Heitor Collins
Minhas bolas estavam pesadas e doloridas; eu precisava me aliviar. Era humilhante, me sentia como um adolescente desesperado, sem controle algum.
Esse era o efeito que Ayla Thompson causava em mim. Ela me deixava completamente fora de controle e ferrado.
Fazia uma semana que aquela garota havia chegado, e fazia uma semana que minha vida não era mais a mesma. O sexo com Laura não era mais satisfatório, e eu só conseguia gozar quando imaginava aquela tentação.
As punhetas estavam mais frequentes, mas, por mais que eu tentasse me satisfazer, nada adiantava.
Eu observava minha porra escorrendo pela parede. O banheiro estava abafado, e o suor descia pela minha testa. Entrei novamente debaixo da água gelada e me xinguei mais uma vez em pensamento por ter cedido à tentação de novo.
Terminei o banho rapidamente, desliguei o chuveiro, enrolei uma toalha na cintura e saí do banheiro.
"O que aquela maldita tentação estava fazendo no meu quarto?"
Ela sabia, ela viu, e não havia como eu negar. Ela sabia que era mentira.
"Por que você estava se masturbando pensando em mim?" A doce voz dela ecoava em minha cabeça.
Mesmo tentando disfarçar, seus olhos desciam por todo o meu corpo, fazendo uma eletricidade percorrer cada célula e se concentrar na cabeça do meu pau.
— Não era grande coisa, Heitor.
Arqueei as sobrancelhas, mas, antes que pudesse responder, ela saiu rapidamente do quarto, me deixando sem reação alguma.
"Não era grande coisa?"
Ela foi a primeira a dizer algo assim. Eu sabia que era grande coisa, todas que já viram disseram o mesmo. Mas aquela maldita provocadora queria me tirar do controle.
Apertei meu pau duro por cima da toalha, voltei ao banheiro e joguei água no rosto. Depois de me recompor, vesti uma calça de moletom, uma regata preta e desci para a cozinha.
Encostei-me na porta, cruzando os braços, e vi Ayla fritando alguns pedaços de bacon. Ela mordia os lábios carnudos e rosados enquanto os virava para não queimar.
Demorou alguns segundos para ela perceber minha presença, mas, assim que seus olhos encontraram os meus, ela desviou rapidamente. Suas bochechas ganharam uma coloração rosada que a deixava ainda mais angelical.
— Quer comer? — ela perguntou, e eu assenti com a cabeça.
Heitor: Ayla...
— Desculpa por entrar no seu quarto sem permissão.
Por que ela era assim? Uma hora me desafiava, e na outra, se desculpava. Enfiei as mãos no bolso da calça para conter a vontade de agarrá-la e sentir a textura da sua pele nas minhas mãos enquanto devorava sua boca com brutalidade.
Heitor: Estamos quites agora.
— É…
Heitor: Não entre mais no meu quarto sem permissão, garota — falei, e ela concordou com a cabeça, desviando novamente o olhar.
Ela retirou o bacon da frigideira e o colocou nos pães que estavam nos pratos, fechando-os logo em seguida.
— Fiz lanche para nós dois. Imaginei que você estivesse com fome — ela disse, mordendo os lábios mais uma vez.
Heitor: Você não imagina o quanto — sussurrei, mas sabia que ela havia escutado.
— Espero que goste — ela disse, pegando seu prato, colocando-o sobre a bancada e sentando-se para comer.
Ayla soltou um gemido ao morder o sanduíche, e senti raiva por saber que era um simples lanche que tirava um gemido dela, e não eu. O canto da boca dela estava sujo e seus dedos finos também, mas ela não se importava.
Peguei meu lanche e me sentei de frente para ela, observando cada expressão que fazia, cada suspiro e cada vez que ela fechava os olhos, saboreando o lanche.
— O que foi? — ela disse, colocando o lanche no prato, limpando os dedos com um papel toalha e a boca. — Gostou?
Heitor: Está ótimo.
— Quer mais um?
Heitor: Não, obrigado.
Ayla deu de ombros, levantou-se e foi até a geladeira pegar uma jarra de suco. Ela colocou o líquido em dois copos que estavam sobre a pia. Um deles foi deixado ao lado do meu prato, o outro, ela levou à boca, enquanto se sentava novamente e continuava a comer.
Heitor: Com quem estava na praia?
Ela me olhou e pareceu pensar antes de responder.
— Com o Isaac e a Bella.
Minha garganta formou um nó, impedindo a comida de descer.
Heitor: Com o Isaac?
— Sim.
Heitor: Não sabia que vocês estavam tão próximos.
— Começamos a conversar depois daquele dia no restaurante. Viramos amigos.
Heitor: Não quero você perto do Isaac — falei sem pensar, encarando-a.
— E por quê?
Heitor: Porque não, Ayla.
— Você não manda em mim, Heitor — ela disse, levantando-se.
Ayla caminhou até a pia e começou a lavar o prato e o copo.
— Nem minha mãe criticou. Na verdade, ela até gostou da ideia. Você não tem o direito de exigir nada.
Fechei os punhos com força, tentando controlar a raiva que percorria minhas veias. Levantei-me e fiquei de frente para ela. Ayla se virou e seus olhos se prenderam aos meus. Ela empinou o nariz e arqueou as sobrancelhas novamente.
Heitor: Ayla...
— Não exija nada que você não tem direito — disse.
Caminhei em sua direção, quebrando a distância entre nós. Ela não era tão baixa, mas, perto de mim, parecia pequena e frágil. Seus olhos azuis profundos não desviaram dos meus.
— Você está muito perto — sussurrou.
Eu estava perto o suficiente para sentir seu hálito quente e seu perfume invadir minhas narinas.
"Porra, se afasta, Heitor."
Gritei em pensamento, mas meu corpo não obedecia à minha mente. Não naquele momento.
Heitor: Isso te incomoda, Ayla? — Minha voz saiu rouca, mas grossa, e vi os pelos do braço dela se arrepiarem.
— Uhum — ela respondeu, fechando os olhos e prendendo a respiração.
Heitor: Uhum o quê? — falei, colando mais nossos corpos e sussurrando no ouvido dela. — O que te incomoda, minha tentação?
— Heitor... duro, muito duro — ela disse, arregalando os olhos. — Deus! — Ela gemeu.
— É tão pecaminoso gemer o nome dele agora, loirinha.
— Tantos apelidos — ela sussurrou. — Isso é tão errado.
— O que é errado, Ayla?
— Você está de päu duro, e eu completamente molhada — ela disse, arregalando novamente os olhos. — Eu não...
— Cala a boca — sussurrei no ouvido dela, raspando meu nariz em seu pescoço, me embriagando com seu cheiro.
Ouvimos a porta se abrir, e eu me afastei rapidamente de Ayla, que parecia desnorteada. Ela me encarou e logo sua mãe entrou na cozinha.
— Boa noite — disse Laura.
— Boa noite, mãe. Bom, vou para o meu quarto, com licença — disse Ayla, e antes que alguém pudesse responder, ela já havia saído.
— Aconteceu algo aqui?
— Não. Ela fez um lanche para nós, comemos, ela lavou o prato, você chegou, e ela saiu — respondi, me aproximando de Laura e dando um selinho nos lábios dela.
Subimos para o quarto, e fui tomar outro banho. Não queria me aliviar com Laura, mas, no final, terminei a noite fødendø com a Laura.
***Faça o download do NovelToon para desfrutar de uma experiência de leitura melhor!***
Atualizado até capítulo 67
Comments
Luciana Souza
eles vão ficar juntos mesmo tem que sasiar esse desejo
2024-12-02
0
Val Souza
acho que ela precisa ter o canto dela ficar longe da mãe e dele também
2024-11-23
2
Salete Schmitt
kkkkk, coitado do cara tá ficando doidinho
2024-11-30
0