Zombarias e Desafios

A névoa matinal ainda pairava sobre a aldeia quando Suer saiu de casa, pronto para um novo dia de desafios. Ele caminhava pelas ruas estreitas de pedra, observando os orcs começarem suas rotinas diárias. Alguns estavam ocupados afiando suas armas, enquanto outros carregavam cestos de frutas e legumes colhidos nas encostas das montanhas.

No entanto, nem todos estavam ocupados com trabalhos produtivos. Um grupo de jovens guerreiros estava reunido perto da praça central, rindo e trocando provocações. Entre eles estava Garruk, que, embora tivesse começado a respeitar Suer após o incidente com sua perna, ainda era influenciado pelos outros.

— Olha quem está aqui, o meio-sangue curandeiro — zombou um dos guerreiros, um orc alto com cicatrizes no rosto.

— O que você vai fazer hoje, Suer? Curar mais feridas com suas ervas mágicas? — riu outro, cutucando Garruk para que ele também participasse.

Suer parou, encarando o grupo com um olhar firme. Ele respirou fundo, lembrando-se das palavras de sua mãe sobre a importância da paciência e da conexão com Apolo.

— Eu estou aqui para ajudar a aldeia, assim como qualquer um de vocês. Minhas habilidades são diferentes, mas não menos importantes — respondeu Suer, mantendo a calma.

Garruk deu um passo à frente, com um olhar dividido entre desafio e hesitação.

— Eles têm razão, Suer. Você pode curar, mas não é um guerreiro. Não conhece as lutas que enfrentamos — disse ele, tentando manter a aparência diante dos amigos.

Antes que Suer pudesse responder, Lupo apareceu, colocando-se entre ele e os outros guerreiros.

— Já chega! Suer já provou seu valor. Se não fosse por ele, Garruk, você ainda estaria mancando — disse Lupo, com um tom autoritário.

O grupo murmurou, alguns desviando o olhar, mas o orc com cicatrizes não se deu por vencido.

— Se Suer quer ser um de nós, deve provar sua força de verdade. Um desafio! — declarou ele, cruzando os braços.

— Desafio? — perguntou Suer, surpreso.

— Sim. Uma corrida até a Pedra do Sol e de volta. Quem vencer, prova seu valor. Se você ganhar, prometemos parar com as zombarias. Mas se perder... bem, você sabe o que isso significa — disse o orc, com um sorriso malicioso.

Suer olhou para Lupo, que assentiu levemente.

— Aceito o desafio — disse Suer, com determinação.

A notícia do desafio se espalhou rapidamente, e logo uma pequena multidão se reuniu para assistir. A Pedra do Sol era um marco sagrado nas montanhas, conhecido por sua subida íngreme e traiçoeira. Era um teste de resistência e força.

— Suer, você não precisa fazer isso — disse Lupo, enquanto preparavam-se para a corrida.

— Eu preciso, Lupo. Não por mim, mas para mostrar a todos que minhas habilidades também têm valor — respondeu Suer, com um olhar resoluto.

O chefe da aldeia, atraído pela agitação, aproximou-se para dar início ao desafio.

— Muito bem, vocês dois sabem o caminho. Corram até a Pedra do Sol, toquem-na e voltem. O primeiro a cruzar a linha de chegada vence. Que os deuses estejam com vocês — anunciou ele.

Suer e o orc com cicatrizes se posicionaram na linha de partida. O chefe ergueu a mão e, com um gesto, deu início à corrida.

Os dois partiram em disparada, subindo pela trilha rochosa que levava à Pedra do Sol. Suer sentia o coração bater forte no peito, mas a lembrança das lições de sua mãe e a luz de Apolo o impulsionavam a cada passo.

— Vamos, Suer! Você consegue! — gritou Lupo, encorajando-o.

A subida era árdua, e Suer sentia as pernas queimarem com o esforço. O orc com cicatrizes mantinha um ritmo forte, mas Suer não desistia. Quando finalmente avistou a Pedra do Sol, sentiu uma nova onda de energia.

— Apolo, guie-me — murmurou ele, tocando a pedra sagrada.

Com a mesma determinação, iniciou a descida, a respiração pesada mas o espírito inabalável. Quando se aproximava da linha de chegada, via os rostos dos aldeões, alguns impressionados, outros ainda duvidosos. Mas Lupo estava lá, com um olhar de puro apoio.

Os últimos metros foram uma luta contra a exaustão, mas Suer deu tudo de si. Ele cruzou a linha de chegada, apenas um passo à frente do orc com cicatrizes. Ofegante, caiu de joelhos, mas com um sorriso de vitória no rosto.

A multidão ficou em silêncio por um momento, depois explodiu em aplausos. Até o chefe da aldeia parecia impressionado.

— Muito bem, Suer. Você provou seu valor hoje — disse o chefe, ajudando-o a se levantar.

— Parabéns, Suer. Você ganhou nosso respeito — admitiu o orc com cicatrizes, estendendo a mão em sinal de trégua.

Suer apertou a mão dele, sentindo um peso ser removido de seus ombros.

— Obrigado. Todos nós temos algo a contribuir, de maneiras diferentes — respondeu ele, com humildade.

Enquanto o sol se punha, Suer sentiu-se mais forte e mais aceito do que nunca. Ele sabia que muitos desafios ainda estavam por vir, mas com a luz de Apolo e o apoio de verdadeiros amigos, ele estava pronto para enfrentá-los.

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Comments

Brennda Germany's

Brennda Germany's

Não gostei ... queria que o Suer desse um jeito nesses Orcs

2024-07-16

2

Brennda Germany's

Brennda Germany's

Eu gritaria bem na cara do Orc que tinha vencindo

2024-07-16

2

Brennda Germany's

Brennda Germany's

esse Lupo hein

2024-07-16

2

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