Eu liguei o rádio e coloquei em uma estação que eu sabia que tocava músicas românticas. Estávamos no banco da frente e nos beijávamos. Começou a chover muito forte e só conseguíamos ver as luzes ao longe, desfocadas através do vidro embaçado e a água sobre o para-brisas. Meu carro era o único no local. Eu olhei a sacola no banco de trás e propus para a Allya:
- Amor, vamos para o banco de trás? Não é possível dirigir com esta chuva forte. Eu estou faminto!
Ela passou para o banco traseiro e eu fiz o mesmo. Após eu comi umas uvas, ela não queria comer. Então eu servi vinho a ela. Usei o pretexto que eu não beberia pois iria dirigir. A Allya terminou o primeiro cálice e eu a beijei ternamente, um beijo lento e molhado. Ela se afastou e enquanto olhava o celular, eu servi novamente o vinho.
Aproveitei e olhei as curvas do corpo dela. Eu me perdia naquelas curvas... Imaginando o corpo dela junto ao meu, Allya tinha 1,69 de altura, pesava uns 75 quilos. Ela era perfeita para mim. Tinha a cintura fina, barriga quase chapada, os seios eram grandes e redondos, tinha um bumbum grande e empinado. Naquela noite ela vestia uma calça de montaria creme e um poncho preto, leve, de mangas compridas. Eu observei aquelas pernas torneadas e foquei nos pés. Ela usava uma bota cano curto. Eu tirei as botas dela e as unhas eram lindas e bem pintadas.
A olhei no rosto e seus pequenos olhos castanhos claros pararam no meu rosto. Ela sorriu e eu me prendi naquela boca linda e dentes médios. A beijei novamente e de novo, de novo... Depois eu perguntava sobre seu trabalho ela e contava que a maioria dos romances que avaliava eram clichês. Mas que fazia questão de apoiar autores inovadores e autênticos. Ela simplesmente amava Nicholas Sparks e José de Alencar, eu era péssimo em literatura e romances contemporâneos, nem conseguia opinar.
Eu sabia que levar a Allya para um motel, hotel, pousada ou até mesmo minha casa só a afastaria de mim. Eu queria fazer amor com ela e não queria que fosse no carro, mas aquela era minha única opção e última chance de a fazer minha antes de votar para São Paulo.
Eu simplesmente agi como o homem que costumava ser, o sedutor, homem de pegada. Não fiz questão nenhuma de esconder o desejo que eu sentia. A observei com os olhos estreitados e suspiros de desejo enquanto a beijava e explorava suas curvas. Allya me correspondia no mesmo ritmo, tocava uma linda música ao fundo. Me deitei sobre ela e afastei suas pernas, em seguida sentei com ela grudada em meu corpo e a coloquei frontalmente no meu colo.
Eu senti os seios dela no meu peito e meu corpo todo ardeu de desejo. Minhas mãos apertavam a cintura dela, fazendo com que meus dedos se encontrassem. Eu tinha a sensação de garganta seca, mas minha boca salivava de desejo. Então eu a beijava de língua possessivamente. Ela tinha os olhos fechados e as mãos entrelaçadas na minha nuca. Coloquei minhas mãos por baixo do poncho, na cintura dela e percebi que ela não usava blusa. No mesmo momento a senti suspirar ou dizer “Ahhh”.
Não contive meu desejo e me deitei sobre ela, levei a mão no seu seio direito e toquei metade dele, juntamente com o sutiã de pano fino e liso. E eu ouvia aquela linda voz dizer meu nome. Quanto tentei afastar a peça, para o sentir seio por completo, senti a força das mãos dela empurrando meu peitoral sem sucesso. Eu tenho 1,87 de altura e pesava 92 quilos naquela época. Voltei a mim e me afastei enquanto ela tratava de me empurrar para longe e afastar seu corpo do meu. A olhei e vi desespero e indignação naqueles olhos pequenos, que agora estavam arregalados e vermelhos. Ouvi ao longe aquela voz rouca e falha:
-Conrado... Oq... Oque está fazendo?
-Me perdoe, eu passei dos limites? Me desculpa, eu estava de olhos fechados e ouvi dizer meu nome... Eu pensei que estávamos no mesmo ritmo... Me desculpe se desrespeitei você.
Ela ficou de cabeça baixa, parecia que puxava algo na memória e isso claramente a incomodava:
-Vamos, vou te levar para casa. Me desculpe Allya. Estou envergonhado. – Eu estava confuso e em desespero.
-Você planejou isso Conrado? Queria que eu me entregasse a você? – questionou em baixo tom.
-Sim. Eu te amo e te desejo muito, somos adultos. Pensei que não tivesse problema. –Respondi tentando defesa.
-Não espere muito de mim. Já que assumimos um compromisso, vou ser sincera. Conrado tem poucos dias que estamos namorando. Ainda é cedo para fazermos amor. Mas entendo se quiser terminar. –Disse ela decidida.
-Allya, eu entendo se você quiser terminar, mas eu não quero ficar sem você. – Eu disse quase em desespero.
-Conrado, eu como mulher que não deveria ter sequer aceitado este convite. Homens... – Ela disse como se já tivesse passado por algo assim.
- Eu sou homem e espero que perdoe as reações de desejo do meu corpo. Mas eu entendo que não é não. Eu tenho imenso respeito por você. Sempre respeitei o querer das mulheres. Nem todos os homens são iguais. – Eu disse analisando a postura dela.
-Você não fez nada de mais, eu me assustei. Claro... Conrado você não é como eles... Como o Daniel e o Régis. - Ela me encarou ao término da fala.
-Não sou como qualquer outra pessoa nesse mundo, assim como você não é Allya. Quer falar sobre isso?
-Não... Aliás... O Daniel me pressionava muito para transar... Depois terminou o noivado na semana antes do casamento. O Régis era amigo da minha irmã, se aproximou de mim e só queria sexo. Você não fez nada de errado, para mim só está difícil confiar nos homens. – Respondeu Allya mais calma.
-Amor já tem quase dois anos do seu casamento que não aconteceu... Me perdoe, mas sou grato por isso. O Daniel é um idiota... Eu sou o homem da sua vida! Eu vou te levar ao altar, cuidar de você e te fazer feliz todos os dias.
Eu beijei as mãos dela e em seguida a abracei. Ela riu e ficou em meus braços. Depois pensei que o tal Daniel tinha a levado para a cama e a abandonado. Não era normal uma mulher de 23 anos ser tão desconfiada quanto aos homens e não curtir tanto contato físico, pegada...
***Faça o download do NovelToon para desfrutar de uma experiência de leitura melhor!***
Atualizado até capítulo 71
Comments