Ao chegar na casa de meus pais eu estava radiante, porém, meu irmão já os havia dito sobre meus encontros com a Allya. Eu parecia um adolescente na fase de rebeldia, pensei que sendo adulto não devia explicações aos meus pais. Fui passando e disse somente boa noite, logo ouvi o tom firme e sério da voz de meu pai:
- Senta aí Conrado! Você será meu filho até a eternidade e me deve satisfações quanto ao que faz, enquanto estivar sob meu teto!
Olhei para minha mãe que não escondia seu olhar de indignação. Eu fiquei calado e disse somente:
-Me desculpem, se é sobre a Allya, estamos namorando. Eu nunca vou brincar com ela ou com mulher alguma.
-Então vá amanhã mesmo na casa dos pais dela e faça um pedido formal de namoro. Se comporte como um homem! – Disse em alto tom meu pai.
-Oque? Vou até lá informar que estamos namorando, mostrar que eu e importo e a levo a sério. – Eu disse incrédulo, duvidando que ainda existissem pedidos de namoro em pleno ano de 2012.
-Cuidado com suas palavras filho, seja gentil. O Sandro é muito rígido. Faça a coisa certa – disse docemente minha mãe saindo.
Nos minutos seguintes tive que explicar ao meu pai meu cronograma de namoro. Expliquei que era muito perto e eu inclusive poderia morar na cidade e trabalhar em São Paulo, mas acabaria gastando muito com combustível.
No começo da noite, do dia seguinte fui até a casa dos pais de Allya. Ela já havia dito que estávamos namorando. Fui recebido com alegria pela dona Carmen mas o senhor Sandro estava muito sério. Eu tomava um café na sala, quando Allya se juntou a nós. Eu a olhei feliz e ela se sentou a meu lado. Eu finalmente disse:
-Senhor Sandro e senhora Carmen, Allya e eu estamos apaixonados e estamos namorando desde de ontem. Temos as bênçãos de vocês quanto ao nosso namoro?
-Claro que sim Conrado! – respondeu Carmen eufórica.
-Se é o que querem, se a Allya está feliz... Eu dou minha bênção –respondeu Sandro com um sorriso modesto.
Tive que repetir toda a conversa que tive com meu pai, sobre a distância que havia entre nós. No fim das contas meus futuros sogros compreenderam e acharam todos os meus argumentos plausíveis. Eu estava aliviado a Tânia só havia estado na cidade para as festas de fim de ano. Ela morava na cidade vizinha. Naquele momento eu coloquei um anel de compromissos no dedo anelar direito da Allya e todos vibramos juntos e comemoramos aquele momento.
Pela manhã eu fui até a casa do Régis, ele havia sumido. Talvez soubesse sobre meu relacionamento com a Allya. Ele me atendeu e eu questionei:
-Como pode mentir, como pode ofender a reputação da Allya com mentiras?
- Você que é precipitado man. Eu terminaria a frase se você deixasse. Eu a peguei de todos os jeitos nos meus sonhos. –Respondeu ele rindo como um adolescente imaturo.
-Como sabe eu tentei a sorte e ela sorriu para mim. Apague esses pensamentos e nunca mais diga algo assim sobre a Allya – Eu transbordava de raiva.
-Sei sim, parabéns e fica tranquilo, nunca vou olhar com outros olhos para a mulher de um amigo. Mas ela é linda e sempre vou a ver assim. –Respondeu ele me abraçando.
Eu fiquei confuso, queria a amizade do Régis, então resolvemos tudo ali. Decidi acreditar que ele era imaturo e não maldoso.
No crepúsculo da tarde fui até a casa da Allya e jantei com os pais dela. Depois para a tirar de casa disse que a levaria ver meus pais. Eu era muito calculista, sabia que meus pais visitavam meus avós maternos na área rural e só voltariam na tarde seguinte.
Adentramos a casa e eu chamei meus pais. Que obviamente não iriam responder, depois eu disse cinicamente:
-Amor eles devem ter saído, mas voltam em breve. Venha vou te mostrar meu quarto.
-Conrado, seus pais não vão aprovar isso. – Respondeu ela serena como uma brisa de verão.
A conduzi ao quarto e ela ficou surpresa com a decoração. Meu quarto era limpo e minimalista. Os móveis eram pretos, tinha uma mesa com computador, uma lousa, além da cama de solteiro e um guarda-roupas. A segurei nos braços e a beijei. A deitei sobre a cama e tivemos nosso momento picante. Após eu me atrevi a tocar no seio dela sobre a blusa. Ela se levantou e disse que ainda era um relacionamento recente para tais intimidades. Eu respeitei e não a questionei apesar de sentir meu corpo todo em chamas.
Ela saiu do quarto e minutos após exigiu ir para sua casa, pois meus pais demorariam a chegar. Eu a levei para casa e me despedi com um beijo bem provocativo.
Faltavam três dias para eu voltar para São Paulo. Eu fui às missas com a Allya, a levei para jantar, almoçamos com meus pais e fiz de tudo para a levar para a cama. Eu estava louco por ela, estava louco de desejo. A Allya simplesmente tinha alto controle e me barrava. Toda aquela sedução que eu armava simplesmente recaía sobre mim e eu acabava atordoado. Eu pensava que era um ato repugnante questionar uma mulher quanto a ela não querer se entregar. Eu pensava: “ um homem de verdade consegue levar uma mulher para cama com sua pegada e romantismo sem a forçar com atos ou palavras”.
No dia seguinte comprei um vinho, água, uvas, queijo brie e salame. Após peguei duas taças da cristaleira da minha mãe e coloquei tudo dentro de uma sacola de palha que encontrei.
Já escurecia quando toquei a campainha da casa da Allya, fui recebido pelos pais dela. Eles insistiram para que esperássemos para jantar, mas convenci a Allya para sairmos antes.
Eu dirigi até o mirante, é um lugar alto onde pode se ver toda a região. Estacionei o carro atrás da guarda de reio e como já era noite observamos a região e suas luzes. A noite estava totalmente escura e fria, e o vento anunciava uma tempestade. Tudo colaborava para o que eu havia planejado.
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Atualizado até capítulo 71
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