Na semana do nosso casamento, para ser exato 26 de fevereiro, eu ganhei dois dias de folga até o casamento. Minhas coisas já estavam arrumadas e eu levaria para nossa casa. Então decidi levar tudo no mesmo dia.
Após eu decidi fazer uma surpresa para a Allya, eu iria ficar em Bom Jesus dos Perdões até o casamento. Eu dirigi até lá, até a casa da Allya. Estava tudo escuro e quando pisei na varanda ouvi vozes vindo da varanda dos fundos. Ouvi uma voz masculina dizer:
-Allya, não se case. Precisamos resolver as coisas. Eu sei que ainda e ama.
Não ouvi a resposta dela. Eu que costumava ser explosivo, não consegui sequer dar um passo. Pela minha mente se passavam ideias absurdas de traição. Então o homem continuou:
-Allya éramos jovens. Eu tinha medo de me casar. Nesses três anos eu vivi e aprendi. Conheci outras mulheres, eu não consigo esquecer você.
Ela continuou em silêncio, eu dei um passo para frente e fiquei atrás dos arbustos, os observando. A Allya não disse uma palavra, somente o encarava. Eu fiquei com medo, aquele era o Daniel e se ela ainda sentisse algo por ele. Quando ela tentou sair da presença dele, Daniel a puxou para si a abraçando e disse:
-Eu te amo, não se case.
A expressão dela era gélida, minha noiva não correspondeu ao abraço. Então eu vi Daniel inclinar o rosto sobre o dela. Eu tentei reagir mas meus pés ficaram estáticos e minha voz não saiu. Tudo foi tão rápido, antes mesmo dele beijar a Allya, ela desferiu um forte golpe no rosto dele e saindo, ela disse:
-Se chegar perto de mim novamente... Meu noivo vai falar com você. Pare de me ligar e deixar mensagens.
Ao ver tal cena me senti aliviado e continuei escondido. Ouvi o barulho do pequeno portão se fechando e soube que ele já havia partido. Minha vontade era falar com ele, deixar bem claro que ele deveria deixar minha futura esposa em paz. Eu estava possesso de raiva. A Allya era minha noiva e ele ainda a procurava.
Aguardei por cinco minutos e por fim bati na porta. A Allya ficou surpresa e me recebeu com um forte abraço. Eu retribuí o abraço e me entreguei a sensação que ela me causava. Não comentei nada sobre o que eu havia visto. Naquele dia passamos o dia juntos e conferimos tudo relacionado o casamento. Assim os dias seguiram...
Era 01 de março finalmente. Eu estava parado no altar, em frente à igreja lotada. Haviam convidadas da Allya que eu não conhecia. Elas me olhavam de uma forma estranha e cochichavam. Eu estava realmente bonito. Meus 1.87 de altura se ajustaram perfeitamente naquele terno cinza, com gravata branca e sapatos pretos. Meu cabelo preto tinha um corte alto, com um leve topete natural. Eu usava uma camisa branca e colete cinza. Meus olhos pequenos, escuros e puxados, sempre chamaram atenção. Meu nariz fino e comprido, minha boca pequena e fina com dentes grandes me faziam mais parecer um descendente de turcos que de espanhóis.
Esqueci de mencionar, mas eu estava em forma. Tinha voltado a treinar boxe e correr pela manhã. Me sentia desconfortável com tantas mulheres bonitas me olhando e falando sobre mim.
A decoração da igreja foi simples, porém bonita. Com gypsophila, folhagem verde, lanternas inglesas nos corredores e altar. Eu estava ansioso, queria ver minha n sistente Caroline e Ramon. Os padrinhos eram primos dela. Escolhi como padrinhos o Rômulo e sua esposa Helena e João e Samara. Meu segurança da aliança foi o Sander e a daminha de honra a Amanda.
Por volta de 19h00 horas, eu vi a mulher da minha vida entrando acompanhada do pai. Ela segurava um buquê de flores rosas brancas e gypsophila. A Allya usava um coque clássico, a maquiagem era em tons de marrom e branco cintilante. O batom vermelho perfeito para os lábios dela. O vestido era um tomara que caia de cetim, com bordado branco em tule invisível cobrindo o busto e mangas. Era um lindo vestido branco comprido, solto e rodado na parte inferior. O sapato dela tinha o mesmo bordado de flores brancas do tule. Ela não usava véu ou coroa, somente uma presilha lateral.
Meu coração disparou e eu chorei. Eu estava emocionado. Em poucos minutos a mulher que eu havia escolhido para passar a vida, criar memórias, constituir família, amar e proteger seria minha para sempre. Quando o senhor Sandro a entregou a mim, senti que estava realizando um sonho. Fizemos os votos habituais e por fim fizemos o nossas promessas pessoais a Allya prometeu docemente:
-Conrado Abrantes, eu prometo estar ao seu lado. Sempre te ouvir, entender, apoiar e te guiar nas suas caminhadas díficeis. Eu amo você.
-Allya Malva Abrantes, eu prometo te proteger, ser paciente e te escutar. Sempre estarei a seu lado para oque precisar. Eu te amo. –Disse me sentindo o homem mais feliz do munto.
-Eu os declaro casados. Oque Deus uniu, o homem não separa. -Finalizou o padre Benedito.
Assim a cerimônia foi finalizada e fomos para o salão de festas. A decoração era semelhante a decoração da igreja. Mesas com toalhas brancas, cadeiras com laços de tule branco. Centro de mesas de vasos com gypsoplhila.
Assim nos despedidos dos convidados e familiares. Fomos para a casa da Allya, apenas trocamos de de roupa e pegamos nossa mala. Os translado no aguardava para nos levar ao aeroporto. Alugamos um pequeno chalé na serra gaúcha. Nossa lua de mel seria em Gramado no Rio Grande do Sul,apesar de estarmos no verão.
Eu estava ansioso, teria a Allya em meus braços, a faria minha. Já no aeroporto eu fiquei desconfortável. Minha esposa vestia uma chamisie comprida de manga longa azul. Ela lia nosso guia de turismo. Aquela maquiagem de noiva a deixava mais linda que o habitual. Da cafeteria eu via olhares masculinos a cobiçando. Eu esperava nossos cafés quando eu ouvi a conversa de dois homens: “Que mulher linda”. O outro falou: “Linda e elegante’’. Eu pensei em fazer uma cena, mas me contive. Cheguei até ela, entreguei o copo de café e a beijei enquanto eles olhavam.
Eu teria que
a lidar com algo que eu nem sabia oque era, o ciúme.
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Atualizado até capítulo 71
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