo com su mãe.mas menina ela não demonstra nada por você. o melhor era sair e ir para um alojamento na faculdade.

2024-11-25

1

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Capítulos
1 Capítulo 01 : Aviso Importante
2 Capítulo 02 : Sinopse
3 Capítulo 03: Prólogo
4 Capítulo 04
5 Capítulo 05
6 Capítulo 06
7 Capítulo 07
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63 Capítulo 63
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65 Capítulo 65: Epílogo
66 Capítulo 66: Prólogo do Próximo lançamento em breve.
67 AGRADECIMENTOS DA AUTORA.
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Atualizado até capítulo 67

1
Capítulo 01 : Aviso Importante
2
Capítulo 02 : Sinopse
3
Capítulo 03: Prólogo
4
Capítulo 04
5
Capítulo 05
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