Honra aos Deuses

A manhã na aldeia nas montanhas estava especialmente tranquila. Suer, ainda embriagado pela emoção de suas recentes vitórias, sentia que sua vida estava prestes a mudar mais uma vez. Hoje, ele seria apresentado oficialmente à profissão de clérigo, uma responsabilidade que corria em suas veias, herdada de sua mãe, Lyra, e de seus antepassados.

A pequena casa de pedra e palha que Suer compartilhava com sua mãe, Lyra, estava banhada pela luz suave do amanhecer. Lyra, uma sacerdotisa de Apolo, estava ocupada preparando um chá de ervas.

— Suer, você está pronto para aprender mais sobre os deveres de um clérigo? — perguntou ela, olhando para ele com um sorriso encorajador.

Suer, agora com dez anos, sentiu um arrepio de excitação percorrer sua espinha.

— Sim, mãe. Estou pronto para aprender tudo o que você tem para me ensinar — respondeu ele, determinado.

Lyra assentiu e colocou a chaleira de chá sobre a mesa.

— Então, vamos começar o dia visitando o santuário. Lá, você aprenderá o primeiro passo para honrar os deuses — disse ela, enquanto pegava um pequeno pacote de ervas e um pergaminho antigo.

A caminhada até o santuário foi tranquila. O caminho serpenteava pela floresta, onde o canto dos pássaros e o farfalhar das folhas criavam uma sinfonia natural. O santuário de Apolo era um lugar sagrado, um pequeno templo construído em pedra, adornado com símbolos do sol e da cura.

— Mãe, como posso servir aos deuses como você? — perguntou Suer, curioso.

Lyra sorriu, orgulhosa da curiosidade do filho.

— Um clérigo serve aos deuses com devoção, respeito e amor. Você aprenderá a ouvir suas vozes, a entender seus sinais e a usar seus dons para o bem da nossa aldeia — explicou ela.

Ao chegarem ao santuário, foram recebidos por Hélios, um clérigo mais velho, que já conhecia Suer desde que ele era um bebê.

— Bom dia, Lyra. Suer, você está pronto para aprender sobre os deuses? — saudou Hélios, sua voz suave e acolhedora.

— Sim, senhor Hélios — respondeu Suer, com um aceno respeitoso.

Hélios conduziu-os ao interior do santuário, onde a luz do sol filtrava através das janelas de vitrais coloridos, projetando padrões brilhantes no chão de pedra.

— Vamos começar com uma oferenda a Apolo. Agradecemos sua proteção e pedimos sua orientação — disse Hélios, pegando o pacote de ervas que Lyra trouxera.

Suer observou atentamente enquanto Hélios colocava as ervas sobre um altar de pedra e acendia uma pequena chama. O aroma das ervas queimadas encheu o ar, criando uma atmosfera de paz e reverência.

— Suer, feche os olhos e sinta a presença de Apolo. Sinta a luz e a cura que ele nos oferece — instruiu Hélios.

Suer fez o que lhe foi pedido, fechando os olhos e respirando profundamente. Ele podia sentir uma energia calorosa ao seu redor, como se a luz do sol estivesse envolvendo-o em um abraço protetor.

— Eu sinto... é como um calor, uma luz dentro de mim — murmurou Suer, maravilhado.

Lyra colocou a mão no ombro de Suer.

— Isso é a presença de Apolo, meu filho. Sempre que precisar de força ou orientação, lembre-se desse momento — disse ela, suavemente.

Hélios sorriu e assentiu.

— Muito bem, Suer. Agora, vamos aprender a usar essa conexão para curar — disse ele, pegando um pequeno pote de unguento.

Hélios explicou detalhadamente como as ervas e as orações podiam ser usadas para criar unguentos curativos. Ele mostrou a Suer como misturar os ingredientes com cuidado e entoar uma prece a Apolo enquanto aplicava o unguento.

— Mãe, como você soube que queria ser uma sacerdotisa? — perguntou Suer, enquanto trabalhava.

Lyra pensou por um momento, seus olhos brilhando com lembranças.

— Eu sempre senti uma conexão com a luz e a cura. Quando era jovem, passei por um momento difícil e foi então que Apolo me guiou. Ele mostrou-me o caminho para ajudar os outros, e eu soube que era meu destino — explicou ela.

Suer olhou para sua mãe, admirado.

— Eu quero ser como você, mãe. Quero ajudar nossa aldeia e honrar os deuses — disse ele, com determinação.

Hélios sorriu, satisfeito com a resposta de Suer.

— Você tem um bom coração, Suer. Com o tempo e a prática, você se tornará um grande clérigo. Lembre-se sempre de que a verdadeira força vem da fé e da compaixão — disse Hélios.

O dia passou rapidamente, com Suer aprendendo a preparar mais unguentos e a praticar orações. Ele sentia que cada momento passado no santuário o aproximava mais dos deuses e de seu próprio destino.

Quando o sol começou a se pôr, Lyra e Suer se despediram de Hélios e voltaram para casa. No caminho, a aldeia estava tranquila, com os aldeões terminando suas tarefas diárias.

— Mãe, hoje foi incrível. Sinto que estou realmente entendendo a importância de ser um clérigo — disse Suer, animado.

— Estou muito orgulhosa de você, Suer. Lembre-se de que o caminho de um clérigo é cheio de desafios, mas também de grandes recompensas. Continue com o coração aberto e a mente focada — respondeu Lyra, abraçando-o.

Suer sorriu, sentindo-se mais confiante do que nunca. Ele sabia que ainda tinha muito a aprender, mas estava pronto para enfrentar qualquer desafio que viesse. Enquanto caminhavam de volta para casa, Suer olhou para o céu estrelado e fez uma prece silenciosa a Apolo, agradecendo por sua mãe, por Hélios e por ter a oportunidade de honrar os deuses.

E assim, Suer continuava sua jornada, um passo de cada vez, com a certeza de que estava no caminho certo para se tornar um grande clérigo e um verdadeiro líder para sua aldeia.

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Comments

Brennda Germany's

Brennda Germany's

Olha só esse negócio de Nara e Suer não tá certo não viu autor...

2024-07-17

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