Nosso confronto

Sebastian

Estou no meu quarto de hotel, sentado na beira da cama, tentando me concentrar. Mas meus sentidos de lobo estão em alerta máximo, captando cada som e movimento no corredor. Sei que Maya está do lado de fora, hesitando em bater na porta. Posso ouvir sua respiração acelerada e o leve som de seus passos enquanto ela se move de um lado para o outro.

Cada vez que ela se aproxima da porta, meu coração bate mais rápido, esperando o som de seus nós dos dedos contra a madeira. Mas ela para, hesita, e se afasta novamente. Tento me manter calmo, mas a espera está me deixando ansioso.

Fecho os olhos e me concentro em seus movimentos. Posso ouvir o som suave de sua respiração, o leve farfalhar de suas roupas enquanto ela se mexe. Ela está nervosa, e isso só aumenta minha própria ansiedade. Quero abrir a porta e puxá-la para dentro, mas sei que preciso esperar que ela tome a iniciativa.

Finalmente, ouço seus passos se aproximando novamente. Ela para bem na frente da porta, e posso quase sentir sua presença do outro lado. Meu coração bate forte no peito, e seguro a respiração, esperando.

Há um momento de silêncio absoluto, e então, finalmente, ouço o som suave de seus nós dos dedos batendo na porta. Levanto-me rapidamente e caminho até a porta, abrindo-a com um sorriso acolhedor.

— Oi — digo, tentando parecer calmo e confiante. — Que surpresa receber a notícia de que veio me ver.

Ela sorri timidamente, ainda parecendo um pouco nervosa, mas há uma vontade em seus olhos que me faz sentir uma onda de curiosidade por ela.

— Oi, Sebastian. Me desculpa aparecer assim, mas decorei o endereço do hotel — ela responde, sua voz suave. — Podemos conversar? Na verdade, eu queria muito te perguntar algo.

— Claro — digo, abrindo a porta para que ela entre. — Entre, por favor.

Enquanto ela entra no quarto, sinto uma mistura de alívio e excitação. Sempre tenho certeza de que ela é minha companheira só por sentir isso.

— O que quer perguntar? — inicio a conversa, pois vejo que ela se sente inquieta.

— Bem... — Maya esfrega as mãos uma na outra, parecendo que está procurando uma forma de falar. Até que suspira decidida. — Me disseram que um homem bonito fez várias perguntas sobre mim no teatro e a descrição do diretor bate com a sua cara.

Realmente eu o havia enchido de perguntas no dia em que senti a conexão com ela e não esperava que ele fosse falar para ela.

— Ele me disse que acredita que você seja um caça talentos e que eu deveria ficar em alerta, mas sabemos que isso não é verdade. Então o que você quer comigo e porque está me seguindo?

Ela me encara, esperando uma resposta, e sinto a pressão aumentar. Sei que preciso ser honesto com ela, mas também sei que a verdade pode ser difícil de aceitar.

— Maya, — começo, tentando encontrar as palavras certas. — Eu sei que isso pode parecer estranho, mas há algo em você que me atrai de uma maneira que não consigo explicar.

— Teve chance de transar comigo na noite da balada, porque não o fez?

— Porque não é assim que funciona — me defendi. — Desde o momento em que te vi, senti uma conexão muito forte.

Ela franze a testa, claramente confusa.

— Uma conexão? O que quer dizer com isso? Você é maluco?

Não consigo opinar. Na verdade, dou um sorriso sincero ao constatar o quanto Maya é corajosa, mas antes que ela me pergunte o motivo do sorriso, eu sigo.

— Deixe-me ver ser entendi. Fizeram uma denúncia sobre mim te perseguindo e você até acredita nisso, pois eu realmente estava em toda parte nos últimos dias, mas ao invés de correr de mim e sumir do mapa, veio até mim para ficar sozinha no meu quarto de hotel. Mas o maluco sou eu?

— Eu... — ela pensa por um instante sobre aquilo e vejo a palidez tomar conta das suas feições. — Não medi bem minhas opções e as consequências.

Ri mais uma vez, tentando aliviar a tensão. Coloque as mãos dentro dos bolsos da calça para mostrar-lhe que não iria lhe agarrar — Não que eu não quisesse — e a olhei com intensidade.

— Não vou machucar você de forma alguma, mas percebe o quanto é perigoso fazer isso? — Ela afirma meio receosa, porém se mantém imóvel no meio do quarto e vejo suas bochechas tomarem um tom avermelhado quase sumindo as pequenas manchinhas vermelhas que ela tem no nariz. Molho os lábios para falar. — Quero que acredite no que tenha a dizer, mesmo que pareça a maior loucura. Mas não vou jogar tudo ao vento assim, então peço que seja paciente comigo.

— Vai me contar como? — me questiona após engolir em seco. Ouço seu corpo estremecer e dou um passo em sua direção, mas ela recua e eu paro de provocar.

— Posso te mostrar algo? — outra vez ela hesita antes de afirmar com a cabeça e então ergo as mãos como se estivesse dizendo que me rendo enquanto dou dois passos em sua direção.

Maya ainda está receosa e isso a faz recuar algumas vezes até seu corpo encostar na parede e eu continuo me aproximando até que ela esteja encurralada. Não ouso trocá-la, mas deixo as mãos espalmadas na parede impedindo-a de fugir.

Os olhos verdes da garota grudam nos meus e ouço o coração dela dobrar as batidas. Existe um medo em seus olhos, mas a curiosidade não sai dela e isso me intriga ainda mais.

— O que sente quando estou perto? — pergunto, vendo Maya molhar o lábio que seca em questão de segundos.

— Acho que medo — ela diz, mas limpa a garganta quando percebe que meus olhos descem pela pele de seu pescoço. — Ou tesão.

— Acha os dois parecidos? — ela afirma fazendo-me sorrir.

— Alguém já te falou que seus caninos são pontudos? Acho atraente — meus olhos voltam para os dela e vejo-a estremecer. — Não sei porque estou dizendo isso.

Aproximo o rosto o máximo que posso, quase toco em seu nariz. É nesse momento que o corpo dela se arrepiada inteiro dando-me a melhor sensação que já senti. Ela realmente me tem nas mãos e eu a desejo intensamente.

— Você é minha, Maya. — Sussurro em seu ouvido. — Me deixe provar isso.

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Comments

Salome Pereira

Salome Pereira

Ele podia aborda_la de maneira diferente,dizer que gostou dela se sente atraído , não dizer ,vc é minha, assusta a menina kkk

2024-12-08

1

Juliana Sousa

Juliana Sousa

se um homem do porte de Sebastian, chega em mim , e diz que eu sou dele, eu acho que morria não de medo , mas passaria um filme na minha cabeça de tudo que eu poderia fazer com ele... kkkkkkkkk Ele iria conhecer na hora que eu gostei....

2024-10-28

2

Leydiane Cristina Aprinio Gonçaves

Leydiane Cristina Aprinio Gonçaves

acho que se um cara chegasse para mim e dissesse você é minha eu ficaria bem assustada viu kkk eu até entendo o Sebastian
ele não vê a hora de estar com a sua companheira destinada pela deusa mas do jeito que ele está agindo ele vai assustar a Maia kkk e vai fazer com que ela fuja dele kkkk será mais difícil dele conquistar o coração dela

2024-08-27

8

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