No Sábado eu tomava café da manhã com a Allya em uma padaria local, quando tirei as alianças e a pedi em casamento. Ela ficou surpresa, mas aceitou prontamente. Não foi nada romântico, eu estava desesperado e tinha medo de perdê-la.
Conversamos sobre ela se mudar para São Paulo, rotina, trabalho, segurança e ela topou o desafio. Nós dois concordamos que ainda era cedo para pensar em filhos.
Reunimos nossas famílias para um jantar no restaurante Ébano e lá anunciamos que estávamos noivos e nos casaríamos em 01 de março de 2013.
A maioria dos nossos familiares acharam estranho a pressa. Se passou pela mente da maioria deles que a Allya estivesse grávida. Como éramos somente familiares reunidos fomos questionados por nossos pais sobre uma possível gravidez.
A Allya se calou, ela tinha um olhar de indignação. Quase pude ler a mente dela. Não seríamos irresponsáveis a ponto de ter um filho sem planejamento. Eu tomei a frente da conversa e simplesmente respondi: “A Allya se respeita, eu respeito a Allya. Nos amamos e por isso decidimos nos casar. Não tem bebê nenhum”. Eu observei o suspiro de alívio do meu pai ao ver que eu olhava o senhor Sandro nos olhos e não mentia.
Todos se sentiram aliviados, afinal faltavam dois meses e uma semana par o casamento e se estivéssemos esperando um filho... Todo o planejamento teria que ocorrer mais rápido ainda. A Allya teria a rotina de pré-natal e mais dois enxovais.
Nossos pais eram pessoas simples, os pais da Allya eram feirantes. Não trabalhavam mais, tinham dois funcionários e era a Tânia que cuidava dos pedidos e da parte financeira. Meus pais eram comerciantes, tinham duas lojas de artigo de cama, mesa e banho. Minha mãe era dona de casa. Meu pai administrava uma loja e meu irmão a outra.
Assim ganhamos todo o enxoval de cama, mesa e banho. Por conta dos Abrantes e todo o cardápio por conta dos Malva. Finalizamos o jantar felizes e com muitos planos. Os Malva sentiram-se um pouco tristes, afinal Allya se mudaria para outra cidade.
No dia seguinte, peguei uma toalha de mesa, sacola de palha da minha mãe e comprei um café da manhã completo na padaria. Liguei para a Alla que ainda dormia. A informei que a esperava do lado de fora e toaríamos café da manhã juntos.
Ela saiu de casa linda, usava um vestido branco com flores amarelas e um laço no cabelo. Ela entrou no carro e eu a beijei e beijei... Eu não tinha forças para desgrudar meus lábios dos dela.
Voltei a mim e seguimos para um parque natural. Embaixo de uma árvore esticamos a toalha e colocamos os itens do nosso café da manhã. Conversávamos sobre o casamento e a Allya já havia decidido que nos casaríamos na Igreja local e a festa seria no Salão de eventos da Igreja. Ela já havia contratado toda a decoração, eu deixei por conta dela esta etapa.
Se passaram as festas de fim de ano. Nossas famílias passaram juntas e estavam mais unidas que antes. A Tânia finalmente apareceu e me lembro de suas palavras: “Eu mato você, caso não cuide da minha irmã. Nunca a magoe”. Decidimos financiar uma casa, pois o aluguel do meu apartamento era pago pela empresa que me empregava. Também era aceitável o fato que era um apartamento pequeno. Assim eu comecei a pesquisar no site de imobiliárias, após a Allya eu escolhemos algumas casas para visitar.
Financiamos a casa, com a entrada de 50% que foi presente do meu pai. Ele pediu que eu não comentasse com a Allya ou com os Malvas. Afinal a condição financeira da minha família sempre foi superior à da família dela. Eu simplesmente ficava omisso a toda aquela situação.
Ninguém sabia, mas eu, como contador era bem econômico e não corria riscos.
No período da faculdade meu pai me dava uma ajuda, equivalente a um aluguel e ainda despesas, cerca de um salário mínimo na época. Eu muito inteligente, dividia meu apartamento com dois colegas, gastava um terço do dinheiro com o aluguel e despesas. Eu aplicava na poupança bancária toda a renda que ganhava como estagiário e com metade do dinheiro que meu pai me dava eu pagava o consórcio de um carro novo.
Quando passei a contador júnior, a empresa pagava meu aluguel. Como meus colegas também haviam se formado, passei a morar sozinho. Fui contemplado com meu carro zero, um Chevrolet sedan. Meu salário era bom, apesar de não ter mais a ajuda de meus pais, eu continuei poupando dinheiro. Quando fui transferido para São Paulo tudo melhorou.
Meu aluguel era pago pela empresa, meu salário aumentou e minha despesa com combustível era baixa, pois eu morava próximo ao local de trabalho. Dos 18 aos 23 anos eu tinha cerca de R$62.000,00. Pois poupei em média R$1.200,00 por mês com a melhor taxa de juros rentáveis por cinco anos. Dos 23 anos aos 30 eu apliquei em outro banco cerca de R$3.000,00 por mês em média, por 7 anos. Com os juros sobre os R$216.000,00 eu tinha R$241.000,00. Com os R$62.000,00 com juros fixos de 7 anos, eu tinha 67.200,00. Eu tinha mais de R$300.00,00 na conta. Mesmo assim aceitei R$150.000,00 do meu pai, que era metade do valor da casa que escolhemos.
Assim consegui impressionar minha noiva quando disse que eu tinha os 50%, valor de entrada da casa. Ela ficou muito feliz e fomos escolher os móveis e as louças. A Allya tinha cerca de R$ 20,000,00 na conta, já que havia gasto com as despesas do casamento R$12.000,00. Eu sabia que ela precisaria de um veículo. Mesmo assim meu lado egoísta falou mais alto, eu a ajudei com somente R$10.000, 00 a pagar por tudo.
A conta dela ficou no vermelho, eu combinei que a levaria para o trabalho e a buscaria até termos dinheiro suficiente para comprar um carro para ela. Minha futura esposa não sabia que meu salário era alto e que meu aluguel era pago pela empresa. Ela acreditou que meu orçamento estava no limite.
Eu ficava encantado com o sorriso da Allya a cada jogo de louça que comprava e a cada móvel que escolhia. Os pais dela estavam felizes e comentavam que eu estava arcando com a maior parte dos gastos, mal sabiam que eu havia desembolsado somente R$10.000,00.
Meus pais ouviam e acreditavam que eu estava ajudando a Allya financeiramente e era o maior contribuinte. Assim financiamos a casa com metade do valor e parcelas de R$3.000,00 mensais assim pagaríamos a casa em 4 anos s 2 meses, sem juros sobre o valor.
Minha parte egoísta já falava mais alto. Em menos de um mês a Allya seria minha. Eu não pretendia deixa-la muito livre, não queria que ela fosse totalmente independente. Aos olhos dela eu não tinha uma situação financeira tão confortável. E eu usaria isso a meu favor para fazê-la seguir minhas regras.
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Atualizado até capítulo 71
Comments
Romantico Anonimo
Desesperado mesmo
2024-08-20
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