Allya por fim se deitou ao meu lado, eu agi como um homem apaixonado e louco de desejo. Eu comecei sendo carinhoso e ela retribuía. Nos abraçamos e nos beijávamos vagarosamente.
Naquele momento os beijos dela já não eram suficientes para satisfazer os desejos do meu corpo. Eu amava o gosto da boca dela. Ficava atônito com a sedosidade de sua pele quando tocava a minha. Eu era dominado pelo cheiro dela. O cheiro daqueles fios de cabelo, quase me transportavam para outra dimensão.
No meio daquele momento que vivíamos, eu percebi que minha namorada estava à vontade. Meu corpo estava quente então tirei a regata. Lembro de ouvir:
-Conrado, eu preciso ir.
-Calma Amor, ainda temos tempo. Só relaxa um pouco.
Continuamos no mesmo ritmo de amor e carinho. Eu tinha meus lábios colados nos lábios dela e uma mão na nuca e outra apalpando a cintura dela. Allya acariciava meus cabelos e em alguns momentos deslizava os dedos pelo meu peitoral. Eu já não podia conter meu desejo e ela baixava a camiseta sempre que tinha espaço.
Eu puxei o laço rapidamente, quando a camiseta ficou frouxa me encaixei entre as pernas dela. Subi um pouco a camiseta e coloquei minha mão por dentro. Por fim toquei o seio dela e meu corpo ardeu de desejo. Quando deslizei a mão para baixo, minha namorada travou minha mão na barriga dela, segurando meu braço. Me lembro de abrir os olhos e olhar para o rosto dela.
-Já chega Conrado! Vou para casa! –Disse ela em tom sério.
-Allya! Novamente isso? – Me expressei indignado, tirando as mãos do corpo dela e me afastando.
Ela não me respondeu, se levantou aparentemente brava. A Allya estava vermelha e muito incomodada, ela pegou o celular e digitava. Eu me sentei na cama, eu estava muito nervoso e um turbilhão de coisas se passavam pela minha mente: “Que espécie de homem era eu que não conseguia levar a mulher que amava para a cama”?
As roupas dela estavam na secadora, fiquei na porta do quarto a impedindo de sair. Ela ficou na minha frente, me encarando sem dizer uma só palavra. Eu perdi a paciência e questionei em alto tom?
-Allya, por que age assim? Realente me ama? Por que sempre faz parecer que eu forço intimidade com você?
-Eu te amo Conrado. Não estou acostumada com tais intimidades... Em pouco tempo de namoro. – Disse confusa.
-Vai completar um ano que estamos namorando! Eu sou um homem de trinta anos! Você uma mulher de vinte e quatro anos! Está sendo difícil, só a vejo nos fins de semana, nunca estamos sozinhos! –Argumentei em alto tom.
Ela ficou em silêncio e muito mais vermelha. Parecia que pensava no que me diria.
-Conrado eu pedi um tempo e você tem razão já passou bastante tempo. Ainda não estou pronta...
-Você claramente não me ama. Eu sou louco por você, te amo, te desejo... Mas você é fria comigo, sempre me afasta.
-Conrado, eu te amo, mas somos de mundos diferentes...
-Bela desculpa Allya! Oque pretende com isso? Com o Daniel você agia assim? Você ainda o ama? Ainda não superou o fim? Acho que é hora de terminarmos.
Neste momento eu vi a Allya chorar. Ela queria falar mas somente soluçava. Meu coração se encheu de dor e raiva do meu comportamento. Ela se sentou na cama com as mãos no rosto e eu via as lágrimas escorrerem entre seus dedos e pingarem no chão.
Eu e aproximei e me ajoelhei à frente dela, não a toquei. Eu somente consegui dizer:
-Me desculpa... Por favor, me desculpe.
-Con... Rado. Você tem uns pon...Tos de razão. Concordo com o término. – Respondeu ela com a voz falha e embargada.
-Tudo bem Allya, concordo. Não tem como seguir sem intimidade. Você ainda tem sentimentos pelo Daniel ou ele causou algum trauma que você não consegue superar?
-Isso não importa mais, acabamos aqui Conrado. Eu realmente fui feliz namorando você.
-Allya só sairá daqui quando me contar o que se passa. Eu mereço saber e você precisa contar para alguém.
Ela chorou um pouco mais, me olhou e por fim começou a falar:
-O problema não é o Daniel, o problema sou eu... Minha irmã é seis anos mais velha. Desde os dezesseis anos dela, a vi sofrendo por amor. Era um namoro atrás do outro, não davam certo. Aos dezoito ela se mudou e foi cursar faculdade... A vida amorosa continuou igual...
-Entendo, continue.
-Ela quase se suicidou tomando comprimidos. Eu sempre fiz parte do corpo da igreja então prometi para mim mesma que somente um homem conheceria meu corpo. Isso após o casamento. Não quero sofrer e passar pelo que a Tânia passou.
-Mas você e o Daniel chegaram a... –Questionei curioso.
-Foram dois anos entre namoro e noivado. O Daniel me pressionava para transar, mas eu dizia que só depois de casados, afinal ele também era membro da igreja. Depois do noivado ele continuou me pressionando e duas semanas antes do casamento me deu o ultimato. Como eu não cedi, terminamos e o casamento foi cancelado na semana do casamento.
-Allya você ainda é virgem?
-Sim, mas é difícil para os homens aceitarem isso até o casamento.
Ela passou por mim, eu fiquei na sala processando o que tinha ouvido. Allya se vestiu na lavanderia e foi até a sala. Quando ela pegou a bolsa e quis sair, eu a abracei forte e disse:
-Me perdoe, eu não sabia e mesmo assim não deveria ter pressionado você. Allya você é a mulher da minha vida! Eu não quero terminar.
-Preciso de um tempo, não sei o que pensar.- respondeu ela sem corresponder o meu abraço.
-Se lembra quando eu disse que ia te levar ao altar? Pensa se ainda me ama e quer casar comigo. Vou respeitar seu tempo e seu querer. Eu te amo Allya.
Como ainda tínhamos uma hora e meia, a levei até o sofá e me deitei abraçado a ela. Naquele momento tudo que ela precisava era silêncio e eu respeitava.
Às 23:00 horas, eu fiz um chá de camomila para ela, depois a acompanhei até o carro dela. Ela me levou até a empresa para pegar meu carro. No estacionamento da empresa eu pedi que ela descesse. A abracei e beijei docemente seus lábios. Eu disse:
-Allya Malva eu te amo. Me desculpe por hoje. Pensa bem no que eu te disse, sábado pela manhã eu vejo você.
-Também te amo Conrado.
Nos despedimos. Assim eu a escoltei até a marginal Tietê, entrada da Rodoviária .Eu a vi seguir e meu coração teve certeza que eu a queria a meu lado pela vida toda.
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Atualizado até capítulo 71
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