Chegou o dia da minha volta para casa. Eu passei o dia na casa da família Malva. Por incrível que pareça fui à casa do João e levei presentes para meus sobrinhos. Até brinquei com o Sander de jogar basquete e tomei chá com a Amanda e suas bonecas.
É fato que a energia daquela cidade me mudava, eu só conseguia sentir coisas boas. Eu conversava com o João enquanto a Allya e a Samara faziam um bolo. João estava feliz por mim, pelo meu relacionamento com a Allya.
No fim da tarde os pais da Allya estavam na casa dos meus pais aguardando minha despedida. Eu e a Allya fazíamos planos no jardim. Eu queria ficar, mas também queria minha vida e minha carreira.
Eu já sentia a falta dela mesmo antes de partir. Nossos pais acreditavam que nosso relacionamento não teria futuro. Mas eu sabia que eu queria a Allya e eu a teria. Como tudo na minha vida, eu faria dar certo.
Nossa despedida foi normal sabíamos que estávamos perto. Só me lembro do longo beijo no jardim, longe dos nossos pais. Eu a deixei sem fôlego e quase sufoquei. Eu era desafiado por meu desejo incontrolável de leva-la comigo para casa. Mas consegui partir sozinho.
Assim que cheguei em casa eu deixe mensagem para meus pais e liguei para a Allya. Nos falamos por horas e como já era mais de onze da noite, ela dormiu e eu falei sozinho por uns 30 segundos.
Nossos horários eram diferentes, então eu acordava e deixava mensagem para ela. Depois passava na padaria no caminho para o trabalho e tomava café da manhã. Como eu morava e trabalhava no Bairro do Butantã, poderia ir a pé, mas fazia questão de ir de carro. Eu era a sensação no meu local de trabalho, muitas mulheres flertavam comigo. Eu era extremamente racional, não costumava misturar trabalho com amor ou prazer.
Eu comecei trabalhar na Contabil Mondarêz de Campinas quando ainda era um estudante. Fui estagiário e quando me formei ocupei o cargo de contador junior. Me lembro que mesmo sendo inteligente, alto e atraente, eu não era a opção das mulheres. No meu quarto ano na empresa fui promovido a contador. Pois eu já era formado e estava terminado minha pós graduação. Aí tudo começou a mudar eu era a sensação para homens e mulheres em cargos inferiores.
No ano posterior fui transferido para a empresa matriz em São Paulo, em um cargo de Executivo Chefe de Departamento Contábil, eu estava no meio do meu curso de mestrado. Continuei com a mesma postura, pois já tinha experiência de como as coisas funcionavam. Eu sempre optava por assistentes e secretárias discretas, que se vestissem formalmente.
Eu trabalhava duro, pois sabia que o dono da empresa o senhor Abel Mondarêz, iria se aposentar e deixar o cargo de Diretor Executivo. A conversa que rolava entre os outros chefes de departamento era que ele escolheria um diretor por atribuição e eu era um dos melhores chefes executivos e queria muito aquela promoção.
Pensei na Allya muitos minutos daquele dia, mas foquei no trabalho, pois eu queria oferecer o melhor para ela. Eu havia acabado de terminar meu curso de doutorado e sabia que eu tinha chance de ser o diretor executivo.
Eu me lembrei que já no primeiro dia de trabalho para ser exato dia 23 de janeiro, teria que entrevistar mulheres para o cargo de secretária. Minha secretária Sílvia, havia pedido demissão pois estava morando com meu amigo e chefe do departamento de RH César Lira. César também teve que demitir a secretária dele, Amy, pois havia algo além do profissional e a Silvia sabia. Assim ela exigiu tal demissão.
Na sala de espera havia sete mulheres aguardando a entrevista. Duas chamaram minha atenção visualmente. Emilly a linda mulher, tinha uns 28 anos, de cabelos lisos e longos, corpo violão e rosto lindo e sedutor. Caroline a moça de uns 23 anos de vestimenta simples de alfaiataria, para ser exato um terno cinza com uma saia longa. Ela tinha um ar sério e usava grandes óculos, não era nada sensual. A Caroline parecia mais uma nerd.
Passei por elas que tomavam água ou café e lhes disse bom dia. Em seguida separava os currículos numerados por ordem de chegada. César entrou na minha sala sem bater e disse:
-Conrado vou ficar na mesa da sua futura secretária, quero observar. Talvez alguma delas que você dispensar se encaixe no perfil de secretária para o RH.
-Bom dia para você também César. Faça como quiser. A ideia não é ruim. – Observei o currículo número 1- Peça para a candidata número 1 entrar, por favor.
Na entrevista à quarta candidata meu instinto animal falou mais alto. Observei Emilly Oliveira. A mulher era linda e perfeita. Emilly era extremamente sensual, sua linguagem corporal denunciava isso. Ela era confiante e tinha desenvoltura. A mulher estudava em uma faculdade tecnóloga e tinha experiência na área administrativa. Mantive o profissionalismo e finalizei a entrevista.
A sexta candidata era Caroline Martins, a moça se vestia de maneira simples e tinha pouca vaidade. Ela não usava maquiagem ou saltos. Era muito séria e competente, já era formada em administração, mas não tinha experiência alguma na área administrativa, além do tempo de estágio.
Ao final, revisei as anotações de toda as candidatas e cheguei à conclusão que apenas Emily e Caroline se destacavam das demais candidatas. Claramente tinham conhecimento acadêmico, era o que eu precisava. Fiquei em dúvida e poderia escolher apenas uma delas.
O ano começava a todo vapor e o senhor Mondarêz viajava. Tudo teria que estar em perfeita ordem, e eu não poderia ficar para trás. Lamentei que naquela entrevista os currículos selecionados por César eram de mulheres. Claramente os chefes de outros departamentos que trabalhavam com homens tinham menos imprevistos.
Por exemplo sem vínculos afetivos que desencadeiam uma série de imprevistos, tipo sexo, relacionamento, amor, traição, gravidez, dependência emocional etc. Mas eu era racional e não misturava relações pessoais e trabalho. Eu costumava prever possíveis problemas.
***Faça o download do NovelToon para desfrutar de uma experiência de leitura melhor!***
Atualizado até capítulo 71
Comments
🌹
A visão de um homem ambicioso , egoísta e traidor.
2024-08-18
2