O dia foi cansativo, nem almocei. Porém selecionei a candidata perfeita para o cargo. Liguei para ela e pedi que chegasse às 06:00 horas do dia seguinte e levasse os documentos pessoais solicitados no e-mail que enviei. Kellen, a chefe de segurança apresentaria a empresa para ela antes do expediente.
Já em casa enviei um vídeo para Allya dizendo o quanto eu a amava e a queria por perto. Logo depois recebi uma ligação dela e nos falamos por horas.
Eu já não era o mesmo, não sentia fome. Recusei o convite dos colegas da empresa para tomar um drink após o trabalho. Tudo que eu sentia era a falta da Allya. Eu dormia pouco, mas acordava feliz pois, eu sempre sonhava com ela.
Um dia indo para o trabalho parei em frente a um sebo e vi o livro com o título Lucíola. Não pensei duas vezes estacionei o carro de qualquer jeito, em meia vaga. Entrei apressadamente na loja e comprei o livro.
Já na empresa, perguntei à Kellen sobre a nova funcionária e soube que ela era agradável. Ao entrar no elevador, no terceiro andar ela entrou... Fiquei confuso... Emilly então me disse:
-Oi. Conrado, pena não trabalhar diretamente com você... Mas estarei por perto.
-Bom dia Emilly. Bom trabalho – Eu disse enquanto a via sair do elevador.
Naquele momento soube que o César já havia a contratado. Aquilo não era ético ou profissional, mas ele e eu estávamos no mesmo nível hierárquico da empresa. Desde que eu cuidasse da minha própria vida tudo ficaria bem.
Quando entrei na sala de espera, lá estava ela a minha selecionada. A Caroline me recebeu cordialmente:
-Bom dia doutor Conrado.
-Bom dia Caroline. Seja bem vinda. – Respondi cordialmente, porém sério.
-Doutor, muito obrigada pela oportunidade. Eu não o decepcionarei. – Ela disse seriamente.
-Sei disso, por isso a contratei. – Respondi e fui para minha sala.
Naquele mesmo dia César veio me dar explicações sobre a contratação da Emlly. Eu simplesmente respondi:
-Desde de queixe a Caroline em paz, o que faz é problema seu.
-Bela resposta. Você é idiota, como pôde contratar esse Patinho Feio? –Questionou esnobando minha escolha.
- César, que idade você tem? Não fale assim da moça. Ela tem caráter e não vai engravidar, assim como a Sílvia. – Respondi o encarando.
-Claro, essa daí!!! Não quero mesmo! – Continuava a me provocar.
-Você não tem trabalho? Você gosta de problemas, já eu não. –Respondi colocando um ponto final no assunto.
O fato era que Caroline foi uma excelente contratação. Ela tinha a mesma religião do meu irmão. Era sensata e falava pouco. Era uma moça muito inteligente e eficaz. Era gentil e meiga, mas não ficava de sorrisos com ninguém. Eu me dava muito bem com ela. Enquanto eu lia Lucíola, ela lia assuntos religiosos.
Assim a semana passou, levei minha mala para o trabalho e depois dirigi direto para Bom Jesus dos Perdões. Não fui para a casa dos meus pais, aluguei um quarto em uma pousada.
Liguei para a Allya e disse para ela que eu estava na cidade e a aguardava na rua posterior. Disse para ela inventar qualquer coisa para sair, ninguém deveria saber que estava ali.
Uns vinte minutos depois ela apareceu e bateu no vidro escuro. Eu destravei a porta e quando Allya entrou no carro eu quase a engoli.
-Oi amor! Calma Conrado! Isso tudo é saudade? – Questionou ela, com aquele sorriso lindo.
-Oi amor, é saudade... E vontade de você! –Respondi vidrado no rosto dela.
A levei de surpresa para a pousada e ela quase me bateu. Então tive que me e explicar:
-Allya, amor... Não vou fazer nada que você não esteja de acordo. Eu preciso de um tempo com você. Amanhã estaremos rodeados o tempo todo pelos nossos pais, meu irmão e sobrinhos.
Ela me olhou desconfiada. Depois preferiu o silêncio. Eu coloquei um filme para rodar e disse:
-Não fuja, só vou tomar banho. Estou muito cansado.
- Quantos anos acha que tenho? – Respondeu ela nervosa.
-Espero que mais de 21 anos. – Respondi rindo.
Assim arranquei um sorriso daquele rosto lindo. Eu saí vestido e abracei Allya. A levei até a cama e ficamos abraçados vendo um filme. Eu mal conseguia me controlar, sentindo o cheiro dos cabelos dela. Eu sempre passava dos limites, era instintivo. Mas a Allya sempre era racional.
Ela não deixou eu tocar os seios dela e também não queria me tocar. Ela me disse:
-Conrado, não estou pronta, ainda não vamos fazer amor.
-Ok Allya, ainda temos um namoro recente, respeito sua opinião. Mas poderíamos evoluir um pouco. Eu estou sem sexo tem bastante tempo. –Respondi frustrado.
-Entendo, pode resolver isso sozinho. Eu não vou ficar colocando lenha na fogueira. – Ela respondeu seriamente.
-Tem medo de ceder? –Questionei a encarando bem de perto.
-Não. Eu sei o meu limite, sei quando parar. Não acho justo provocar você. E acho bom que continue sem sexo. Eu jamais vou tolerar uma traição. –Respondeu ela.
-Allya, você me ama? - Questionei sem entender a situação.
-Eu te amo Conrado.- Ela respondeu me encarando.
-Se deixe levar somente um pouco, não precisamos fazer amor. – Propus na esperança de a envolver.
-Você me ama Conrado? – Ela usou de minhas palavras para me confrontar.
-Eu te amo Allya. Li Lucíola em quatro dias, por sua causa. – Respondi e argumentei.
-Então respeite meu querer, meu tempo e meu corpo. – Allya colocou um ponto final na história me dando xeque-mate.
Eu a entendi e a respeitei. Me contentei em ficar as próximas três horas saboreando cada beijo dela. A levei para casa e mantivemos esse segredo.
Pela manhã apareci na casa dos meus pais e foi como eu havia dito, estávamos rodeados de gente. No domingo jantamos fora e fomos ao cinema.
Os meses passaram e nossa rotina era essa. Já era julho. Eu estava trabalhando muito e meu departamento não cometia erros. Naquela altura eu estava ficando estressado, era muito tempo sem sexo. Eu precisava de outro corpo, do corpo da Allya.
Minha sorte era que a Caroline não era atraente aos meus olhos e a Emilly mal saia da sala do César. Minha única tormenta era a Allya, ela estava em todos os meus pensamentos. No banho, bastava eu me lembrar dos momentos que tive com ela que eu aliviava meu desejo sem muito esforço. Eu não conseguia pensar nela de forma promíscua. Eu criava atos de amor em minha mente.
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Atualizado até capítulo 71
Comments
Ana Isa
até quando ele vai aguentar,está situação
2024-08-20
1
🌹
A história é muito boa e viciante.
2024-08-18
1
Vera Santos
perfeito 👏
2024-08-16
1