Ayla Thompson
Fomos o caminho todo em silêncio até chegarmos ao local de trabalho da minha mãe. Descemos do carro, e logo ela veio em nossa direção com um sorriso no rosto.
Laura: Oi, minha princesa — minha mãe disse, me abraçando, me deixando sem reação — Já estava com saudades de você, de vocês no caso — ela sorriu e foi até o Heitor, dando-lhe um selinho nos lábios. — Oi, amor.
Heitor: Oi — ele respondeu, retribuindo o selinho. — Está bem?
Laura: Sim, e vocês?
Heitor: Estou bem.
Eu: Eu também — falo. — Como foi o trabalho? — pergunto.
Laura: Bem. E o seu dia?
— Estava de ressaca, então acabei dormindo profundamente.
Laura: Já passou?
— Sim!
Laura: E você, amor?
Heitor: A mesma correria de sempre.
Laura: Que tal comermos fora hoje?
Heitor: Vamos.
Eu concordei com a cabeça, e fomos todos para o restaurante, mas dessa vez não era o mesmo da última vez.
Entramos no restaurante e, como sempre, tudo era muito bonito e luxuoso, exalando grandeza... Resumindo, era perfeito.
Logo um garçom nos levou até nossa mesa e nos entregou três cardápios.
Laura: Muito obrigada, Isaac. Assim que decidirmos, chamamos você novamente.
Isaac:Certo, com licença, senhores — ele disse, retirando-se da mesa.
Laura: O que achou do garçom, Ayla? — minha mãe perguntou, e tirei os olhos do cardápio para olhar para ela.
— Como assim? — perguntei, confusa.
Laura: Achou ele bonito, minha princesa? — ela disse, olhando brevemente o cardápio e voltando a me encarar. — Ele te deu umas olhadas — ela sorriu.
— Ele é bonito e parece ser simpático — de fato, eu não estava mentindo. O garçom, que parecia se chamar Isaac, era realmente muito bonito e atraente, mas eu não me sentia interessada.
Laura: Esse restaurante é do Heitor. Isaac trabalha aqui desde o primeiro dia. Ele não é feio, é um bom partido para você.
— Ele não é nada mal — comentei, desviando meu olhar para Heitor, que parecia me encarar discretamente, com a mandíbula travada.
Heitor chamou Isaac apertando um botão na mesa, e logo ele voltou. A primeira pessoa que ele olhou foi eu, e ele sorriu.
Isaac: Já escolheram o que vão querer? — ele perguntou.
Fizemos nosso pedido, e ele anotou tudo em um tablet, depois voltou a nos encarar.
Isaac: O de sempre para beber?
Heitor: O de sempre, Isaac.
Isaac: Certo.
Laura: Isaac, eu nem te apresentei. Esta é a Ayla, minha filha. Filha, esse é o Isaac.
Isaac: É um prazer conhecê-la, senhorita Ayla — ele disse, estendendo a mão, e eu a peguei.
— Igualmente, e sem senhorita, por favor — disse, e ele sorriu.
Isaac: Como preferir.
Heitor: Agora que vocês se conhecem, pode ir buscar nosso pedido, Isaac — Heitor disse, de forma arrogante, praticamente rosnando.
Isaac: Sim, senhor. Com licença — ele disse, saindo.
Laura: Heitor...
Heitor: O que foi?
Laura: Precisava ser arrogante daquele jeito?
Heitor: Ele está trabalhando, não está no horário de jantar. Eu exijo profissionalismo, sem conversas paralelas. Se ele quiser falar com Ayla depois, fora do expediente, aí é outra história — Heitor disse, intercalando o olhar entre mim e minha mãe, deixando-a sem reação. Eu também não sabia o que dizer.
Logo outro garçom, diferente de Isaac, trouxe os pratos, e começamos a comer em silêncio, apenas com o som dos talheres batendo nos pratos e as conversas aleatórias das outras mesas.
O clima estava tenso, e as sobrancelhas de Heitor estavam franzidas, como se ele estivesse irritado. As veias do seu pescoço estavam visíveis.
— Vou ao banheiro — disse, chamando a atenção dos dois.
Levantei e caminhei até o banheiro. Fiz minhas necessidades, arrumei a roupa no corpo, retoquei o lip tint e o gloss nos meus lábios, e coloquei uma mecha do meu cabelo atrás da orelha, me encarando no espelho.
Heitor: Quero você longe do Isaac — levei um susto ao ver Heitor entrando no banheiro e trancando a porta.
— Como é? — perguntei, sem entender. — O que você está fazendo aqui, Heitor?
Heitor: Sua mãe vai te empurrar para o Isaac, mas você não pode dar moral para ele.
— Por quê?
Heitor: Porque não, porra — ele rosnou, me fazendo arregalar os olhos.
— Você não manda em mim. Eu falo com quem eu quiser. E se eu dou moral ou não para ele, isso não é da sua conta.
Heitor se aproximou, me prensando entre seu corpo e a pia do banheiro.
— He... Heitor — gaguejei seu nome assim que seu perfume arrebatador invadiu minhas narinas, me deixando desnorteada.
Heitor: Fica longe dele, Ayla.
— Mas...
Heitor levou a mão até o meu pescoço, apertando, trazendo-me mais perto. O aperto não era fraco, mas também não era forte o suficiente para machucar, apenas dificultava minha respiração.
Heitor: Porra, Ayla — ele disse, soltando meu pescoço, me permitindo respirar fundo, puxando o ar que me faltava.
Ele olhou profundamente nos meus olhos, como se pudesse ler minha alma, e saiu, sem dizer mais nada.
Eu estava completamente sem reação. Não entendi o que havia acabado de acontecer ali.
O aperto que ele deu no meu pescoço foi possessivo. Seus olhos estavam cravados nos meus. A forma como ele passou a língua nos lábios era tão absurdamente sexy...
Minha calcinha estava úmida, e uma necessidade absurda de me aliviar surgiu. Ao mesmo tempo, o desejo de ter o corpo daquele homem colado ao meu era inegável.
“Maldito desejo proibido.”
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Atualizado até capítulo 67
Comments
Magna Figueiredo
Oxiiiii...chocada q ele entrou no banheiro atrás dela /Facepalm//Facepalm/
2025-04-06
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Flavia Conceição
kkkkkkkkk tá perdidinha coitada e o Heitor também é paixão a primeira vista kk
2024-12-22
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Anita Alves
esses duas vão se pegar /Panic//Panic//Panic//Panic//Panic//Panic//Panic//Panic//Panic//Panic/
2024-11-28
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