Relatos de dois anos de casados

Um ano depois questionei por que não havíamos feito amor no chalé em Gramado, ela me respondeu: “ Não era nossa casa, nossa cama. Eu queria que fosse muito especial”.

Essa frase nunca mais saiu da minha mente. Então eu descobri que ela fazia jus ao significado de seu nome. Ela realmente é sublime e nobre.

Sabendo do casamento e da mudança da Allya para São Paulo, a Editora Suspiros de Amor, empregadora dela, ofereceu um aumento de salário para trabalho presencial em 2014.

Tudo permaneceu perfeito pelos dois anos após casamento. Éramos como namorados, nunca discutimos e sempre estávamos juntos nas horas vagas. Eu só não costumava a acompanhar nas missas de domingo, que ela fazia questão de ir.

A Allya passou a receber duas vezes mais. Mesmo assim eu queria a proteger. Saia do Butantã a deixava e buscava no Bairro Anhanguera. Quando ela ia para a missa eu ia jogar futebol com os amigos. Depois tinha a “reunião do suco de cevada”.

Geralmente eu saia de casa 8:00 da manhã e só retornava às 15:00 horas. Quando eu chegava dormia. Quando acordava o jantar estava pronto e minha esposa me perguntava o resultado da partida e se o encontro havia sido bom.

Minha esposa queria muito o cargo de supervisora da equipe de edição, então sempre trabalhava duro e costumava ler um livro promissor para publicação de 300 páginas em 3 dias. Ela estava sempre ocupada, enquanto eu me divertia.

Eu também queria o cargo de diretor executivo, o CEO. Eu trabalhava muito, mas minha equipe era muito competente, para mim era um trabalho fácil e nunca fazia horas extras.

Minha esposa e eu sempre íamos ao cinema nas sextas- feiras, Shopping, teatro aos sábados e visitávamos nossos familiares no último sábado do mês. Era ótimo aquele tempo que tínhamos juntos, pois morando em uma metrópole como São Paulo a nossa vida acompanhava o ritmo da cidade.

Eu via todo o esforço da Allya, para ela era difícil estar longe de todos que amava. Mas ela conseguiu se adaptar e era boa em tudo que fazia.

Na nossa intimidade a Allya me surpreendeu. Ela era simplesmente perfeita na cama. Não precisava se depravada ou forçar nada para me enlouquecer. O jeito com que ela me beijava e tocava era único para mim. Eu era louco e alucinado pela minha esposa. Fazíamos amor pela manhã e pela noite.  Ainda não queríamos filhos no momento, então ela tomava anticontraceptivo.

      Eu morria de ciúmes. Ela  agora estava mais linda. Suas curvas muito mais evidentes,os seios maiores e mais firmes, o bumbum durinho... E os cabelos... Muito mais volumosos e claros. Aquela pele dourada... Era muito peculiar e ela sempre era elogiada.

     Como eu estava sempre com ela, apesar do ciúmes, eu não ligava constantemente. Mas o Pérsio, colega de trabalho dela me deixava furioso. O cara trabalhava na mesma sala que ela e não desgrudava. Mandava mensagens, tirava dúvidas, enviava trechos dos livros românticos em avaliação. Eu ficava furioso por dentro.

      Eu disfarçava bem, reclamava do comportamento do colega de trabalho dela, mas nunca proibi  a Allya de nada. A foto do perfil dele era apresentável, ele era um homem bonito. Eu nunca o havia visto pessoalmente. Tinha esperança que tivesse filtros na foto.

      As vezes a Tânia ia passar o fim de semana em casa e minha paz acabava. Nós nunca fomos amigos e nem próximos apesar de termos estudado desde a pré escola até o ensino médio, na mesma sala. Ela sempre me alfinetava e achava o cúmulo eu sair aos domingos, enquanto a Allya... Recebia a Caroline em casa e ia às missas. Eu não dava a mínima, pois me casei com a Allya e não com a mala da Tânia.

     Eu amava a Allya e entendia que nossa rotina era cansativa. Ela então me ensinou a cozinhar. Minha comida era boa, mas não se comparava com oque ela cozinhava. Era uma semana de chefe de cada. O máximo que eu fazia era arrumar a nossa cama e manter a casa em ordem. Nosso combinado era sujou lavou e pegou guardou. A Allya que fazia a faxina, lavava as roupas e organizava.

     Nosso casamento era perfeito. Eu não tinha do que reclamar. Aliás tinha sim, eu reclamava do Pérsio. Já era agosto de 2015 e por coincidência ou benefício Divino a Allya e eu tínhamos férias no mesmo mês. Nós viajamos para o Acre e amamos a cultura local. Estávamos curtindo bastante.

     Eu tinha licença Arrais-amador, então alugamos uma casa-barco. Navegamos pelo Rio Purus estávamos em uma cidade que é divisa com Manaus. Estávamos no rio e a cidade é bem próxima ao leito do rio. Conhecemos pessoas agradáveis e comprávamos muitas coisas dos vendedores navegantes.

      Vimos muitos tipos de pássaros e alguns jacarés. Ficamos encantados com a paz e a natureza local. Tomamos sol, nos banhamos em pequenas nascentes e cachoeiras. No crepúsculo da tarde  estávamos abraçados olhando o pôr do sol. No cair da noite  estávamos famintos, foi quando me lembrei que não havia nada preparado.

      A Allya se levantou e foi para a cozinha. Ela lavava folhas de alface e o arroz já estava cozinhando. Quando ela pegou o recipiente com peixes frescos. Eu a abracei e comecei a tocar sua cintura. Dei muitos beijos molhados em seu pescoço. Então a ouvi dizer:

    -Não. Conrado, agora não.

     Fiquei intrigado e me afastei. Aquela era a primeira vez que ela me dizia não. A Allya nunca me dizia não. Eu detestava perder ou ser contrariado. Eu fiquei a olhando e meu corpo todo fervia. Então tirei minha camisa, me aproximei do ouvido dela:

     -Não? Você está me dizendo não Allya? -Minha voz soou rouca e sensual.

     -Conrado! –Ela respondeu com o corpo todo arrepiado.

    -Seria, não pára Conrado?- Eu questionei mordendo seu lóbulo esquerdo.

     A Allya simplesmente se deixou levar e  eu a abracei cruzando meus braços sobre o busto dela, acariciando seus seios. Ela declinou a cabeça sobre meus ombros e eu passeei meus lábios pelo pescoço e ombros dela. Completavamos um ao outro, eu a despi e deixei que meus sentidos me guiassem entre toques e carícias. Ela respirava prazer, mais uma vez eu a tomei e ela se entregou a mim. Eu amava como ela era na cama, uma mulher sedutora e poderosa. No final ela sempre me vencia, ela me provocava e eu caía em suas armadilhas de prazer.

     Para mim só importava o tamanho do amor que eu sentia pela Allya. Era difícil entender como eu conseguia somente enxergar ela como mulher no mundo todo. Creio que aqueles dias de férias foram espetaculares, porém chegou ao fim e voltamos para casa. Eu amei as férias com minha esposa, passeamos, maratonamos séries, criamos receitas, pintamos a casa e tivemos uma segunda lua de mel.

   

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Comments

Vera Santos

Vera Santos

muito lindoo

2024-08-17

1

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Capítulos
1 Eu coloquei um ponto final na nossa história de amor
2 Um anjo em versão feminina
3 A única razão para eu ir é a Allya
4 A linguagem corporal dela era linda
5 Nosso primeiro beijo
6 Eu estou apaixonado
7 Um pedido de namoro formal
8 Conrado você não é como eles
9 Minha volta para casa
10 A selecionada
11 Eu fazia planos em minha mente
12 Eu sou louco por você
13 Decidimos nos casar
14 Nossa casa, um lugar para chamar de lar
15 Nosso casamento
16 A realidade da vida de casados
17 Relatos de dois anos de casados
18 Eu já estava um pouco distante
19 Um outro alguém
20 Colocando tudo a perder
21 O que está acontecendo com a gente?
22 Ele assumiu um papel que é seu
23 Por acaso foi um presente dele?
24 Vou tentar mais uma vez
25 Mais confuso que nunca
26 Uma recaída
27 Ela se foi
28 Você foi o amor da minha vida
29 Pagando meus pecados
30 Meses de tortura
31 Nosso reencontro
32 Mais uma vez eu mesmo me feri
33 Choque de realidade
34 Regenerado
35 Tudo me levava a ela
36 Você não percebe que está me ferindo novamente?
37 Minha mulher com outro cara
38 Cada vez mais perto
39 Você já me machucou antes
40 Emocionalmente desequilibrado
41 Me machuca toda vez que olho para você
42 Não consegue entender que para mim não acabou?
43 A razão lutando com a emoção
44 Anjos e Demônios
45 Guardião
46 Você me matou dia após dia
47 Samuel
48 Meus relatos sobre oque o Conrado Abrantes escreveu sobre nós
49 Do romantismo da lua de mel a apenas um bom sexo
50 Porto de solidão
51 Silêncio, ausência e partida
52 Sem destino certo
53 A separação
54 Conrado e Yan
55 Feridas abertas na minha alma
56 Amizade em crise
57 Minha vida após o Conrado
58 Mais páginas da nossa história
59 Nada neste mundo será capaz de curar toda dor que o Conrado me causou
60 Plágio
61 A história é real?
62 Você ainda ama o Conrado?
63 Meu coração se reconstruia
64 Eu fiquei aos pedaços
65 Você pertence a mim
66 Eu pertenço a você
67 Abrir todos os segredos guardados
68 Eu voltei para a Allya todos os dias
69 Uma continuacão
70 Um breve relato
71 Nosso final feliz
Capítulos

Atualizado até capítulo 71

1
Eu coloquei um ponto final na nossa história de amor
2
Um anjo em versão feminina
3
A única razão para eu ir é a Allya
4
A linguagem corporal dela era linda
5
Nosso primeiro beijo
6
Eu estou apaixonado
7
Um pedido de namoro formal
8
Conrado você não é como eles
9
Minha volta para casa
10
A selecionada
11
Eu fazia planos em minha mente
12
Eu sou louco por você
13
Decidimos nos casar
14
Nossa casa, um lugar para chamar de lar
15
Nosso casamento
16
A realidade da vida de casados
17
Relatos de dois anos de casados
18
Eu já estava um pouco distante
19
Um outro alguém
20
Colocando tudo a perder
21
O que está acontecendo com a gente?
22
Ele assumiu um papel que é seu
23
Por acaso foi um presente dele?
24
Vou tentar mais uma vez
25
Mais confuso que nunca
26
Uma recaída
27
Ela se foi
28
Você foi o amor da minha vida
29
Pagando meus pecados
30
Meses de tortura
31
Nosso reencontro
32
Mais uma vez eu mesmo me feri
33
Choque de realidade
34
Regenerado
35
Tudo me levava a ela
36
Você não percebe que está me ferindo novamente?
37
Minha mulher com outro cara
38
Cada vez mais perto
39
Você já me machucou antes
40
Emocionalmente desequilibrado
41
Me machuca toda vez que olho para você
42
Não consegue entender que para mim não acabou?
43
A razão lutando com a emoção
44
Anjos e Demônios
45
Guardião
46
Você me matou dia após dia
47
Samuel
48
Meus relatos sobre oque o Conrado Abrantes escreveu sobre nós
49
Do romantismo da lua de mel a apenas um bom sexo
50
Porto de solidão
51
Silêncio, ausência e partida
52
Sem destino certo
53
A separação
54
Conrado e Yan
55
Feridas abertas na minha alma
56
Amizade em crise
57
Minha vida após o Conrado
58
Mais páginas da nossa história
59
Nada neste mundo será capaz de curar toda dor que o Conrado me causou
60
Plágio
61
A história é real?
62
Você ainda ama o Conrado?
63
Meu coração se reconstruia
64
Eu fiquei aos pedaços
65
Você pertence a mim
66
Eu pertenço a você
67
Abrir todos os segredos guardados
68
Eu voltei para a Allya todos os dias
69
Uma continuacão
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Um breve relato
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